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12/05/2015 12h06

Um terço das mães é solteiraSegundo pesquisa divulgada ontem, quase metade das 67 milhões de mães brasileiras trabalha

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Há alguns anos, criar um filho sozinho era um drama. Hoje, pode ser opção. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular, divulgada no domingo (10), aponta que, das 67 milhões de mães brasileiras, 31% são solteiras e 46% trabalham. As mulheres com filhos têm idade média de 47 anos e a maioria (55%) pertencem à classe média, 25% à classe alta e 20% são de classe baixa. Das que tem filhos adultos, 36% recebem ajuda financeira para viver.

O estudo aponta que as mães do século 21 são menos conservadores e mais interessadas em tecnologia que as mais velhas. Entre a nova geração de mães, 66% acreditam que uma pessoa só pode ser feliz se constituir família; apenas 45% acreditam que o principal papel masculino é trazer dinheiro para casa e 48% ainda veem a mulher como responsável pelas tarefas domésticas. Entre as mães do século passado, 75% acreditam na premissa da família e 55% veem o homem como provedor, enquanto 60% acham que as tarefas domésticas são dever da mulher.

A publicitária londrinense Fernanda, 40 anos, é exemplo da mãe moderna. Quando o filho estava com seis meses, ela desfez o noivado com o pai do menino porque acreditava que o relacionamento não daria certo. A decisão não foi fácil. “Não me separei antes porque tinha muito medo de não dar conta sozinha. Mas na mesma época perdi o meu emprego e acabei por mudar de cidade. Nem deu tempo de ter medo”, conta. Ela não se arrepende da decisão. “A maioria das pessoas se surpreende com meu filho, elogia o desenvolvimento, carinho, a educação. Na verdade, eu me orgulho do resultado”, diz. Foi difícil? “Ainda é difícil, acho que o pior é quando o bichinho fica doente, você sozinha de madrugada, ele queimando de febre... Colocar limite também é um desafio, ele fala que sou brava, mas também que sou muito engraçada, porque a gente brinca muito”, conta.

A veterinária Ana, 36 anos, sabe o que é ficar sozinha com dois filhos, de 12 e 10 anos, depois que o casamento acabou e ser única responsável por tudo. “Mesmo que o pai ajude financeiramente, ele está longe e as decisões são todas minhas. Se der certo ou errado, a responsabilidade é minha. Isso assusta um pouco”, conta. Mas, segundo ela, procura não se angustiar muito. “O que importa é que meus filhos estão crescendo saudáveis e ajustados”, diz. A pedido das mães, seus sobrenomes foram ocultados.

Fonte: AN Notícias com JL