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Apucarana, 17 de Outubro de 2017

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Flavia Oliveira
Danças
Professora, bailarina e coreógrafa da Cia de dança do ventre que leva seu nome, cursada e certificada em dança através de cursos em São Paulo com professores renomados do meio árabe, nacionais e internacionais, estuda a dança do ventre desde 1997.

Diretora e criadora de vários espetáculos de dança, tem como seu objetivo principal a divulgação da cultura e amor a arte da dança do ventre.

Notícias

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, pois o Site e Jornal Apucarana Notícias pode não comungar com as mesmas ideias.
05/07/2016

O frio chegou-Colunista Flavia Oliveira
O frio chegou e com ele a dificuldade de fazer uma apresentação de Dança do Ventre, né? E agora?


Como driblar o frio e continuar sendo feliz dançando!

Confira as dicas:

1) No frio a pele resseca com mais facilidade e deixa a aparência esbranquiçada. Passe um hidrante nos braços, abdômen e pernas. Além de perfumar já será uma auto massagem rápida.

2) Sempre proteja os pés com um sapato elegante, mas não abra mão do conforto. Assim evitará um tempo maior de contato com o piso e friagem, além do necessário. Pra isso é necessário treinar nas aulas de vez em quando!

3) Tenha em seu "Belly Closet" um abey. Isso pode parecer luxo mas quando for necessário terá deixará sorrindo de felicidade para a ocasião.

4) Mesmo no frio, após a apresentação o corpo transpira. Nunca, nunca mesmo, se exponha a correnteza de ar frio, áreas abertas para se refrescar. Poupe sua saúde, afinal nos próximos dias você quer estar pronta para mais shows.

5) O alongamento deve ser mais lento e levar um tempo maior para ser finalizado. Os músculos ficam mais contraídos no frio, por isso, dê um tempo para eles relaxarem. Lembre-se que os pés também precisam de flex.

6) No frio precisamos nos abastecer. Não dance em jejum. Que tal uma bebida quentinha? Um chá com especiarias como cravo e canela são ótimos.

7) Se sinta vitoriosa. A maioria das pessoas quer hiberna no inverno e você está dançando. Vencer a preguiça é um grande mérito! Continue, pois a atividade física, mesmo no inverno, garante a resistência do corpo, e quando chegar o verão você estará quilômetros na frente de quem só pensa nisso na última hora.
Namastê.

18/05/2016

O que é árabe-Colunista Flavia Oliveira
Quando se é árabe, afinal?
Se é árabe quando se fala árabe.
Os árabes começaram na Península arábica e se expandiram para o mundo inclusive para a Espanha, por isso tantas descendentes de outras nacionalidades e em especial as de espanhóis se sentem tão atraídas pelo ritmo e danças árabes.
E essa chegada árabe á Espanha foi importantíssima para a arte em geral no mundo todo até os dias de hoje e sempre será, pois era uma época onde reinava o Obscurantismo, ou seja, um período onde não produziram nada de cultural por aproximadamente 800 anos.
Por isso todos os instrumentos tem antecedência árabe, pois eles resgataram todo tipo de arte que estava perdida no obscurantismo e também criaram muitas.
Portanto fica claro a gratidão e o respeito que tenho por essa música, esse povo e sua cultura tão fortes e valiosos.
Quando passamos a questão para a dança do ventre, é preciso remeter direto ao oriente, claro que a dança do ventre argentina, americana e russa são maravilhosas, acrescidas das suas pitadas culturais, mas não são o modelo de dança do ventre que deve ser seguida por nós, precisamos fazer uma ponte direta com o Oriente porque é de lá que vem a verdadeira dança do ventre e todo seu significado e cultura.
Dança do ventre não é dança de performance, ela tem origem no Oriente Médio e é formada pelos mesmo 8 ou 9 passos de 4.000 anos atrás.
Por isso, sempre que se sentir em dúvida sobre qual exemplo seguir, não hesite: Olhe para trás!!
Namastê.

18/04/2016

Música, ritmo e dança-colunista Flavia Oliveira
A Dança Oriental, Raks El Sharki ou Dança do Ventre como é mais conhecida aqui no Brasil é uma dança fascinante, não só pelos movimentos complexos que exigem bastante consciência corporal e treino mas também pela sua integridade com a música.

Na filosofia oriental, dança e música são uma coisa só, não existe no universo música sem dança e vice e versa. Na música árabe os instrumentos tocam uma melodia em uníssono e a dança é mais um elemento que integra ao todo formando uma única arte.

Uma das principais características das artes árabes é a riqueza de ornamentos e com a música e a dança não é diferente, são numerosas em detalhes, são rebuscadas e possuem uma forte conexão com as emoções e com a alma.

Uma das características que mais diferencia a música oriental da ocidental são os modos, na música oriental existem mais de 400 escalas e isso é possível devido a não limitação de notas musicais sendo muito comum a utilização de quartos de tom.
A essas escalas se dá o nome de “maqan” e para cada “maqan” podemos associar diferentes sensações, ou seja, existem “maqans” que enchem nossos corações de alegria, outros de tristeza, outros de nostalgia, espiritualidade, força, paixão, sono, euforia...
Outra característica já citada anteriormente é a melodia tocada em uníssono por todos os instrumentos. Não podemos deixar de citar também as “taksins”, que são improvisos de cada instrumento dentro de um determinado “maqan” com ou sem base rítmica. E por falar em ritmo, não podemos deixar de citá-los, pois são inúmeros podendo uma só música contemplar vários ritmos diferentes. São muitos detalhes além destes que vão moldar a música árabe, mas acredito que estes sejam os principais.

A Dança Oriental segue também pelo mesmo caminho, e uma das características mais interessantes é sua conexão o tempo todo com a música, acompanhando cada nota, cada ornamento e humor com seu corpo. Na dança precisamos nos entregar para a música, precisamos respirá-la, senti-la, amá-la e nos envolver com ela explodindo toda esta emoção no movimento do corpo

Uma adequada leitura dos ritmos e maqans também são essenciais para uma boa dança, cada ritmo tem uma contagem, ginga e cadência própria que serão traduzidas nos passos da dança, e a colocação destes passos também depende, além do ritmo, da instrumentação utilizada e do “maqan”.
Um exemplo clássico é o ritmo “Said”, não é porque a música entrou neste ritmo que existe uma necessidade de usar passos folclóricos, outros aspectos precisam ser observados, principalmente os instrumentos e o contexto da dança.
Existem também passos que não “casam” com determinados ritmos, por exemplo, o básico egípcio não “casa” com o Laff (Malfouf), apesar de “dar para fazer”, não é apropriado, pois o passo completo se dá em 4 tempos e o ritmo Laff é binário. Além da questão técnica e matemática, um aspecto importante é o histórico de um determinado ritmo, de qual região provém, para quais rituais era tocado, em quais culturas podemos encontrá-lo, e daí, puxando o fio da meada que muitas vezes se enrosca, mas sempre descobrimos coisas fascinantes.

Enfim, o estudo da dança e da música oriental é infindável, porém nos proporciona momentos intensos de prazer e emoção, pois nos remete a uma busca das nossas próprias origens como seres divinos que somos, e nos possibilita entender o que muitas vezes não conseguimos entender com a razão, mas sim com as nossas almas, basta fechar os olhos e sentir e deixar o corpo falar.
Namastê!
Baseado no texto de: Cristina Antoniadi

15/03/2016

O papel do véu na dança do ventre Colunista Flavia Oliveira
O papel do véu na dança do ventre
O véu tem papel importantíssimo na dança do ventre de tirar a pessoa da realidade por algum tempo, quem vai a um show, espetáculo, peça teatral ou musical, vai por um único motivo: Sonhar, sair da realidade, viver outra atmosfera. O tecido faz sonhar, traz à tona a energia do elemento ar.
O movimento do véu, não faz parte da dança oriental e as bailarinas egípcias usam muito pouco, as Libanesas usam de forma muito simplificada, as grandes divulgadoras desse trabalho foram na realidade as ocidentais, em especial as americanas e as europeias.
Eu particularmente sou fascinada pela dança do ventre com véu, e quem plantou esta semente em mim, foi minha professora Lulu Sabongi que para mim é a melhor nessa arte.
Para trabalhar com ele é preciso ter uma postura elegante, e geralmente a posição que você mais utiliza é a de transferência, peito aberto e joelhos que não estejam flexionados demais. Prepare-se para muitos giros.
Alguns movimentos exigem uma velocidade muito rápida: giro Helicóptero, giro cotovelo, etc.. O ideal é que pareça que o véu nasceu ali, em suas mãos e não que você o segura, é como se ele estivesse colado nos dedos e esta é uma habilidade a ser conquistada.
Tudo fica mais difícil quando tem que ser executado do lado esquerdo, e claro quando estivermos dançando escolheremos o lado mais confortável, mas tenho que lembra-las que quando estiverem estudando terão que usar os dois lados.
O véu ideal, com o melhor caimento para os movimentos é a seda ou palha de seda, ou os derivados de seda, com esses tecidos a imposição de força é diferente e o resultado do movimento também, ele é muito leve e demora mais para cair no chão, fazendo um movimento quase ‘musical’. Mas podem ser usados também o voal e o voal cristal. Sempre nas medidas mínimas de 1,20 x 2,00 metros.
Rapidez, agilidade, delicadeza e brincadeira.
O véu é sedução, e o legal de ser seduzido é quando você não percebe e já o foi!
Namastê!

18/02/2016

Tirando o véu da ilusão-Colunista Flavia Oliveira
Se você acha que aprendizado rápido existe: Simplesmente não existe! Fuja de qualquer coisa que prometa um aprendizado relâmpago! O tempo de aprendizado varia de mulher para mulher. Cada uma tem um tempo Existem muitos casos, em que a qualidade técnica cresce só depois de muitos anos. Outras começam bem rápido e estancam após alguns meses, como se travassem novas possibilidades. Não conheci ninguém a vida toda, que se tornou uma excelente bailarina no decorrer de um ou dois anos. O que se percebe, são pequenas mudanças e progressos no decorrer dos meses de prática, que vão moldando e desenvolvendo em cada uma. É um trabalho de paciência, determinação e persistência, além de gostar, é claro, do que se está praticando. Ao assistir a uma bailarina dançando, muitas mulheres sequer imaginam que um bom trabalho requer anos de treino e direcionamento. Ninguém se desenvolve com resultados permanentes sem cuidado e aprimoramento constantes.
Professoras incompetentes conseguem produzir boas alunas: "Sementes ruins não se transformam em bons frutos". Não espere ter um resultado excelente se a qualidade do ensino é superficial
Qualidade não se perde: Perde-se sim! Não treinou, vai parando a estrutura. Deixa de ter qualidade. Nosso corpo é como uma máquina. Se não houver manutenção, uma hora os desajustes começam aparecer e se tornam problemas... um atrás do outro. Qualidade exige manutenção.


Ainda vou me sair bem: Com certeza vai, se tomar o ônibus certo. Não existe ônibus errado que a leve ao caminho que você deseja. Suas escolhas de hoje representam seu futuro ao longo dos próximos 10 anos.
E por isso eu amo Jorge Sabongi, porque ele diz a verdade!
Namastê!

18/01/2016

A dança do ventre como exercício físico-colunista Flavia Oliveira
Muito antes de ler a matéria da Bruna Nassif eu já ministrava minhas aulas nessa linha, pois nada melhor do que aliar a arte, o prazer e a terapia da dança do ventre a exercícios que realmente funcionam e melhoram o corpo da bailarina de diversas maneiras.
Primeiro ponto que decidi trabalhar, e que vai além do método citado é o relaxamento profundo, o ouvir a própria mente e o próprio corpo, uma necessidade sentida por mim e nunca encontrada em nenhuma das modalidades experimentadas por mim, nem mesmo a aula de yoga me satisfez, porque apesar de muito boa e me ajudar bastante, ela era uma aula um pouco ‘chata’, se é que se pode avaliar assim. A partir de todas as vivências por várias aulas e ritmos variados, optei pela aula de dança do ventre ideal, a que une um pouco mais que apenas dança.
Este método segue os seguintes raciocínios:
Primeiro: O de preparar mentalmente as bailarinas de dança oriental, a fim de tirá-las do ritmo frenético em que chegam à sala, acalmá-las e tornarem-nas conscientes do próprio corpo e estado mental, podendo a partir do autoconhecimento conseguir as desejadas mudanças de vibração e estilo de vida.
Segundo: Sua constante evolução, manutenção de massa muscular, prevenção de lesões, agilidade, coordenação e condicionamento físico, visando assim melhores resultados em suas performances, trabalhando o alongamento consciente.
Terceira: Exercícios que se assemelham a aulas regulares de ginástica, porém com todo o foco de dança árabe. Estas aulas são aproveitadas por iniciantes, intermediários, avançados e mesmo por pessoas que nunca experimentaram a dança. Este tipo de aula une elementos da Ginástica Convencional.
Quarto: Exercícios de Dança do Ventre que são desenvolvidos dentro dos próprios passos originais da dança árabe, garantindo total envolvimento e atmosfera árabe, com música oriental ou não, visando aqui o trabalho de ritmo e ouvido musical. Promovemos assim a melhora cardiorrespiratória, condicionamento físico, grande queima calórica, tônus muscular, agilidade, potência e coordenação.
E quinto: A dança coreografada ou não, unindo todo aprendizado daquele dia, em blocos ou a música completa, dependendo do nível da turma. E é aqui que todos os itens acima se juntam e se misturam, dando o resultado final: Satisfação e prazer de dançar.

A característica única dessas aulas promove isto, já que são rápidas e ritmadas. A pessoa que mais tiver dificuldade com ritmos e coordenação consegue resolver esta questão com mais facilidade, se unir as aulas regulares de dança oriental com o Bellyfitness.
É o que fazemos há 18 anos, só não sabíamos que já tinham colocado um nome: Bellyfitness, tá aí, gostei!!!
Rsrsrsrs
Namastê.

15/11/2015

Festivais, apresentações e dança na tv-Colunista Flavia Oliveira
Já disse Jorge Sabongi:
"Desista de encontrar dança do ventre de qualidade na TV! O sistema está travado: Ou você vê iniciantes, sem o menor preparo, ou apresentações torpes, fruto de produções leigas e míopes no assunto, peritas na banalização e desejosas de aumentar o Ibope, via exploração do corpo feminino. Existe um desrespeito silencioso pela dança. Ninguém sabe o que acontece por trás das câmeras. Apesar de o Brasil ser reconhecido lá fora, através da competência das boas profissionais geradas aqui, a mídia ainda não aprendeu a respeitar essa arte. O resultado é sempre o mesmo: Frustração ao assistir algo que, em sua fantasia, seria supostamente belo!"
Acredito nas palavras dele, e o que tenho visto confirma minha ideia de que cada vez mais o desespero toma conta de pequenos grupos de dança do ventre, que se apresentam sem a estrutura física, técnica e psicológica suficientemente amadurecidas para dizer ‘não’ a certos convites apenas pelo desejo de ibope imediato.
Vejo que a internet teve seu papel negativo nas cabeças de algumas bailarinas que, despreparadas sobem ao palco, na ânsia pelo sucesso, sem selecionar seu público para apresentarem shows muitas vezes cômicos que tem apresentações cada vez mais ágeis misturando tudo: véu, espada, wings, pandeiro e candelabro numa mesma dança, e tudo nomeado por ‘fusão’, achando que este termo vai sobrepor a falta de conhecimento e senso ético que faltam na hora de compor suas criações.
Ahhh, criações, termo que tem sido questionado ultimamente, porque cada vez mais o que se vê são cópias e mais cópias disfarçadas por um passo ou outro no meio para não caracterizar o plágio completo, mas isso é tema para outra conversa. É claro que vale se inspirar nas danças das grandes bailarinas e grupos, mas apenas se inspirar, copiar não vale, você tem que criar a sua própria identidade.
Voltando ao tema dos Festivais e apresentações, a gente gosta de assistir espetáculos criativos e não apresentações maçantes e vazias de conteúdo histórico, lúdico e imaginário zero. Afinal as pessoas vão ao teatro, festivais e shows com um único objetivo: Se emocionarem!
Ahh mas isso não é fácil, não é mesmo? Claro que não, então fazer algo mais simples, com mais clareza de conteúdo vale mais nessa hora.
Porque um Festival exige certos itens específicos, por exemplo:
*A quantidade de bailarinas necessária para que durante uma hora ou uma hora e meia o público não tenha que ver a mesma bailarina bonitinha dançar todas as coreografias.
*Professoras/coreógrafas que tenham superado o fator ego na hora criar suas composições, porque ver a mesma bailarina ocupar o primeiro lugar em todas as coreografias de um Festival é desnecessário e chato, todos ali saberão que você é a professora/coreógrafa ao lerem o folder do seu espetáculo, e verem você liderando duas ou três danças, depois disso busque outras posições dentro das danças e deixe que o brilho dos refletores ilumine os outros talentos que sua Cia de dança tem.
*Domínio de técnica, carisma e segurança em palco, são coisas que vem com o tempo e a prática, algumas alunas demoram mais, outras menos para desenvolver, então cabe à professora assumir a responsabilidade de não expor ao ridículo a aluna que ainda não tem maturidade para ‘puxar’ uma coreografia, é importante procurar separar as turmas de acordo com o nível e tempo de dança para conseguir homogeneidade na sua coreografia, talvez por falta de número de alunas suficiente, algumas professoras exploram de maneira errada as posições das iniciantes que a meu ver devem dançar com seu grupo, lideradas por sua professora, nunca jogadas em cena no tal do ‘salve-se quem puder’, é desumano, e esse não é o papel da dança do ventre.
Mas aí nós professoras nos deparamos com alunas que insistem em dançar coreografias as quais elas não estão tecnicamente preparadas, e aí, o que fazer? Ser sincera e explicar que ela ainda não está pronta, mas que acredita no seu potencial para o próximo evento. Sim você corre o risco de ela nunca mais voltar, mas é melhor perde-la agora do que se arrepender depois com os comentários negativos após a apresentação, o que a meu ver trará prejuízos a você, e trará ainda mais prejuízo à aluna, que se sentirá exposta e envergonhada.
Claro que ainda que você siga todas as regras e esteja preparada, na hora que a emoção está a flor da pele, a música invadindo os corações, e todo sentimento saindo pelos poros, erros podem acontecer, porque somos humanos e não máquinas, somos permeáveis, mas ainda assim o público aplaudirá e reconhecerá seu valor e determinação, pode apostar.
Vale lembrar que a dança do ventre é mais que uma dança, é uma terapia, é um estilo de vida que tem a intenção de melhorar a vida das mulheres em vários aspectos, tais como: Autoestima, aceitação, equilíbrio interior, poder de decisão e feminilidade, dando a elas o poder e a grandeza da beleza feminina na sua forma mais gentil, a dança!
Venha assistir, incentive aquelas que têm a coragem de se posicionar diante da vida!
Festival Alice
Dia 20 de novembro de 2015
Cine Teatro Fênix
20:00 horas
Apucarana-Paraná.

29/10/2015

Trabalhando o medo de dançar em público-Colunista Flavia Oliveira
Este é um assunto difícil! Mas parte fundamental de um show, pois a bailarina é uma artista que precisa transmitir emoções.
Nessa polêmica temos 2 opções:
1) Deixar que nosso semblante refletisse o que sentimos.
2) Usar de nossos dotes performáticos e criar uma boa máscara para estampar na cara aquilo que bem quisermos e entendemos, e esconder aquele medo básico de pisar no palco.
Seja qual for a sua escolha, lembre-se que a naturalidade é o ponto chave de uma boa expressão.
Ok, se naturalmente eu estou em pânico, preciso de ferramentas que demonstrem que lá no fundo há algo atrás desse medo todo, que é o prazer que a dança nos dá, eu acredito que o público vai preferir ver isso a seu olho arregalado, não?
Antes de qualquer coisa, reflita: O público não vai te morder.
Às vezes ladra, é verdade, mas não morde.
E se ele não for receptivo? “Paciência,” honey”! Lembre que você subiu no palco pra satisfazer, antes da vontade dele, a sua própria vontade e necessidade de se expressar.
Cada dança tem sua forma particular de ser interpretada e não dá para generalizar.
O flamenco pede uma expressão lamentosa em algumas peças. Ou sensual em outras.
A dança cigana também... Reflete alegria em alguns momentos, sensualidade em outros.
A dança do ventre também. Há momentos para ser sensual, feminina, outros para ser a mocinha feliz, e outros para usar uma expressividade mais profunda, orientada pela música.
No ballet? Também, oras! Se você interpreta um ballet romântico, ou um cômico, ou um denso, vai ter que, variar a expressão!
O fato é que não dá para entrar e sair de cena com a mesma expressão!
Alegria!
Afinal de contas, você está lá representando alguém que transforma música em movimento, e o público quer ler a música através do seu corpo como um todo.
Mas como eu consigo isso? Como traduzir cada dança de uma maneira diferente?
Fácil: sinta!
Só isso. Sinta o clima e se libere. A música alegre te pede o que? E a densa? O caminho das pedras nem é tão pedregoso assim, afinal de contas, é só seguir o que a música te passa. Não, não imite sua professora ou sua colega, porque o sentimento dela é dela, o seu é seu. Descubra o seu e bote pra fora, e isso se faz nos ensaios.
Tá, eu sei que não é tão fácil assim, a gente tem milhões de travas internas que nos impedem de simplesmente dar a cara a tapa. Mas é o que deveríamos fazer. Despir-nos de medos e nos deixar levar pela música, pelo momento, afinal é por isso que fazemos dança.
Pra quem ainda está na fase de achar isso tudo uma missão impossível, seguem algumas dicas:
1- Treine em casa, sozinha, na frente do espelho. Todas as caras e bocas possíveis e imagináveis. Coloque a música, dance sozinha, e deixe que sua expressão venha naturalmente. Sem medo do ridículo, afinal de contas, você está ali, sozinha, com você mesma, sem nenhum juiz pra te dizer o que é certo ou errado.
2 - Passe a treinar também nas aulas. Enquanto ensaia as coreografias.
Não adianta ter uma técnica divina e perfeita, a coreografia na ponta da língua se você não faz uso dos ensaios pra também explorar a sua expressão. Aproveite que é só ensaio e vá treinando diferentes maneiras de se expressar. Isso vai tornar sua dinâmica expressiva mais natural gradativamente e logo você verá como, ao subir no palco, a coisa flui.
3 - Não consegue se soltar ainda? Então ao menos camufle a cara de pânico. Você está segura de que sabe a coreografia? De que vai fazer bonito em cima do palco? Então pronto, meta um “carão” e vá à luta. Tem gente que não gosta de sorrir, eu sei. Mas não sorrir não significa manter no rosto uma cara de indiferença ou de medo. Dá pra ter atitude cênica sem mostrar os dentes. Vejam uma peça de dança contemporânea. Ninguém ali tá sorrindo e se desmanchando para o público, ao contrário, é uma dança que reflete uma neutralidade bege na expressão. Mas nem sempre.
Tem momentos em que você enxerga nitidamente o que a música transmitiu para o bailarino: a força, a suavidade, o deleite.
4 - Diga não à caricaturização.
Exceto se for necessário. Oh, sim, numa dança que pede comicidade a gente exagera mesmo, faz parte do contexto. Mas se não é o caso, não vale a pena. Melhor cara de nada do que cara de pânico! E melhor cara de nada do que uma expressão forçada, um sorriso falso que não convence nem sua mãe.
5 - Não copie a expressão alheia. Não cola. Não combina com você.
Você é você e tem sua própria forma de demonstrar suas emoções. Se você é mais contida e sua colega de classe é esfuziante, cada uma vai demonstrar as mesmas emoções de maneiras diferentes. E o público vai reconhecer que, mesmo não estando se rasgando toda em sorrisos, você está demonstrando prazer em estar no palco. Da mesma maneira, tem gente que é naturalmente sensual, enquanto outras demonstram isso de uma forma mais sutil. É assim em tudo na vida, não pode nem deve ser diferente na dança. Galgue os seus próprios degraus, não tente escalar a escada do vizinho.
6 - Antes de entrar em cena, relaxe. Mesmo... Faça caretas, solte o rosto, esqueça o stress do palco por alguns segundos e tente manter uma expressão neutra.
Se você já entra em cena pensando, ai, tô com medo, é óbvio que é isso que vai se retratar em seu rosto. Pise no palco com a mente livre de predefinições. Vou dançar e ponto. Se eu sei o que vou dançar, é só chegar lá e fazer o que sei.
7 - Não dá mesmo? Não consegue fazer nada disso?
Então estude um carão e o assuma. Uma máscara mesmo. Mas estude até morrer, para que você a incorpore de tal maneira que ela passe a ser parte de você. Ela vai se tornar natural, acredite, assim como aquele passo mega difícil da coreografia, que você penou horrores pra aprender, hoje você já faz de olhos vendados. Ensaiar uma expressão não é a melhor maneira, mas pode ser uma tática para vencer essa trava de demonstrar emoções em cena. Mesmo que seja uma emoção teatralizada, já é alguma coisa. Mas lembre-se sempre: da mesma maneira que odiamos atores canastrões, também odiamos bailarinos canastrões. Bons atores são aqueles que conseguem forjar tão bem uma emoção que nos convencem de que ela é verdadeira. Dá pra entender? Então, mão à obra no treino de sua expressão!
Namastê!

13/10/2015

A dança do ventre e a conduta da bailarina-Colunista Flavia Oliveira
A dança do ventre mexe com a autoestima, feminilidade, vaidade e outros sentimentos bons das mulheres, mas também atua sobre tantos outros sentimentos que possam estar adormecidos dentro de cada uma, como ego, inveja, sentimento de superioridade com relação às outras bailarinas. Isso deve ser visto com cuidado, porque além de você ser traída pelos seus sentimentos, você pode passar a trair as suas colegas de dança em prol de alimentar tais sentimentos. Todas nós somos um mix de sentimentos que devem ser equilibrados constantemente, pois não existe ninguém que seja só sentimentos bons ou maus, o que precisamos é nos conhecer melhor e aceitarmos o fato de que nem todos os dias estamos equilibradas como gostaríamos.
Se as vezes nossas emoções fogem do controle, vale ler este código de ética e tê-lo como um manual de boa convivência para consultar sempre que não estivermos vivendo nossos melhores dias!
"Nunca pergunte à quem ensina: O que acha de Fulana de Tal?"
A profissional que está a sua frente fica numa situação delicada e desnecessária. O ideal é que você tenha a oportunidade de formar sua opinião através de experiência própria. Invista seu tempo e dinheiro e descubra por si mesma quem merece seu respeito e dedicação.
Regra nº 2- "Desconfie de boatos maldosos sempre."
Boatos tem uma tendência de proliferação absurda. Acontecem em todos os mercados e no de dança do ventre não é diferente. Longas novelas se formam e prejudicam inúmeras pessoas sem um fundo de verdade. Não se deixe levar por isso, sempre mantenha em suas mãos o poder de decidir sobre onde ir e onde focalizar sua energia. Siga sua intuição e alerte sua sensibilidade, ambas serão necessárias e úteis no caminho do conhecimento.
Regra nº 3- "Mantenha-se aberta às observações de sua professora."
Não há motivos para ter aulas com alguém se não confia em suas observações. Sua professora deve ser seu guia durante o tempo que julgar necessário, se ela não lhe inspira, mude. Esteja preparada para ouvir críticas. Nem sempre as palavras que virão são aquelas que você espera, portanto tenha a certeza de que elas vêm de uma fonte honesta e clara.
Regra nº 4- "Conheça o maior número de profissionais possível."
Se sua intenção é se profissionalizar, é necessário investir muito mais do que o que seria usado apenas por uma aluna que aprecia a dança. Esteja preparada para assistir a muitos dos workshops que forem apresentados em sua cidade. Prepare-se para eles com antecedência. Através desses contatos descobrirá sua fonte inspiradora e enriquecerá seu repertório de movimentos, criando inúmeras possibilidades em cena. A observação pura e simples é ótima fonte para aprendizado. DVDs auxiliam no desenvolvimento. Evidente que nada substitui o fator humano. Em todas as áreas é necessária atualização constante. Nunca pare.
Regra nº 5- "Cada pessoa nova em seu caminho merece seu respeito até provar o contrário."
Todas as pessoas que surgem em nossa vida tem seu percentual de positivismo. Não importa a contribuição: algumas abrem muitos caminhos; outras mostram exatamente o caminho que não devemos trilhar. Em tudo, sempre existe algo novo. O ideal é livrar-se de PRÉ-conceitos. Suas conclusões são só suas. Este é um dos grandes segredos do sucesso. Não seja você a mensageira da agonia, a que difama e que emite opiniões negativas sobre todos. Eis aqui o melhor caminho para você decair em curto espaço de tempo.
Regra nº 6- "Respeite o tempo e a experiência de quem já estava aqui antes de você."
Se você começou hoje e conhece uma bailarina que já atua no mercado há mais tempo, respeite-a mesmo pela pequena diferença no aprendizado. Todos nós ansiamos por reconhecimento na vida, o tempo todo; respeitando o outro você cria um espaço de respeito para si mesmo no futuro. A partir do momento que você começa a denegrir o trabalho de alguém que atua na mesma área é sinal que sua humildade está se evaporando.
Regra nº 7- "Reconheça a primeira pessoa que lhe ensinou."
Todos têm e precisaram de mentores. O desenvolvimento só vem através de pessoas para pessoas. Ninguém aprende sozinho neste mercado. (Af, já vi tanta bailarina dizer em alta voz:_ Sou autodidata, ninguém me ensinou, eu aprendo sozinha! (!)
Regra nº 8- "A hierarquia é necessária , sempre temos uma origem que determina nossa raiz e nossos frutos."
Respeite antes de tudo aquelas que vieram antes de você. Jamais queira denegrir o trabalho de ninguém que um dia lhe inspirou. Mesmo que com o passar do tempo, a filosofia desta pessoa não lhe diga mais nada. Um dia, valeu! Lembre-se sempre disso. Estando num ambiente misto, onde diversos grupos se encontram, seja cordial com todas as pessoas, mas sem excesso de intimidade com aquelas que não fazem parte de seu círculo próximo de amizade.
Regra nº 9- "Inspire-se em alguém."
Todos precisam de inspiração, escolha a sua. Uma bailarina a qual admire muito pode ser um bom guia no início e quem sabe no futuro uma fonte segura para tirar suas dúvidas e receber dicas honestas e esclarecedoras. Tire o que de melhor existe nas pessoas para sempre melhorar a si mesma.
Regra nº10- "Respeite a si mesma e nunca contrarie suas convicções em troca de apenas 15 minutos de glória."
Cuidem de seus princípios, afinal nossas ideias e crenças são o tesouro que ninguém pode roubar. Guarde sua vida pessoal e separe-a do mundo da dança, tudo em seu lugar e você terá menor probabilidade de problemas no futuro. Aja de acordo com sua intuição e verdade individual, acredite em seus propósitos e seja honesta com aqueles que te procuram. Acima de tudo seja honesta consigo mesma. Nunca troque uma boa amizade para se tornar uma celebridade por 15 minutos que seja. Seja verdadeira. Respeite sempre com verdade sua professora e suas colegas-bailarinas, afinal só sabe o tamanho de sua dificuldade quem trilhar exatamente o seu caminho.
Namastê.

25/09/2015

Dança do ventre como terapia na reabilitação do Câncer de Mama - Colunista Flavia oliveira
Por atuar diretamente na autoconfiança, a dança do ventre é uma das práticas terapêuticas mais eficazes para mulheres que estão passando por tratamento de câncer de mama. Entre os vários estilos, destaca-se a dança do ventre, pela sua capacidade de estimular a feminilidade e melhorar a autoestima.
A dança do ventre tem origem em antigas civilizações e sempre esteve ligado às ideias de fertilização e à sexualidade, em rituais praticados a portas fechadas. Os movimentos dos braços, mãos e tronco estão relacionados à região da mama e timo e tem como função despertar o amor próprio, a autoconfiança, aumentar a imunidade e a feminilidade da mulher.
Além disso, como atividade física que estimula a socialização com outras mulheres, a dança acaba elevando a mente da paciente, dirigindo seus pensamentos para outras coisas. Ao se afastar dos problemas, é possível enfrentá-los de forma mais segura e, ainda por cima, descansar o corpo. Enfatizo a importância das aulas serem dirigidas por professoras que tenham boa formação na área, que associem o alongamento e a meditação ao trabalho de dança. Que em minha opinião é fundamental para que a aluna receba os benefícios da prática, tanto físicos e emocionais que fazem da dança do ventre uma terapia corporal e mental que ajuda mulheres mastectomizadas a gostarem mais de si, a serem mais autoconfiantes e a superar o trauma da perda de uma mama, por exemplo.
A dança trabalha a força muscular e a amplitude de movimentos.
Muitos médicos encaminham pacientes para fazer uma dança, buscando trazer estímulos mais completos.
Por despertar a vaidade, a dança do ventre tem boa atuação no tratamento de depressão, baixa autoestima e outras disfunções emocionais.
Movimentos abrangentes de abdome podem aliviar cólicas menstruais, por exemplo, mas depende muito do problema específico de cada mulher, sendo ainda eficaz na restauração de dores musculares e insônia.
Não espere mais, venha dançar!
Namastê!

15/09/2015

A importância dos braços na dança do ventre - Colunista Flavia Oliveira
Aulas de braços são sempre um desafio, um desafio á resistência, á concentração e á intensidade equilibrada.
Eu diria que nos braços reside o amor que se tem para dar.
É preciso entender que os braços falam por si, mas eles têm que ser dirigidos e controlados, assim como sua emoção na dança tem que ser direcionada para ser interpretada com clareza.
Os braços constituem ligação direta com sua timidez, eu diria que os braços são a extensão da sua personalidade, então é preciso trabalhar 'dentro' em conjunto com a técnica.
É necessário se livrar das 'amarras' e das 'máscaras’ para dar fluidez aos braços, é preciso estar 'doce' e segura da sua dança, porque se a dança em si não estiver tranquila, vai ser mais difícil colocar emoção nos braços.
Quando falo de braços eu logo me lembro da querida mestra Zuleika Pinho que me ensinou muito sobre isso em suas aulas, por isso sempre cito o nome dela quando dou esta aula. Ela dizia: _ 'Quando uma bailarina abre os braços ELA ABRE os braços, quando uma bailarina sobe os braços, ELA SOBE os braços, mostrando braços altivos e decididos, evitando os braços contidos e indecisos de quando começamos na dança do ventre. ...rsrsrs
Uma bailarina precisa saber e treinar o movimento do braço a partir do ombro, depois cotovelo, depois pulso e por último as falanges da mão e dedos, olhando, parece fácil, mas não é. Por isso é necessário treinar sempre.
Pois a base seria estar com o pulso treinado para subir e a palma para descer (se tratando do movimento alternado nas laterais) para então começar o braço: cotovelo é o primeiro a chegar, depois pulso e mãos/dedos. E para descer a mesma coisa: cotovelo é o primeiro a chegar em baixo, pulso, mão/dedos. Assim o ombro vai fazer uma rotação nos momentos de virar o cotovelo pra cima e pra baixo. E você vai precisar imaginar as paredes na sua frente e nas suas costas para que os braços laterais não dobrem pra frente, ficando nas diagonais.
Ter sempre na memória as direções básicas que os braços podem tomar: laterais médias e altas, diagonais frontais, frente média e alta.
Relaxar o pescoço e não tencionar demais é importante para a flexibilidade dos músculos.
Estes braços são usados geralmente em momentos de suavidade na dança, de interpretação e calma da música, por isso tem que ser feitos com muito amor e emoção.
Treino é a palavra da vez, mais uma vez!! rsrsrsrs
Namastê!

01/09/2015

Os benefícios da dança do ventre - colunista Flavia Oliveira
Tá bom que a dança expõe a sensualidade natural feminina da bailarina, desperta a sedução e os sonhos de amor mais românticos nos que a assistem, mas.......Sonhos são sonhos!

Vamos abrir a mente, deixar entrar nela pensamentos novos, limpos, claros, brilhantes e cheios de luz, vamos sair da escuridão da ignorância e parar de nivelar nós mesmos por baixo.

A dança deve ser vista e apreciada com olhos de admiração pela arte e história nela contidas, e não somente pelo contexto 'corpo', pois ela é muito mais do que isso, é sentimento, essência e dedicação.

O trabalho, digo, as aulas de dança do ventre abordam não somente dançar, mas exercícios de concentração e imagem corporal, resistência, alongamento, relaxamento, postura e respiração, ritmos e tempos musicais, e muito suor.
Fazem parte do nível avançado, dançar com véu duplo véu simples, solos de derbake, snujs, candelabros, danças folclóricas como a do bastão ou da bengala, jarro, pandeiro, flores, castiçais, espada, rituais, báladis, etc.

Vejamos alguns benefícios que esta prática nos traz:
CORPORAL
- Uma aula de dança do ventre propicia queimar muitas calorias, auxiliando no processo de emagrecimento;
- Tonifica e enrijece a musculatura do abdômen, pernas, braços, costas e glúteos;
- Aumenta e ativa a circulação sanguínea;

- Trabalha as articulações, melhorando seu condicionamento;
- Proporciona a reeducação postural;
- Aumenta a flexibilidade e resistência física;
- Desenvolve a coordenação motora e melhora o eixo de equilíbrio;
ESTÉTICO
- Aprende a ter um cuidado mais delicado com o próprio corpo;
- Cria um estimulo para dietas saudáveis, no sentido de potencializar seu visual; entenda-se isso, por criar uma disciplina nos hábitos alimentares e não cair em dietas mirabolantes sem resultados positivos;
- Desenvolve a capacidade de ressaltar seus pontos interessantes e atenuar os menos favorecidos, trazendo um bem estar com o próprio corpo;
PSICOLÓGICO
- Desenvolvimento imediato da autoestima: a mulher passa a observar e perceber que tem diversas qualidades que talvez nunca tenham sido trabalhadas;
- Aflora a feminilidade tornando-a mais sensual, sem resquícios de vulgaridade;
- Promove na mulher a aceitação de si mesma como ser encantador, diferenciado e belo;
- Desenvolve a agilidade mental, concentração e atenção tanto na música quanto nos movimentos.
- Estimula a criatividade;
- Através de sequências e laboratórios/dinâmicas trabalhamos a percepção sensorial. Isso cria uma sensibilização na mulher, de forma que sua leitura musical é decodificada através de movimentos precisos e que a colocam em contato com seu interior, suas próprias emoções;
- Desta mesma forma, a timidez que muitas vezes atrapalha o processo de aprendizado é trabalhada aos poucos, possibilitando melhoria nos relacionamentos;
- Alivia o stress do dia-a-dia através do contato de grupo pela troca de experiências e informações, o que desenvolve a capacidade de sublimar os desafios;
Independente do nível em que se encontra a dançarina, é imprescindível a execução de todos os exercícios, em todas as aulas, visando a perfeição dos movimentos e privilegiando a resistência respiratória e muscular, seu fluxo energético e seu envolvimento com a música.

Quanto mais avançada estiver a dançarina, mais exercícios básicos ela deverá executar para a manutenção do próprio corpo.
Atentamos também para o valor terapêutico da dança, fazendo que se olhe no espelho e veja você mesma suas qualidades e defeitos, descubra seu potencial melhorando a postura e autoestima que são fundamentais para um bom equilíbrio social.

Equilíbrio social - algo que se deve pensar a respeito, pois hoje em dia muita gente não sabe do que se trata!

Um beijo grande no coração das minhas alunas e de todas as bailarinas do ventre que rasgam o preconceito e tiram de letra a ignorância alheia, e fazem sua dança de corpo e alma!

Namastê

23/08/2015

O caminho da aprendizagem. Colunista Flavia Oliveira
A maioria das alunas que chegam para fazer aulas, faz a seguinte pergunta em primeiro lugar: Quanto tempo vou levar para aprender dança do ventre?
Essa é uma pergunta muito pessoal, pois a primeira coisa que você deve saber, é que cada pessoa tem seu tempo. Não dá para responder em quanto tempo você estará dançando bem, a única coisa que dá pra ela responder, é o quanto em média você pode aprender em tanto tempo, por exemplo, com um ano de aulas você já aprendeu o conteúdo básico da dança do ventre, mas isso não quer dizer que você estará dançando bem, porque dançar bem envolve muitas questões.
Cada pessoa tem seus limites, tem alunas que entram para fazer aula pela primeira vez, entendem os movimentos, e as coisas fluem muito bem. Outras alunas levam mais tempo para assimilar certos movimentos. O que precisa ser feito, é um trabalho de muita prática e estudo paralelo ás aulas para que possa acelerar um pouco mais seu aprendizado. Sempre digo que quando você sente dificuldade em determinado movimento é hora de fazer a lição de casa e treinar em casa. Dê um extra e receba um extra por isso.
Outra pergunta feita com certa frequência, e que muito me irrita é: “ Em quanto tempo vou estar dançando para meu marido, namorado, etc? Bem.... esta pergunta tem várias respostas mas a que mais gosto é: _” Você pode dançar para o seu marido hoje se desejar, mas não ensino a dançar para maridos, ensino uma arte, cheia de cultura e carregada de ensinamentos profundos, pra dançar pra marido existem cursos específicos.
Claro que existem as bailarinas exibicionistas, mas isso é assunto para outro dia!
Algumas dicas podem ajudar a acelerar seu aprendizado:
* Utilize um caderno apenas para as anotações da sua aula. Tudo o que você aprender em cada aula, anote. O problema de muitas alunas não conseguirem estudar em casa depois de suas aulas, é porque não lembram os movimentos que aprenderam. E olha que eu falo sempre pra fazerem anotações, mas.....
* Preste atenção nos movimentos e entenda cada um deles. Quando a professora passar um movimento para você, preste atenção em como ele é feito. Mesmo que você tenha dificuldades em executá-lo, se você entendeu, pode ter certeza que com a sua prática ele vai acabar acontecendo, mas se você não entendeu você nunca vai conseguir fazer, então não tenha dúvidas, entenda em primeiro lugar, depois você pratica até que ele aconteça.
* Sinta o que você está fazendo. O espelho é ótimo para que você veja o que está fazendo e o que está acontecendo com seu corpo. Mas quando você olha para o espelho a sua atenção é fixada na imagem e você acompanha os movimentos apenas vendo, mas acaba não prestando atenção em seu próprio corpo, sentindo o que está fazendo. Por isso muitas alunas fazem um movimento bem feito de frente para o espelho, e quando viram de costas não conseguem o mesmo desempenho. Durante as suas aulas, mesmo que esteja em frente o espelho, feche os olhos ou olhe para um lugar sem espelho e sinta o movimento, vai ver que será muito melhor compreendido. Os músculos tem memória!
* Estude pelo menos 15 minutos por dia. Se você aprendeu em sua aula um movimento, assim que chegar em sua casa relembre esse movimento, e vai perceber que na próxima aula quando for feita uma revisão desse movimento, você estará muito mais segura e automaticamente o movimento vai acontecer melhor.
* Assista a vídeos de outras bailarinas. Cada bailarina tem algo positivo para lhe passar, você abre a sua mente para receber informações novas e diferentes daquelas que você está acostumada, e desta forma, aos poucos, pegar informações que vão contribuir para o seu estilo de dança. Assistindo a vídeos você também aprende a identificar movimentos executados de outras maneiras em diversas bailarinas.
Só não vale virar uma cópia da internet néh?!
*Fator concentração: Há alunas que vão pra aula...Só de corpo, o cérebro ficou em casa, ou no trabalho, etc.... De nada adianta, tem que estar presente de corpo, alma e coração!
* Controle a sua ansiedade. Uma das coisas que acontece muito e que atrapalha o desenvolvimento de quem estuda é a ansiedade de aprender. Eu tenho várias alunas que durante a aula, não conseguem executar o movimento por causa da ansiedade. Elas ficam tão agitadas querendo fazer logo o movimento, que acabam não prestando atenção em cada pedacinho dele. É importante que você faça os movimentos com muita calma, prestando atenção na transferência de peso, se o pé deve estar na meia ponta ou não, se os joelhos ficam relaxados, a posição de sua coluna, onde o movimento começa e onde ele termina, a execução dos braços, enfim, uma série de coisas para que seu movimento aconteça corretamente e sua postura e saúde não fiquem prejudicados com uma execução errada.
* Ouça muita música árabe. Pois é, você faz aulas de dança do ventre e por isso deve se adaptar ao novo estilo de música que estará ouvindo agora. Ouça muita música árabe, procure com sua professora e ouça tudo o que tem a ver com a cultura.
* Não falte nas aulas. Uma aula é a continuação da outra, ou seja, se você perde uma, você interrompe a linha de raciocínio e isso pode prejudicar seu desenvolvimento. Dependendo do nível que você está, principalmente se for iniciante e básico fica ainda mais complicado. Então, evite faltar as suas aulas.
* Dance sempre que puder. Procure colocar em prática o que você já aprendeu nas aulas, dance movimentos que você já aprendeu nas aulas.
Não se esqueça de uma coisa, não existe a pessoa que dança bem ou a pessoa que dança mal, existem aquelas que praticam mais ou menos. O sucesso da sua dança só depende de você. E de nada adianta ficar achando que porque você já faz aulas há três anos, você teria que estar perfeita, pois na dança assim como na vida, sempre temos o que aprender, pois a arte é viva e permeia todo nosso ser, antes de tudo a dança tem que te fazer bem, e não apenas, ser um motivo de competição com outras bailarinas ou com você mesma!
Cuidado com a compra de avaliações e workshops, primeiro você deve admirar demais a professora que vai apresentar o trabalho proposto, querer muito, mas muito mesmo aprender algo com ela...
Também existem aquelas que mentem para si mesmas o tempo todo: Hoje não poderei ir, estou com dor aqui, dor ali....etc, etc, etc, são várias as desculpas... Mas lembre-se mentir para si mesma não leva você a lugar nenhum, apenas te faz continuar parada!
Namastê!

11/08/2015

Avaliações, eis a questão! Colunista Flavia Oliveira
Hoje a dança do ventre cresceu muito e tomou proporções inimagináveis até alguns anos atrás, desta forma muitas novas opções apareceram, para o bem e para o mal desta arte MILENAR, gosto de frisar a palavra milenar, pois é disso que realmente se trata.
Creio que a evolução é fundamental, em tudo na vida. Por isso a correria atrás de workshops e avaliações virou febre. Mas....... nem tudo que reluz é ouro minhas amigas e amigos. Com a crescente demanda, também cresce o charlatanismo, a mentira e a enganação para captura de dinheiro como em todo comércio.
Comecei a estudar a dança do ventre em 1997 e a dar aulas em 1999, nesta época a dança não era tão difundida e divulgada, tínhamos que estudar muito e descobrir as coisas na marra, não havia computador e youtube.
Hoje várias ‘professoras’ simplesmente brotam da terra. Elas aprendem com os vídeos da internet e algumas realmente conseguem aprender e se tornam boas bailarinas, outras nem tanto, fazem apenas cópia daquilo que assistem e exterminam assim a capacidade criativa que existe em todas as pessoas.
De lá para cá a coisa só cresceu, e com isso o show business tomou conta de certos festivais,e verdadeiras empresárias vestidas de bellydancer’s apareceram, nada contra, mas não se pode deixar perder a arte clássica da dança do ventre, isso é o mais importante. Mas acontece que o show business dá lucro, e muito lucro, mas por quê? Porque ele mexe diretamente com o egocentrismo e a vaidade excessiva da ‘clientela’, fazem assim disparar as compras do figurino de última moda, das tiaras, das maquiagens, dos véus, investimentos em megahair, silicones, lipoesculturas, etc... Tudo para ser a ‘melhor’, ok pra quem precisa disso pra viver.
Tá, mas aí vamos ao que interessa: workshops e avaliações.
Workshop é uma palavra inglesa que significa a reunião de pessoas que estuda determinado assunto. A professora que desenvolve este trabalho, deve no mínimo ter um bom tempo de experiência e/ou algo realmente muito interessante para ensinar, mas não é sempre assim, hoje vejo professoras novatas, incapacitadas e inexperientes vendendo workshops. E a que se resumem suas lições? Em nada eu diria, pois se resumem em coreografias.
Coreografias são válidas quando oferecidas após o estudo de determinado passo, movimento ou assunto específico, e ao término, apresentado, incorporado em uma coreografia. Seria também importante lembrar que o uso das apostilas são fundamentais, pois quem vai se lembrar de todo conteúdo dado (ou que pelo menos deveria ser dado) daqui a seis meses? Coisa rara hoje..... O que se vê são professores oferecendo suas coreografias a maneira ‘sigam-me os bons’, pague antecipado e caia fora. Nem os certificados são entregues, sem glamour nenhum, você tem que imprimi-lo e cumprimentar a si mesma no ato da entrega..rsrs
Avaliações: Ato de avaliar, deve ser feita por especialista.
Há um grande debate em torno desta questão, vou dar meu ponto de vista sincero: É muito, mas muito difícil, considerar uma bailarina capaz de avaliar, na minha opinião ela deve ter no mínimo entre 15 e 20 anos de experiência no ramo, para já ter visto de tudo um pouco, dançado vários estilos, conhecido muito sobre o tema, e na prática real e não virtual.
Ou seja: Não pode ser qualquer uma que chega, e te dá ou não o direito de evoluir na sua dança! Aliás nem deveria ser feito por apenas uma bailarina e talvez por uma banca de 3 ou 4, cada uma tendo um quesito específico para julgar. Acordem bailarinas, não será uma avaliação que fará de você uma boa bailarina, e sim estudar e estudar. Pra mim uma avaliação só seria algo interessante se viesse de uma bailarina como Lulu Sabongi, Saida Hallou, e daí pra cima, e olha lá, eu ainda pensaria muito pra fazer. Mas por quê? Porque o que é bonito pra você, pode não ser bonito pra mim, porque o que te emociona, pode não me emocionar, porque a dança é uma questão de alma, de emoção e também de conhecimento técnico, mas eu repetiria a frase de uma das minhas professoras: ‘Se houver uma grama a mais de técnica do que de emoção, sua dança está perdida.’
Pra mim o público é o melhor avaliador que existe! E isso se tratando de shows, pois dar aulas é outra coisa, tema para uma nova postagem. Ah! Sem falar das competições e suas juradas néh? Outra postagem!!! rsrs
Eu realmente fico impressionada como os modismos pegam as cabeças psicologicamente destreinadas, e ainda pagam caro por isso! Pois claro, as avaliações são cobradas, e não são baratas. Mas se isso realmente for importante pra você, faça, mas por favor.....conheça a carreira da professora que vai te avaliar, admire-a, ame-a, que ela seja ‘um tudo’ pra você. E aí, talvez valha a pena.
Namastê!

21/07/2015

A dança do ventre e o mito da barriga - com a Colunista Flavia Oliveira
Nossa, esse assunto já rendeu inúmeras postagens, mas não adianta ele sempre retorna, baseado no mito do estereotipo da mulher árabe que é mais voluptuosa em curvas, vamos quebra os mitos e explicar o que, afinal, traz a gordurinha para a região abdominal. Confira as dicas e se entregue com tudo à sua paixão!
A resposta para a pergunta do título é simples: Não, a prática da dança corrige a postura, afina a cintura e tonifica a musculatura do abdômen. O que dá barriga é postura incorreta e má alimentação.
Esse é um mito que surgiu pelo fato de a Dança do Ventre não exigir um biótipo físico para sua realização e valorizar a diversidade. É uma modalidade de Dança que vem de uma cultura onde o padrão de beleza é bem diferente do padrão ocidental (magra, jovem e alta). Aliás, esse padrão é uma agressão à verdadeira beleza e à liberdade feminina. Mas esse é um tema para outro texto!
Na cultura árabe, uma bela mulher é aquela que pode “encher uma cama”! Então quer dizer que para dançar tenho que estar nesse padrão? Pra dançar não precisa de padrão nenhum!


O QUE DÁ BARRIGA?
Postura incorreta e má alimentação. Seja qual for a dança que você fizer, se você estiver fora da postura, com certeza vai sim ter barriga! Os quadris precisam estar encaixados. A lombar precisa estar alongada. Peça orientação à sua professora e se policie o tempo todo! Durante as aulas ou fora delas!
Cuide de sua alimentação. Se você comer um X-Tudo toda noite ou algo parecido, não há atividade na postura correta que aguente, não é mesmo? Procure se cuidar e gostar da atividade que escolheu! Dance porque te faz bem, porque gosta da cultura, das músicas, da professora, das colegas... Os benefícios físicos devem ser consequência de todo o conjunto, e não o objetivo.
Seja mais você!