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10/03/2018 04h02

Justiça do DF manda soltar Joesley BatistaCom os dois mandados de prisão revogados em menos de um mês, empresário será libertado ainda nesta sexta; decisão também vale para executivo Ricardo Saud

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A Justiça Federal determinou nesta sexta-feira a libertação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, revogou a prisão preventiva de Joesley no processo em que ele é acusado de mentir em seu acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O empresário estava preso em São Paulo deste setembro do ano passado. Além dele, o ex-diretor da JBS Ricardo Saud também teve a liberdade decidida. Os alvarás serão enviados através de malote digital e ambos devem deixar a carceragem da PF na capital paulista ainda nesta sexta.

Em menos de um mês, foram revogados os dois mandados de prisão que vigoravam contra Joesley Batista. Em fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um habeas corpus contra ele e o irmão, Wesley Batista, no processo em que estes respondem pelo uso de informações da própria delação para obter vantagens indevidas na Bolsa de Valores de São Paulo.

Na ocasião, Wesley foi solto, porque só pesava contra ele uma ordem de prisão. Joesley continuou preso, em virtude de outro processo.

Como justificativa para libertá-lo, o juiz Reis Bastos, da recém-criada 12ª Vara, alegou o “induvidoso excesso de prazo da prisão cautelar”. Ele também argumentou que o empresário tem residência e atividades conhecidas, o que justifica que seja posto em liberdade.

Para evitar a fuga, ficarão retidos os passaportes de Joesley e Saud, com ambos proibidos de deixar o Brasil. Procurada por VEJA, a J&F disse que não se manifestaria sobre o caso.

Leia a íntegra da decisão que soltou o empresário.

Relembre o caso

O empresário Joesley Batista chacoalhou as estruturas da República quando ele, o irmão Wesley e executivos do grupo J&F firmaram seus acordos de delação premiada. Um dos pontos mais sensíveis da colaboração veio a público no dia 17 de maio de 2017: a gravação de um polêmico diálogo entre ele e o presidente Michel Temer (MDB), com uma conversa em termos pouco republicanos sobre interesses do grupo empresarial de Joesley e insinuações sobre pagamento de propina ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ).

Fonte: AN Notícias com Veja

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