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21/10/2013 10h44

Comissão externa da Câmara dos Deputados vai apurar denúncias de maus-tratos a animaisPolêmica sobre beagles chega à Câmara

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O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), vai requerer hoje a criação de uma comissão externa para apurar as denúncias de maus-tratos na utilização de animais nas pesquisas do Instituto Royal em São Roque, no interior de São Paulo. A decisão, segundo o presidente da Câmara, deve-se à repercussão internacional do caso e ao relato do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), que fez uma inspeção no final da manhã de domingo nas instalações do instituto. Sexta-feira de madrugada, ativistas invadiram o local e levaram 178 cães da raça beagle, que eram usados em testes de medicamentos.

A comissão será criada em sessão da Câmara. Segundo Queiroz, falta infraestrutura física e de higiene. Ele disse que vai requerer o fechamento do local. “Não tem condições de continuar funcionando. Pelo que vi, não há sinais de que ali era um laboratório de pesquisas que pudesse trazer algum benefício à ciência. Mais parece um centro de torturas”, disse o deputado.

 

Queiroz adiantou também que serão ouvidos todos os envolvidos, inclusive os manifestantes e os ativistas presos durante o protesto de sábado. Ele disse que a comissão externa vai fiscalizar e controlar os inquéritos e investigações policiais abertos desde sexta-feira.

 

Prisões

 

Ontem, a Justiça concedeu um habeas corpus aos dois manifestantes que ainda permaneciam presos na delegacia de São Roque, em São Paulo, pela manhã. Rafael de Souza Pinheiro e Vinícius Grenhanin dos Santos já foram liberados. Eles foram detidos no sábado durante a depredação de uma viatura da polícia no protesto na rodovia Raposo Tavares, próximo ao Instituto Royal. Como foram presos em flagrantes, não tinham direito à fiança.

 

Outros dois detidos foram liberados ontem após o pagamento de um salário mínimo. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas no confronto entre policiais e manifestantes mascarados. Três carros foram incendiados.

 

Uma patrulha da PM permanece em frente ao prédio do instituto para evitar nova invasão. A empresa nega irregularidades e informa que segue as normas sanitárias. Segundo a polícia, peritos estiveram no laboratório e não encontraram indícios de irregularidades. Os ativistas que levaram os animais poderão responder por furto.

Fonte: Gazeta do Povo