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Apucarana, 20 de Setembro de 2019

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13/05/2019 03h07

Campus da Unespar em Apucarana deixa de pagar subsídio das refeições servidas no RUGoverno estadual bloqueou 20% do orçamento da universidade. Alunos passam a pagar R$ 8,15 por refeição

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O bloqueio de 20% no orçamento na Universidade Estadual do Paraná (Unespar) pelo governo do Paraná está impactando diretamente a vida de universitários e os serviços realizados pela instituição.

No campus de Apucarana, no norte do Paraná, a partir dessa segunda-feira (13), os alunos passarão a pagar o valor integral das refeições servidas no Restaurante Universitário (RU). Sem verba suficiente, a direção não tem mais condições financeiras de pagar o subsídio repassado para custear uma parte das refeições. O valor por refeição é de R$ 8,15, e a universidade pagava subsídio de R$ 3,15. Antes dessa decisão, os estudantes pagavam R$ 5 por refeição.

“A partir de hoje não conseguimos mais pagar o que foi contratado e arcar com o subsídio. O governo estadual já tinha repetido o nosso orçamento de 2018, depois cortou 5,4% do previsto. Agora, o orçamento trimestral do campus que é de aproximadamente R$ 275 mil foi bloqueado 20%”, explicou o diretor do campus, Daniel Gomes.

O diretor conta que além do corte de subsídio, o contingenciamento vai atingir a terceirização do suporte para internet, ou seja, se a rede tiver qualquer problema, a universidade não terá como resolver porque a empresa terceirizada não foi recontratada. Além disso, ficam suspensas reformas de salas interditadas e não há previsão de quando o estacionamento do campus ganhará reforço na iluminação e monitoramento por câmeras.

Outra preocupação é com o pagamento das bolsas-auxílios para os 11 estagiários. Segundo Gomes, o campus de Apucarana tem um custo de R$ 7.700 com todos os estagiários.

“Vamos conseguir pagar as bolsas apenas neste mês, provavelmente teremos que dispensar os estagiários a partir de junho. É uma pena, porque eles são essenciais para o funcionamento pleno de muitos departamentos e órgãos da instituição. Sem eles, secretarias e a biblioteca não vão funcionar em horário integral”, detalhou o diretor.

Uma assembleia com a comunidade universitária será realizada nesta segunda-feira, às 20h30, no anfiteatro Gralha Azul, para discutir o problema. A reunião é aberta a comunidade.

Pesquisas impactadas

Além do corte por parte do governo estadual, a Unespar também foi impactada com o corte de bolsas de mestrado pela Capes.

De acordo com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Carlos Molena, 12 bolsas de mestrado, de seis programas diferentes, foram cortadas. Essas bolsas estavam em processo de seleção.

“O corte de orçamento da universidade atinge diretamente a estrutura e funcionamento dos laboratórios. Não tivemos mais investimento em estrutura e pessoal, e sem isso não conseguimos produzir, publicar e finalizar o produto. A tendência é, que em breve, sejam fechados cursos. A cada quatro anos a Capes faz uma avaliação dos cursos, se não atinge o conceito, a própria Capes manda fechar. Sem recursos, não temos como investir e a tendência é fechar”, pontua o pró-reitor.

O que diz o governo

A Secretaria da Fazenda disse que o contingenciamento orçamentário, adotado no mês de janeiro para todas as áreas do serviço público estadual, não é um corte de recursos. É uma retenção de parte dos recursos previstos na Lei Orçamentária Anual por período determinado. Conforme a secretaria, a medida não suspende e nem cancela verbas públicas programadas para manter as instituições do Estado.

O órgão afirma que o bloqueio é um procedimento formal de limitação de despesas com o intuito de garantir o equilíbrio fiscal do Paraná, compatibilizando a execução de despesas com a efetiva entrada de recursos, mantendo assim a estabilidade econômica estadual.

Fonte: AN Notícias com G1

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