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Cláudio Silva
Educação
Ex-secretário de Educação em Apucarana e ex-presidente da UNDIME-PR. É proprietário da Escola Nossa Senhora da Alegria e Colunista do AN Notícias e Jornal Apucarana Notícias.
Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, pois o Site e Jornal Apucarana Notícias pode não comungar com as mesmas ideias.
16/09/2012 10h55

AS RAPOSAS E O GALINHEIRO - Com o Colunista Cláudio Silvarefletindo com as fábulas

AS RAPOSAS E O GALINHEIRO - Com o Colunista Cláudio Silva
*Por Cláudio Silva
 
A tradição oral da humanidade sempre se valeu das fábulas para a transmissão de ensinamentos morais. Mas também na Literatura, quantos não guardamos na memória narrativas marcantes, lidas ainda na infância para nós pelos nossos pais e professores? Curiosas estórias criadas por Esopo, Andersen, La Fontayne, o nosso Monteiro Lobato, e tantos outros que se notabilizaram por elaborarem enredos que traziam lições de  vida tão importantes, que até hoje, já adultos, evocamos em muitos momentos. 
 

Retomando as reflexões da crônica anterior CONHECE A ESTÓRIA DO SÁBIO?, sobre a importância das decisões na vida, vamos recorrer a uma fábula para ilustrar o peso agora das decisões coletivas. 
 
“Era uma vez um grande galinheiro, onde viviam galos, perus, galinhas e várias outras aves com os seus pintainhos. Certo dia, uma raposa procurou as aves responsáveis pelo lugar e aparentando bondade e simpatia, propôs:
 
- Amigos, por favor não se assustem, nem tenham medo de mim. Agora sou uma raposa regenerada, assim como as companheiras do meu bando. E em nome delas vim aqui especialmente para fazer uma proposta! 
 
- Uma raposa boa? - exclamaram desconfiados e guardando distância. - Chi, isso está muito  esquisito!
 
A raposa continuou:
- Sabe, eu e minhas colegas raposas estamos cansadas de viver correndo de um lado para o outro, fugindo dos caçadores. Hoje estamos amadurecidas e resolvemos mudar de vida. Transformamo-nos em raposas boas e respeitadoras de todos os galinheiros. Tanto que seríamos incapazes de fazer mal a um só pintainho que fosse. Agora só nos alimentamos de tenras frutas silvestres! – exclamou, conferindo emoção às palavras.
 
É claro que ela não revelou que eram perseguidas, porque ficaram famosas por aterrorizarem os galinheiros da região, para roubar ovos e abater os galináceos que encontrassem pela frente. 
 
 E continuou:
- Queremos apenas um local para viver em paz com todos. Um lugar sossegado como este galinheiro. Sabe amigas, nós gostaríamos muito de vir morar aqui com vocês!
 
- Morar conosco aqui no galinheiro? Não acredito!! - exclamaram as aves, quase que em uníssono, sem crer no que estavam ouvindo.
 
- Calma, calma, meus amigos! Eu explico. Não queremos nada de graça. Vocês só terão vantagens. - emendou a raposa com um sorriso nos lábios e um semblante simpático e angelical. 
 
- Vejam, - continuou a raposa – como eu disse, vocês só terão vantagens mesmo. Como retribuição nós nos comprometemos a assumir todo o trabalho do galinheiro. Já imaginaram? Terão uma vida confortável, porque nós cuidaremos de suprir todas as suas necessidades!  
 
- Ooohhh! exclamaram.
 
- E tem mais, – prosseguiu - eu e o meu bando assumiremos também a segurança total do galinheiro. Iremos protegê-los de todos os perigos. Não será uma maravilha?!
 
- Oba! Não precisar trabalhar! Tempo livre pra fazer o que quiser. Legal! Não vamos perder essa! - festejaram os mais exaltados. 
 
Em tempos passados, numa época que boa parte dos mais novos não havia chegado a vivenciar, aquele mesmo bando havia semeado o terror no galinheiro deixando um rastro de destruição. E as lembranças ainda estavam bem vivas na memória dos mais velhos.
 
Calma pessoal.  Essas coisas não se decidem assim. - observaram alguns.
 
Ao que responderam:
- Calma nada. Vamos fechar o negócio já. Seria uma burrice perder uma chance dessas. O que estamos esperando? Vocês não viram? Só teremos vantagens!
 
Mas, entre exaltações de ânimos e tentativas de ponderações, a maioria acabou concluindo que seria mesmo prudente dar um tempo, e analisar melhor a proposta com os demais membros do galinheiro. Afinal, em se tratando de raposa, é bom manter olhos e ouvidos atentos, e ter sempre um pé atrás, como recomenda a sabedoria. 
 
- Daremos a resposta outra hora, dona raposa - disse um dos galos.
 
- Oh, que pena amigos, seria tão prático para todos se decidíssemos já. Mas como preferem assim, tudo bem, ficaremos aguardando com expectativa. Só peço um favor:- Disse a raposa, batendo nos ombros dos galináceos e sempre sorridente-, pensem com carinho no grande bem que iremos prestar à vocês, viu?
 
No galinheiro o assunto quando foi apresentado causou grande alvoroço, como era de esperar.  Uns alertavam que era muito perigoso confiar em raposas. Outros, destacavam que aquela aparentava ser uma raposa diferente: boa, simpática e bem intencionada, além das vantagens que oferecia. E julgavam ser uma insensatez recusar oferta tão vantajosa que prometia revolucionar a vida do galinheiro.
 
 E durante um bom tempo aquele foi o assunto mais discutido, até que chegaram a uma conclusão. A maioria decidiu aceitar conviver com as raposas no galinheiro.
 
E assim aconteceu. O início, como não poderia ser diferente, foi muito estranho, porque enquanto uma parte das aves curtia deslumbrada as mordomias da nova vida, a outra se mantinha desconfiada com as estranhas companhias. E as raposas, por sua vez, esmeravam–se para ser o mais simpáticas, atenciosas e prestativas que  pudessem com todos. 
 
E à medida que o tempo passava, as coisas foram-se acomodando e tudo pareceu confirmar o que havia sido pactuado: as raposas trabalhando e tratando a todos com zelo e  cordialidade e as  aves curtindo as  maravilhas da nova  vida. 
 
Até que uma noite, depois de um longo tempo de convívio, quando já ninguém mais se lembrava dos temores do passado, as raposas se abateram de surpresa sobre as aves e foram devorando uma a uma as que encontraram pela frente, sem dó nem piedade. Assustadas, elas tentaram fugir, mas em vão, porque eram presas fáceis para os temíveis animais.
 
Um galinho garnizé, tremendo de medo, e que fora um dos mais entusiastas do pacto com as raposas, consegue perguntar à que havia arquitetado todo o plano:
 
               - Dona raposa, nós não as acolhemos tão bem no galinheiro? Porque agora estão fazendo isso conosco? 
 
               - Ora, ora, seu bobinho, simplesmente porque não podemos negar a nossa natureza de raposas!- respondeu lambendo os beiços e olhando-o bem fixamente nos olhos. 
 
E depois de uma sonora gargalhada acompanhada pelas demais companheiras de bando...”
 
MORAL DA HISTÓRIA: Uma vez raposa...
(ANOTE ABAIXO A SUA MENSAGEM)
*Cláudio Silva é mestre em Educação, ex- presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação-UNDIME/PR, ex- Secretário de Educação de Apucarana,PR e Diretor da Escola Nossa Senhora da Alegria. (mais textos do professor no site Prof. Cláudio Silva Educacional)

Ficha Técnica:Estrutura: Jornalista Cláudia Alenkire Gonçalves da Silva – MTE 000 9817 /PR Revisão:  Psicóloga Mestranda USP Cláudia Yaísa Gonçalves da Silva, Dra Leila Cleuri Pryjma
 
Bibliografia:
  • BULFINCH, Thomas. O LIVRO DE  OURO  DA  MITOLOGIA: histórias  de  deuses e heróis. Rio  de  Janeiro: PocketOuro, 2009.
  • ESOPO. FÁBULAS, Tradução:  Pietro  Nassetti. São  Paulo: Editora  Martins  Claret, 2008
  • FEDRO. FÁBULAS.São Paulo: Editora Escala.
  • LA FONTAYNE, Jean de. FÁBULAS: FÁBULAS  DE  LA  FONTAYNE: antologia. São  Paulo: Editora  Martins  Claret, 2012
  • LOBATO, Monteiro. FÁBULAS.Rio  de  Janeiro. Editora Globo, 2011
Leia mais crônicas do  Prof. Cláudio  Silva em  : 

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