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Apucarana, 23 de Outubro de 2017

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02/10/2017 11h50

Trio americano leva Nobel de Medicina por pesquisas sobre 'relógio biológico'Prêmio anunciado nesta segunda-feira (2) foi para três cientistas que desvendaram mecanismos do ritmo circadiano, o relógio interno dos seres vivos que antecipa mudanças ambientais.

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Os norte-americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young levaram o Nobel de Medicina e Fisiologia de 2017 por suas descobertas sobre o ritmo circadiano, o relógio biológico interno dos seres vivos.   Juntos, eles foram premiados com 9 milhões de coroas suecas (aproximadamente 3,5 milhões de reais). O prêmio foi anunciado na manhã desta segunda-feira (2) na Suécia, mas as pesquisas foram desenvolvidas nos anos 1980 a partir do estudo de moscas.   O ritmo circadiano antecipa as mudanças do dia e ajusta nossas funções corporais. Por exemplo, mecanismos associados a esse sistema podem mandar um "aviso" para que o organismo aumente a sua temperatura interna quando está previsto que a temperatura do ambiente vai cair em determinada hora do dia.   Esse mecanismo também deflagra uma série de mudanças fisiológicas que nos leva, por exemplo, a ficar mais ativos durante o dia e menos alerta durante à noite. Níveis de hormônios e todo o metabolismo também se alteram a partir desse sistema.   "O mecanismo é importante na evolução. Com ele, ficamos um passo à frente do meio ambiente", diz Ana Wedell, professora de Medicina Genética e membro do comitê do Nobel de Medicina.   Os premiados desse ano isolaram o gene que controla o nosso ritmo interno em 1984. Depois, mostraram que esse gene fornece informações para que o corpo fabrique uma proteína que se acumula nas células durante à noite e vai se degradando durante o dia.   Os cientistas também demonstraram que essa proteína ativa um sistema de feedback; ou seja, ela é capaz de controlar o gene que a codifica, ativando-o ou desativando-o.   O achado responde a uma dúvida que há muito tempo intriga os cientistas: o mecanismo biológico que faz com que o corpo se adapte às diversas fases do dia geradas pela rotações da Terra.

A importância da descoberta

 

Desvendar esse mecanismo torna a medicina capaz de fazer intervenções em pessoas que possam ter disfunções nesse sistema.

Todo o organismo humano sofre influência do circuito claro-escuro. Nossa temperatura, nosso metabolismo, nossos hormônios e nosso sono reagem de acordo com essas mudanças.

Quando esse mecanismo está desregulado temporariamente, em um "jet lag", por exemplo, nossa saúde e nosso bem-estar são afetados.

Pesquisas também demonstram que disfunções nesse sistema contribuem para o surgimento e agravamento de uma série de doenças; entre elas, a depressão.

 

Pesquisas prévias sobre o ritmo circadiano

 

No século XVIII, o astrônomo Jean Jacques Mairan estudou plantas mimosa e demonstrou que as folhas da planta se abriam para o sol durante o dia e se fechavam no entardecer. Depois, Mairan colocou a planta em total escuridão e observou que, independente de estar dia ou não, as folhas continuavam a reproduzir o mesmo mecanismo.


Fonte: AN Notícias com G1

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