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Apucarana, 16 de Dezembro de 2018

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Karla Gonçalves
Medicina Veterinária
"Formada em Designer de Interiores, Karla Gomes Gonçalves, está cursando o curso de Medicina Veterinária no Centro Universitário Filadélfia – UNIFIL, na cidade de Londrina-PR. Ela se encontra no quinto período do curso, e sua especialidade futura será na área da proteção ao meio ambiente, ligada aos animais silvestres e seus comportamentos."
Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, pois o Site e Jornal Apucarana Notícias pode não comungar com as mesmas ideias.
04/04/2017 12h09

LEPTOSPIROSE BOVINA Leptospira bovis

LEPTOSPIROSE BOVINA
A leptospirose é uma doença infecciosa aguda considerada uma zoonose,  que acomete várias espécies animais e também o ser humano.

As principais características é febre, alterações hepática e renal, cefaléia, alterações gastrointestinais e a febre hemorrágica, podendo levar a óbito em pouco tempo.

Em bovinos possui um grande interesse econômico, pois são eles os grandes reservatório da doença, principalmente quando se instala em forma crônica.

Neste caso geralmente é assintomática sendo então um portador que poderá eliminar a bactéria por longo período, contaminando as pastagens, e os estábulos, podendo assim levar a uma menor produtividade.

Em casos como esses ocorre a redução na produção de leite; aumento do intervalo entre partos; subfertilidade; morte de animais; condenação de vísceras.

Alguns dos fatores condicionantes são as condições climáticas; e atividade profissional.

Sinais clínicos:

Os bezerros são mais suscetíveis, havendo transferência passiva por meio do colostro.

Os animais podem apresentar febre, sangue na urina, anemia, mucosas amareladas causadas pela hemólise intravascular.

As vacas apresentam aborto, infertilidade, nascimento de bezerros fracos e prematuros, retenção de placenta, queda na produção de leite, mastite, meningite e até morte.
 
Transmissão:

Os ratos são os principais reservatórios apresentando um estado de portadores assintomáticos crônicos, eliminando a leptospira pela urina por meses ou anos sem adoecer.

O homem adquire mediante o contato com água ou solo, contaminados com urina dos animais infectados.

Entre os animais, ocorre de forma direta ou indiretamente via transplacentária, nasal, vaginal, por meio do contato com a urina, sêmen, sangue, mordeduras, ingestão de tecidos infectados, e também exposição a fontes de água, ou alimentos contaminados. 
 
 
Diagnóstico:
 
O diagnóstico será feito através de um bom exame clínico, histórico de vacinação e avaliação laboratorial.

Os métodos indiretos de diagnóstico baseiam-se por provas de soro aglutinação, fixação de complemento, imunofluorescência indireta e ELISA.

Controle:
 
 Os animais devem ser retirados de áreas alagadas.

Mantê-los distantes dos depósitos de alimentos.

Em casos de abortos, o feto e restos placentários, devem ser enterrados para evitar a contaminação. 

Em caso de surtos, tratar preventivamente os animais sadios, evitando colocá-los em pastos alagados.

Combater os roedores; vacinação; e controle dos doadores de sêmen.

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