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Apucarana, 18 de Setembro de 2018

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Karla Gonçalves
Medicina Veterinária
"Formada em Designer de Interiores, Karla Gomes Gonçalves, está cursando o curso de Medicina Veterinária no Centro Universitário Filadélfia – UNIFIL, na cidade de Londrina-PR. Ela se encontra no quinto período do curso, e sua especialidade futura será na área da proteção ao meio ambiente, ligada aos animais silvestres e seus comportamentos."
Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, pois o Site e Jornal Apucarana Notícias pode não comungar com as mesmas ideias.
30/05/2016 04h04

COCCIDIOSE AVIARIA - Com a Colunista Karla GonçalvesCoccidiose

COCCIDIOSE AVIARIA - Com a Colunista Karla Gonçalves
A coccidiose é doença parasitária mais importante em aves, causada por um protozoário do gênero Eimeria, que se multiplica na mucosa intestinal, causando danos na mucosa destes animais.

É a doença causadora de grande mortalidade de aves e, consequentemente de grandes perdas econômicas.

É mais importante em frangos de corte, pouco comum em aves poedeiras, e mais comum em aves jovens, que causa maior mortalidade.

O uso de drogas coccidiostáticas diminui a mortalidade, mas a morbidade ainda é alta devido a  má administração destes medicamentos ou a resistência a estes.

O ciclo biológico tem duração total  de 4-7 dias.

A infecção se dá por meio da ingestão dos oocistos esporulados, que estão presentes no ambiente, no alimento, água e até na cama.

A ave se infecta somente 1 vez, porém está sempre em contato com oocistos, devido a cama.

Quando na moela, estes oocistos se rompem, liberando os esporocistos que após sofrerem ação da enzima tripsina quinase, liberam os esporozoítos.

Os sinais clínicos na coccidiose, a ave elimina oocistos e não apresenta quaisquer outros sinais. Já na coccidiose sub-clínica, ocorre a diminuição do peso ou aumento da conversão alimentar.

Esta infecção, causa uma modificação estrutural das vilosidades intestinais, resultando em diminuição da capacidade de absorção. Pode também haver destruição das células epiteliais do intestino.

Os sintomas apresentados pelas aves variam conforme a espécie de Eimeira presente.

No caso  da eimeria acervulina, causa lesão mais intensa na parte próxima à moela, marcas brancas na camada epitelial, sem presença de sangue, significativa diminuição na absorção de nutrientes.

Eimeria máxima, apresenta lesões no intestino delgado médio, muco vermelho, e sangue, queda no desempenho, diminuição da absorção de nutrientes, e mortalidade.

Eimeria tenella, causa lesão única e uniforme ao longo do ceco, podem ser diferentes de um ceco para outro, em uma mesma ave, queda no desempenho, presença de sangue “vivo” na cama do aviário.

Para prevenção ou controle desse tipo de doença, além da desinfecção e limpeza do ambiente, é necessário o uso de anticoccidianos nas rações, manejo de cama, qualidade do alimento, qualidade de carcaça, manejo de comedouros, manejo de bebedouros, manejo da alimentação.

O mecanismo de infecção desse parasita pode levar à destruição de enterócitos, atrofia de vilosidades intestinais, perda de fluidos, hemorragia, suscetibilidade à outras doenças, entre outras tipos de patogenia.

O diagnóstico pode ser feito através de sinais clínicos, exame das fezes, contagem de oocistos na cama, exame de raspado de mucosa intestinal, exame histopatológico.

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