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14/08/2014 12h06

Bombeiros escavam cratera criada por queda do avião de CamposAs buscas por destroços e restos mortais do acidente que matou Eduardo Campos (PSB), estão concentradas

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As buscas por destroços e restos mortais do acidente que matou o canditado à Presidência da República Eduardo Campos (PSB), em Santos, no litoral de São Paulo, estão concentradas na cratera criada pela queda do avião, em um terreno do bairro Boqueirão. A aeronave onde estavam o ex-governador de Pernambuco e mais seis pessoas caiu na manhã da última quarta-feira (13).

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros esperava encontrar a cabine do Cessna 560XL, que estaria enterrada sob uma laje de uma casa atingida pelo avião. Mas o cenário encontrado foi outro. "Nós começamos a fazer um pequeno acesso no próprio ponto de impacto do avião. Ele caiu direto no quintal da casa e formou uma pequena cratera, e essa cratera foi aumentada pelas equipes durante toda a madrugada. Não tivemos um padrão de fuselagem ou de corpos. Os pedaços do avião e dos corpos estão bastante compactos na terra", disse o capitão Marcos Palumbo.

Durante a madrugada, 40 pessoas auxiliavam na busca por destroços e restos mortais das vítimas do acitente. Palumbo explicou como é realizado o processo. "A cratera aberta pela queda foi destrinchada pelas equipes e pela retroescavadeira, por onde conseguimos abrir um maior acesso para verificação dessa terra compactada, retirando as partes de fuselagem e também dos corpos das vítimas", contou o bombeiro.
 

De acordo com o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, os trabalhos prosseguirão ininterruptamente até que a área seja liberada para os moradores. Cerca de 50 pessoas tiveram imóveis interditados para a realização das atividades. A expectativa era que elas possam retornar para casa na manhã desta quinta-feira (14). Entretanto, os bombeiros acreditam que as escavações irão prosseguir por mais tempo. "Com certeza, durante o dia teremos muito trabalho a fazer", finalzou Palumbo.

O acidente
A queda do avião ocorreu por volta das 10h, nesta quarta, em um bairro residencial de Santos, no litoral paulista. O candidato tinha uma agenda de campanha em Santos. Chovia no momento do acidente.

A Aeronáutica informou em nota que o avião decolou do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá, também no litoral. "Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave", informou.

Além de Campos, outras seis pessoas estavam na aeronave.

Veja a lista:
- Eduardo Campos, candidado à presidência
- Alexandre Severo Silva, fotógrafo
- Carlos Augusto Leal Filho (Percol), assessor
- Geraldo Magela Barbosa da Cunha, piloto
- Marcos Martins, piloto
- Pedro Valadares Neto
- Marcelo de Oliveira Lyra

Seis vítimas do acidente moravam na área onde caiu o avião foram para a Santa Casa de Santos, entre elas duas crianças, duas mulheres e uma idosa. Segundo o hospital, todas passam bem.

A Polícia Federal enviou seis peritos para Santos a fim de trabalhar na apuração da causa do acidente. Aeronáutica e Polícia Civil também vão investigar.

Em Santos, Marina Silva, candidata à vice-presidência na chapa de Campos, disse que a tragédia impõe luto e profunda tristeza. "Durante esses dez meses de convivência aprendi a respeitá-lo, admirá-lo e a confiar nas suas atitudes e nos seus ideais de vida. Eduardo estava empenhado com esses ideais até os útlimos segundos de sua vida."

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) se deslocou para a cidade depois de tomar conhecimento da morte de Campos. "Estamos diante de uma tragédia que entristece todo o país. Quero em nome do povo de São Paulo trazer nossos sentimentos a todos os familiares das pessoas que perderam a vida nesse acidente", afirmou Alckmin.

A presidente Dilma Rousseff decretou luto oficial de três dias. "Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência", afirmou a presidente em nota oficial.

 

Fonte: G1

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