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18/11/2014 09h11

PM do DF chama modelos plus size de 'leitoas'; corregedoria investigaMisses plus size participam de manifestação contra o preconceito em frente ao Congresso Nacional

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A Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal abriu sindicância para apurar denúncia de que um policial teria usado sua página pessoal nas redes sociais para ofender as modelos plus-size que tiraram fotos de lingerie em frente ao Congresso Nacional na semana passada. No post, ele chama as mulheres de "saco de toucinho", "leitoas" e "criaturas bizarras".

A publicação do PM foi apagada pouco depois, mas centenas de usuários copiaram a imagem e divulgaram mensagens de repúdio ao policial. O G1 ligou para o 28º Batalhão, no Riacho Fundo, onde o policial é lotado, e foi informado de que o militar está de licença médica com uma doença muscular degenerativa. A reportagem deixou contato telefônico com o responsável e pediu que o PM entrasse em contato, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Fotografada em frente ao Congresso, a Miss Plus Size DF, Janaína Graciele, disse que vai entrar com uma ação na Justiça e na Corregedoria da PM para que o militar seja punido pelas ofensas que fez. “Achei um absurdo. A gente já esperava críticas, mas as ofensas dele não foram apenas críticas. As palavras que ele usou foram extremamente cruéis, foram palavras de baixo calão. Ofendeu mesmo, e não vamos deixar quieto”, disse.

A advogada Vanusa Lopes não conhecia as modelos quando, indignada, compartilhou a publicação do policial. Ela disse que foi procurada pelas misses e que vai representá-las na Justiça. “Vamos ingressar com uma ação penal por crime de injúria e difamação e, certamente, pedido de indenização para as próprias modelos”, diz. “Qualquer mulher que se sinta gorda e que tenha se sentido ultrajada pelas agressões pode entrar na Justiça contra ele, porque ele já começa o texto dizendo que a pior obra de engenharia de Deus foi a mulher gorda."
 

Em nota, a Polícia Militar afirmou que é contra qualquer manifestação preconceituosa e que apoia diversas iniciativas de combate ao preconceito. "A Corregedoria da PMDF apura se o perfil é realmente de um policial militar. Caso seja provado que a autoria é de um integrante da corporação, o fato será apurado de acordo com a lei", diz trecho.

Também "plus-size", a empresária Rayanni da Costa, de 25 anos, conta que tem amigos em comum com o policial, e que, no passado, a irmã dele já quis apresentar os dois. “Cheguei a conhecer os pais dele e convivi bastante com a irmã dele. Inclusive, ela falava bastante dele e dizia que ele iria ficar maluco se me conhecesse, porque ele é louco por gordinhas. Ela dizia: ‘Ai, amiga, se ele te ver não vai te deixar em paz, ele gosta de gordinhas.”

Rayanni diz que também pretende entrar com uma ação na Justiça por danos morais contra o policial. “Me senti extremamente ofendida. É inaceitável. Não quero dinheiro, indenização, simplesmente quero que alguém pare ele, porque ele se acha no direito de falar o que quiser", afirma.

 

Fonte: G1

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