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Apucarana, 04 de Agosto de 2020

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23/08/2019 02h53

São Paulo, Rio e Salvador têm protestos contra incêndios na AmazôniaProtestos contra o presidente Jair Bolsonaro e contra a destruição da Amazônia por incêndios florestais foram registrados nas capitais do Rio, de São Paulo, em Salvador

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IO e SÃO PAULO - Protestos contra o presidente Jair Bolsonaro e contra a destruição da Amazônia por incêndios florestais foram registrados nas capitais do Rio, de São Paulo, em Salvador, na Bahia, e outras cidades do País na noite desta sexta-feira, 23.

Em São Paulo, centenas de pessoas se reuniram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista. Com gritos de ordem contra Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, eles ocuparam a Avenida no sentido Consolação por volta das 18h30 e bloquearam a pista instantes depois. O grupo foi cercado por policiais militares, mas sem indícios de confrontos.

A maior parte do grupo pedia a saída do ministro Salles do cargo, e do próprio presidente. "Fora Salles" e "Bolsonaro sai, a Amazônia fica" foram alguns dos coros que deram o tom da manifestação, que reuniu desde estudantes a empresários e representantes de ONGs.

O tema ambiental levou o empresário José Corona, de 57 anos, ao seu primeiro protesto contra o governo.

Dono de fazendas, ele se diz revoltado e triste com a condução da política ambiental. "Não se ganha dinheiro com a destruição da floresta. Isso vai mudar a nossa vida no futuro, já está mudando", diz Corona. Ele se diz a favor da proteção à biodiversidade e apoia ONGs que trabalham com o tema. "É possível conjugar a conservação com a agricultura."

"O tema ambiental é importante porque influencia na vida de todos, direta ou indiretamente", diz o estudante Kevin Júnior, de 20 anos. Boliviano, ele veio ao Brasil aos 8 anos e, hoje, veio protestar conta um problema que afeta fortemente seu país natal. "Sempre vou lá durante as férias e vejo muito verde, mas quando voltar da próxima vez não sei o que vou encontrar. A Amazônia não tem fronteiras, e não importa se o governo é de esquerda ou direita, a prática é a mesma."

Já no Rio, às 18h40, um grupo que inicialmente ocupou a Cinelândia, no centro, se transformou em uma multidão na Avenida República do Chile, em ato para denunciar a destruição da Amazônia e do meio ambiente brasileiro. Líderes de grupos de defesa do meio ambiente discursaram, e entre cada fala os ativistas fizeram coros contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Também foi realizado um minuto de silêncio em protesto contra a política ambiental do governo federal.

A proposta do ato era marchar da Cinelândia à sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gestor do Fundo Amazônia. Seguranças fecharam as portas do prédio, mas os manifestantes decidiram permanecer na avenida, cuja pista no sentido Lapa foi interditada e totalmente ocupada, no trecho entre a avenida Rio Branco e a frente da sede do BNDES. Segundo organizadores, mais de 5.000 pessoas participaram do ato. No começo da noite, o grupo caminhava de volta à Cinelândia.
 

“As queimadas sempre existiram, os governos anteriores também falharam na preservação ambiental, mas a atual gestão é especialmente maléfica. Desde janeiro estamos denunciando o desmonte da estrutura de fiscalização e combate a incêndios, o desinteresse do ministro Ricardo Salles por qualquer questão ecológica”, afirmou Ricardo Graça Aranha, líder do coletivo Amazônia na Rua, que organiza o ato na Cinelândia.

“Bolsonaro nunca teve nem terá qualquer interesse em preservação ambiental, então qualquer medida que ele anunciar agora será só uma reação momentânea às pressões no Brasil e no exterior. Não acredito em nada do que ele vier a anunciar, porque não é uma filosofia de governo, é uma tentativa de amenizar as pressões”, concluiu.

Para o ex-deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), que acompanhou o ato, Bolsonaro está “acusando o golpe” ao decidir usar cadeia de rádio e TV para falar sobre os incêndios florestais. “Ele nunca teve nenhum interesse pelo tema, sempre criticou a preservação ambiental e queria extinguir o ministério do Meio Ambiente. Não fez isso, mas colocou lá alguém que pensa como ele”, afirmou.

“A questão ambiental é o que está em destaque neste momento e até agora é o tema que mais repercutiu contra Bolsonaro, mas a oposição precisa se manter atenta, fiscalizar e denunciar os eventuais erros em todos os campos governamentais”, disse.

Salvador

Em Salvador, manifestantes realizaram um ato em defesa da Amazônia e contra o governo federal. Majoritariamente formado por ativistas de causas ambientais, o grupo seguiu do Centro Histórico da capital baiana até a praça do Campo Grande, com gritos de ordem como “ou param as queimadas ou paramos o Brasil”. O ato durou cerca de duas horas e contou com aproximadamente 250 pessoas.

 

Fonte: AN Notícias com MSN Brasil