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03/09/2013 01h30

Espionagem contra Dilma expõe falhas do serviço de inteligência nacionalBrasil investe pouco em sistemas de proteção de informações estratégicas

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A denúncia de que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos espionou a presidente Dilma Rousseff e seus principais assessores revela que o sistema brasileiro de inteligência tem falhas. A opinião é de especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo.

Membro do Grupo de Análise da Conjuntura Inter­­­­nacional da Universidade de São Paulo, Alberto Pfeiffer avalia que o caso mostra falhas do sistema de inteligência brasileiro. Segundo ele, é “uma grande ingenuidade” achar que o governo dos Estados Unidos não utiliza os dados disponíveis na internet para compilar informações de outros países – seja no âmbito de segurança ou comercial. “Espantar-se com essa situação é jogo de cena. Agora fica a questão: será que a Abin [Agência Brasileira de Inteligência] está preparada para lidar com esses desafios?”

 

“As notícias sobre espionagem dos Estados Unidos não chegam a ser surpreendentes. O que surpreende é a falta de investimentos de países como o Brasil em autoproteção”, diz Virgílio Arraes, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

Na sexta-feira passada, reportagem do jornal nor­­te-americano Washington Post produzida com base em um relatório repassado pelo ­­ex-agente Edward Snowden, mostrou que o governo dos Estados Unidos alocou no orçamento de 2013 um gasto “secreto” com inteligência de US$ 52,6 bilhões (R$ 135 bilhões). Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, o orçamento da Abin para este ano é de R$ 500 milhões – ou seja, 270 vezes menor.

A Abin é o eixo central do Sistema Brasileiro de Inteligência, que conta com a participação de órgãos como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A agência tem sido alvo de críticas recentes, mesmo dentro do governo, por não ter previsto, por exemplo, o alcance das manifestações populares de junho.

Segundo Virgílio Arraes, é preciso levar em consideração que a espionagem pode nunca ter sido aceita oficialmente, mas sempre existiu paralelamente ao trabalho formal da diplomacia. “Se antes um país poderia utilizar uma amante para tirar informações de um alto dirigente governamental, hoje em dia os meios para se chegar às informações são mais tecnológicos e eficazes”, complementa Arraes.

Fonte: Gazeta do Povo

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