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06/09/2019 08h50

“Encheram o meu saco para escolher o Dallagnol”As primeira críticas apareceram entre os próprios procuradores

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O presidente Jair Bolsonaro se defendeu das críticas que já começou a receber por ter escolhido o procurador Augusto Aras para chefiar a Procuradoria Geral da República (PGR). Falando para um grupo de populares que o esperavam à entrada do Palácio da Alvorada, disse que tinha uma lista de indicações, mas que preferiu se definir por um nome que não fosse xiita ambiental ou fosse defensor da ideologia de gênero.

Disse que a atual procuradora, Raquel Dodge, estava na lista, mas, “sem acusar ela de nada”, lembrou que apareceram problemas na gestão dela. Revelou também que “encheram meu saco” para escolher o [Deltan] Dallagnol, perguntando em seguida: “alguém sobe o que ele pensa sobre ideologia de gênero, família, questão ambiental e outras patifarias que andam por aí?” Por isso, recusou o nome do chefe da Lava Jato em Curitiba.

As primeira críticas apareceram entre os próprios procuradores.

A Associação Nacional dos Procuradores da República reagiu à escolha de Augusto Aras afirmando, em nota, que a decisão não seguiu a lista tríplice.  Segundo a ANPP, a ‘ação interrompe um costume constitucional de quase duas décadas, seguido pelos outros 29 Ministérios Públicos do país’. “A escolha significa, para o Ministério Público Federal (MPF), um retrocesso institucional e democrático”. A ANPR convocou os procuradores para um protesto em reação à nomeação.

“O indicado não foi submetido a debates públicos, não apresentou propostas à vista da sociedade e da própria carreira. Não se sabe o que conversou em diálogos absolutamente reservados, desenvolvidos à margem da opinião pública. Não possui, ademais, qualquer liderança para comandar uma instituição com o peso e a importância do MPF. Sua indicação é, conforme expresso pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, uma escolha pessoal, decorrente de posição de afinidade de pensamento”, diz a entidade.

Fonte: AN Notícias com ContraPonto