Carregando...

Alerta!

logo Vereador Mauro Bertoli de Apucarana é cassado pela Justiça Eleitoral - Notícias - AN Notícias Vereador Mauro Bertoli de Apucarana é cassado pela Justiça Eleitoral - Notícias - AN Notícias

Apucarana, 25 de Outubro de 2021

SAIBA MAIS

Dia da Democracia - Dia da Construção Civil - Dia das Missões - Dia da Saúde Dentária - Dia Nacional do Dentista -
16/09/2021 11h19

Vereador Mauro Bertoli de Apucarana é cassado pela Justiça EleitoralLíder do Prefeito JR da Femac teve mandato cassado pela Justiça Eleitoral após denúncias

Diminuir texto Diminuir texto Diminuir texto
“A cassação de mandato exige provas robustas, que haja uma situação onde a gravidade e a legitimidade do pleito tenham sido afetadas de tal forma, que uma solução menos gravosa não seja possível, pois trata-se de decisão que afeta decisão das urnas. Esse é o entendimento do TSE, de que a cassação deve ser feita em casos extremos”, diz um trecho da sentença proferida pela juíza da 28ª zona eleitoral de Apucarana, Márcia Pugliese Yokomizo.

Após o promotor eleitoral da Comarca de Apucarana, Eduardo Augusto Cabrini, encaminhar à juíza da 28ª zona eleitoral de Apucarana, Márcia Pugliese Yokomizo, ação de investigação judicial eleitoral por abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio (voto), a magistrada decidiu na quarta-feira (15/09) cassar o diploma do vereador Mauro Bertoli, reeleito no município no pleito de 15 de novembro deste ano. Bertoli é vice-presidente do legislativo e líder do prefeito Júnior da Femac na Câmara. O pedido do MP teve como base provas coletadas durante cumprimento de mandados de busca e apreensão durante a campanha eleitoral e outras posteriormente ao pleito.

Conforme o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), durante a campanha eleitoral e depois do pleito foram colhidas muitas provas pela Promotoria Pública de várias condutas ilícitas de Mauro Bertoli (DEM), reeleito para o sexto mandato de vereador em Apucarana com 1.514 votos, que configuram captação ilícita de sufrágio (voto) e abuso de poder econômico: fornecimento de vale combustível, fornecimento de cestas básicas em troca de votos, pagamento de churrascos e bebidas a fim de obter votos, pagamento de valores em espécie (dinheiro) em troca de voto e confecção/distribuição de material de campanha em quantidade muito superior à tiragem. Dois assessores de Bertoli foram condenados ao pagamento de multas.

“A cassação de mandato exige provas robustas, que haja uma situação onde a gravidade e a legitimidade do pleito tenham sido afetadas de tal forma, que uma solução menos gravosa não seja possível, pois trata-se de decisão que afeta decisão das urnas. Esse é o entendimento do TSE, de que a cassação deve ser feita em casos extremos”, diz um trecho da sentença proferida pela juíza da 28ª zona eleitoral de Apucarana, Márcia Pugliese Yokomizo.

O MPE propôs, ainda, investigação judicial eleitoral em relação a quatro assessores de Bertoli e dois deles foram condenados a pagar multas de R$ 1.100 cada um. A decisão judicial de cassar o diploma do vereador Mauro Bertoli ainda é passível de recurso.

Investigação parada na Câmara

O vereador também é alvo de investigação por pedofilia. Bertoli era investigado desde o final do ano passado por crimes eleitorais, razão pela qual no dia 07 de novembro, em cumprimento de mandado de busca e apreensão, o vereador acabou sendo preso por posse irregular de arma de fogo e, posteriormente, o seu celular foi apreendido, mediante ordem judicial.

Durante as investigações no celular do político foram encontrados arquivos de vídeos e fotos com conteúdo impróprio, com crianças e adolescentes. Alguns dos vídeos e fotos mostram atos libidinosos entre um criminoso e crianças.

De acordo com as informações obtidas pela reportagem do Portal 38 News, o promotor público Eduardo Cabrini teria encaminhado ainda em fevereiro deste ano um ofício ao legislativo, mas até agora nada foi feito na Câmara de Vereadores de Apucarana.
Fonte: AN Notícias com Canal 38

Galeria de Imagens