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04/05/2015 12h20

Confusão na Câmara de Apucarana por causa de carta de repúdio contra Governo Richa (PSDB)Vereadores ligados a Richa que não assinaram carta criticam vice-presidente da Câmara

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A polêmica carta de repúdio criada na última terça-feira (28) na sessão da Câmara Municipal de Apucarana pelo vice-presidente Luciano Molina do (PMDB), está rendendo “pano pra manga”, por causa deste assunto.
 
Acontece que a maioria dos 11 vereadores não assinaram a tal carta, devido ao autor ter apresentado em última hora, que deveria ser votada em plenário para aprovação. Além disto, Molina não teria procurado dois pares da casa no final da sessão para assinar, mas aqueles que são aliados de Richa não assinaram e criticaram a atitude do vereador do PMDB lhe chamando de oportunista, que historicamente o seu partido é rival do atual Governador tucano Beto Richa (PSDB), que nesta semana manchou sua história política ao determinar ataques violentos da PM do Paraná contra os Professores na capital Curitiba, ultrapassando os limites de 1988, época em que Alvaro Dias atual (PSDB), então Governador mandou a cavalaria da PM atacar também professores.
 
Os vereadores que assinaram foram: Aurita Bertoli (PT); Telma Reis (PMDB); Luciano Molina (PMDB) e Vladimir José da Silva (PDT).
 
Os vereadores que não assinaram e são aliados e criticaram foram: Eduardo Antoniassi (PSDB); Antonio Ananias (PSDB); Gilberto Lima (PMN); Alcides Ramos (DEM) e Mauro Bertoli (PTB).
 
Não foram procurados: Luiz Magalhães (PT); José Airton de Araújo (presidente Deco do PR);
 
O assunto gerou comentários nas redes sociais, nos protestos dos professores que foram cruelmente agredidos na quarta-feira (29), e em grupos de Whatsapp que criticaram os vereadores que não assinaram, até a Igreja Católica de Apucarana enviou nota sobre o assunto.
 
Outro que defendeu as represálias de Richa aos Professores foi o vereador tucano Eduardo Antoniassi (PSDB) que apoiou as atitudes dos policiais militares investidos contra os professores, pois o mesmo é subtenente da Polícia Militar em Apucarana. O fato deixou professores descontentes com suas atitudes e foi motivo de contestação nas redes sociais.
 
Veja a nota de repúdio da Diocese de Apucarana contra os ataques dos policiais a professores estaduais
 
Às vésperas do Dia do Trabalho, a Igreja Particular de Apucarana lamenta profundamente o confronto ocorrido em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Paraná na última terça feira, dia 29, quando se discutia o Projeto que muda as regras da Paraná Previdência. 
Infelizmente, o que se praticou contra os professores paranaenses é uma manifestação da violência contra a dignidade das pessoas no magistério, como também da honra e da ética na política. O princípio democrático e o diálogo foram ignorados. A imagem do Paraná ficou manchada. 

Precisamos dar passos mais largos no caminho, ao encontro de uma harmonia maior no relacionamento humano. O relacionamento entre nós e nossos governos está desgastado. Os interesses dos governos se distanciam cada vez mais dos interesses da população. A política, infelizmente, está na contramão dos valores que regem o bem comum. Precisamos urgentemente de uma conversão política. Senão, as necessidades da maior parte da população nunca serão atendidas de verdade.

Contudo, não percamos a esperança. Que ninguém nos roube a esperança. Como bem nos disse o Papa Francisco no Domingo de Páscoa deste ano: “do Senhor ressuscitado imploramos a graça de não cedermos ao orgulho que alimenta a violência e as guerras, mas tenhamos a coragem humilde do perdão e da paz”, virtudes essenciais propostas por Jesus nos santos evangelhos. 

Esperamos que nossas autoridades reconheçam o mal que esta situação violenta provocou e que busquem, na humildade e no diálogo, uma aproximação pacífica com aqueles que lutam diariamente em favor da comunidade estudantil.

Como Igreja e como cristãos temos o dever do testemunho dos valores que fundamentam a ética cristã. Temos a obrigação de testemunhar os valores do Evangelho, especialmente o valor da paz. 

Portanto, profeticamente, rejeitemos tudo o que é violento e que fere a dignidade da vida. E imploremos do Senhor Jesus, manso e humilde de coração, atitudes que nos identifiquem como símbolos e promotores da paz, da unidade e da misericórdia. E, assim, juntos, possamos encontrar justas soluções aos problemas que nos distanciam a fim de que se restaure a justiça e se reacenda, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, iluminados pelos valores de Cristo.
Apucarana, 30 de abril de 2015
+Celso Antônio Marchiori
Bispo diocesano de Apucarana
 
 
Ouça o áudio do Jornal Informativo Nova AM com o repórter Ciro Domingues de como foi mais esta polêmica, envolvendo a Câmara de Apucarana na semana passada.
Fonte: AN Notícias