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Apucarana, 19 de Setembro de 2018

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07/04/2018 11h30

Lula chega de helicóptero na PF de Curitiba e encerra novela da prisãoLula começa a cumprir a pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex no Guarujá

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O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está oficialmente preso pela Lava Jato. Quase 30 horas depois do prazo estipulado pelo juiz federal Sergio Moro (17 horas de sexta-feira, 6), o petista chegou, às 22h30 deste sábado (7), à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Lula começa a cumprir a pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex no Guarujá, em uma sala especial da PF, afastada da carceragem, de 15 metros quadrados.

Lula deixou pacificamente o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), por volta das 18h45 deste sábado, em um comboio da Polícia Federal. Ele foi levado primeiro à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, na Lapa, para realização do exame de corpo de delito. Em seguida, embarcou em um helicóptero rumo ao Aeroporto de Congonhas acompanhado de dois advogados.

Meia hora depois, decolou, com destino a Curitiba, em um avião monomotor da PF, modelo Cessna Caravan. A aeronave pousou por volta das 22 horas no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região de Curitiba. Lula embarcou em um novo helicóptero, que seguiu direto para o prédio da PF de Curitiba. Quando a aeronave chegou na superintendência, no bairro Santa Cândida, foi recepcionada por fogos de artifício.
 

Era o fim de uma novela iniciada ainda na quinta-feira, quando a prisão foi determinada. Tão logo foi informado, o ex-presidente deixou o Instituto Lula e se abrigou na sede do Sindicato dos Metalúrgicos por 48 horas, protegido por centenas de militantes petistas e lideranças políticas da esquerda.

A defesa de Lula negociou até o último minuto a rendição dele. Ficou acordado que isso ocorreria neste sábado de manhã, após um culto ecumênico em homenagem a ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida em 2017. Mas as horas passavam e nada de ele se entregar.

Por volta das 17 horas, um carro com o ex-presidente e com o advogado Cristiano Zanin Martins tentou deixar o sindicato, mas foi impedido pela multidão que estava em frente ao local. Um portão acabou derrubado no momento da confusão.

Por volta das 18 horas, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, pediu que a militância deixasse Lula se entregar à polícia. “A consequência pode ser para nós, que a polícia venha aqui dar paulada na gente. O fato é que a consequência para Lula, do ponto de vista jurídico, é alta. A Polícia Federal deu meia hora para a gente resolver essa situação”, disse ela aos manifestantes, que continuaram gritando “cercar, cercar e não deixar prender”.

Poucos minutos depois, o ex-presidente deixou a sede histórica do sindicato a pé, protegido por um cerco de policiais e seguranças. Era o fim de uma trajetória iniciada em setembro de 2016, quando Moro aceitou a denúncia criminal da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal e abriu uma ação penal contra Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

Fonte: AN Notícias com Gazeta do Povo

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