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08/09/2013 11h38

“Não há motivo para ter medo de tubarão”, afirma biólogoAo contrário do que mostram os filmes de Hollywood, os tubarões não são caçadores de seres humanos

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Em 1975, um filme de Steven Spielbeg levou tubarões aos pesadelos de crianças, jovens e adultos em todo o mundo. Desde então, ataques fatais, como o que vitimou a estudante Bruna Silva Gobbi, no fim de julho, em Recife, trazem à tona esse pavor. Mas a história não é bem assim. “Não há motivo para ter medo de tubarão”, afirma o biólogo marinho Marcelo Szpilman, autor do livro Tubarões no Brasil (2004) e diretor do Instituto Ecológico Aqualung, entidade que defende a preservação do meio ambiente marinho.   Em contraste com filmes de Hollywood, os tubarões não são caçadores de seres humanos. De acordo com Szpilman, 90% dos ataques são acidente. Eles ocorrem, normalmente, em pontos de água turva, onde a visibilidade do animal é prejudicada, e a identificação do ser humano, também.   No Brasil, o problema é bem localizado, indica o biólogo marinho. Nos últimos 200 anos, houve apenas oito casos no Rio de Janeiro e nove casos em São Paulo. A grande concentração de ataques se encontra em uma faixa de 20 quilômetros em Recife, já bem delineada e monitorada. Foram 59 banhistas ou surfistas atacados pelos animais em Pernambuco desde 1992, segundo o Comitê Estadual de Monitoramento aos Incidentes com Tubarões (Cemit). Desse total, 24 faleceram.   As estatísticas não deveriam alarmar os banhistas, acredita o pesquisador. Por isso, ele compara os números de ataques de tubarões com aqueles promovidos por animais domésticos. “Em todo o mundo, são 90 a 100 casos de ataques de tubarão registrados por ano”, aponta. Já os cães são responsáveis por milhares de internações hospitalares todo mês. Embora não existam dados oficiais, estima-se que mais de 30 pessoas morrem todo ano por ataques de cachorro somente nos Estados Unidos.    Assim como os outros animais marinhos mais bem vistos pelos humanos, o tubarão cumpre uma importante função no ecossistema. “Mas ninguém precisa lembrar a importância de um golfinho, por exemplo”, diz Szpilman. “Temos que desmitificar o tubarão”.   As espécies mais conhecidas de tubarão estão no topo da cadeia alimentar subaquática. Esses predadores mantêm o controle populacional das suas presas habituais e são um instrumento da seleção natural, ao eliminar os menos aptos. Como se alimentam também de peixes doentes, feridos e mortos, colaboram para a manutenção da salubridade dos oceanos.    Os seres humanos não fazem parte da dieta dos tubarões. Sua alimentação varia conforme a espécie. O tubarão-baleia, por exemplo, o maior de todos, se alimenta apenas de plâncton e pequenos peixes. No cardápio tradicional dos tubarões, também constam lulas, crustáceos, focas, entre outros. 
Fonte: Terra