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Apucarana, 28 de Outubro de 2020

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Cláudio Silva
Educação
Ex-secretário de Educação em Apucarana e ex-presidente da UNDIME-PR. É proprietário da Escola Nossa Senhora da Alegria e Colunista do AN Notícias e Jornal Apucarana Notícias.
Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, pois o Site e Jornal Apucarana Notícias pode não comungar com as mesmas ideias.
18/06/2020 12h14

EVITAREI AMAR-TE ATÉ APRENDERES A AMAR-TE A TI MESMA (Crônica de psicóloga Cláudia Yaísa G. Silva)

Menina, Lavanda, Dormindo, Felicidade, Purple, Flores


Você já se perguntou por que a opinião do outro é tão importante? Por qual motivo elevamos o olhar e aprovação das outras pessoas a um estatuto tão significante? Temos a tendência a depositarmos muitas expectativas nas pessoas. O problema é que quando estas nos frustram, não se comportam como esperávamos, nosso ímpeto é de lamentarmos que o outro não soube nos valorizar, não se importou com nossos sentimentos. É sempre perigoso quando apoiamos a nossa vida em algo externo, isso porque se as relações se rompem, se as pessoas se vão, ficamos sós, sem referência, sem chão. Portanto, ao invés de acharmos que o nosso apoio está "do lado de fora", que possamos construir um alicerce interno, dentro de nós. Pense nisso! ????????

 

Trago abaixo um trecho de Alice no País das Maravilhas que bem ilustra essa reflexão:
 

— Você me ama? Perguntou Alice.
— Não, não te amo! Respondeu o Coelho Branco.

Alice franziu a testa e juntou as mãos como fazia sempre que se sentia ferida.

— Vês? Retorquiu o Coelho Branco. ???? Agora vais começar a perguntar-te o que te torna tão imperfeita e o que fizeste de mal para que eu não consiga amar-te pelo menos um pouco.

— Sabes, é por esta razão que não te posso amar. Nem sempre serás amada Alice, haverá dias em que os outros estarão cansados e aborrecidos com a vida, terão a cabeça nas nuvens e irão magoar-te. Porque as pessoas são assim, de algum modo sempre acabam por ferir os sentimentos uns dos outros, seja por descuido, incompreensão ou conflitos consigo mesmos.

— Se tu não te amares, ao menos um pouco, se não crias uma couraça de amor próprio e de felicidade ao redor do teu Coração, os débeis dissabores causados pelos outros tornar-se-ão letais e destruir-te-ão. A primeira vez que te vi fiz um pacto comigo mesmo: "Evitarei amar-te até aprenderes a amar-te a ti mesma!".
(Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas)
 

*Cláudia Yaísa Gonçalves da Silva é psicóloga, professora de Psicologia, Doutoranda em Psicologia Clínica pela USP, especialista em Psicanálise. Site www.psico.life / e-mail: claudia@psico.life / Instagram: @psico.life / Facebook: Psico.Life