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05/09/2018 23h03

Promotoria suspeita que presidente de Federação acusado de exploração registrava abusos sexuais no PRAté o momento, três vítimas foram identificadas, e os crimes aconteciam na sede da Federação, no bairro Tarumã, em Curitiba

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A denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) contra o presidente da Federação Paranaense de Skate do Paraná, acusado de exploração sexual e afastado de suas funções até a conclusão das investigações, surgiu após uma força-tarefa instituída pelo órgão para analisar e concluir inquéritos policiais datados antes de 30 de dezembro de 2015. Até o momento, três vítimas foram identificadas, e os crimes aconteciam na sede da Federação, no bairro Tarumã, em Curitiba.

A promotora Tarcila Santos Teixeira, da 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Curitiba, explicou que as investigações acerca do caso começaram há pouco mais de 30 dias, após a instituição da força-tarefa do MP. “Como os inquéritos que tratam de crimes contra criança têm sigilo, foi instituída uma força-tarefa local na promotoria, com cerca de 1.000 inquéritos registrados antes do fim de 2015. O direcionamento é analisar o inquérito para for fim a ele, seja mediante denúncia, arquivamento ou diligências que concluam as investigações que não foram concluídas pela polícia. Este último foi o que aconteceu com este em especial”, disse.

Como o caso ainda não tinha elementos e informações suficientes para a elaboração da denúncia e não era um caso simples, de acordo com a promotora, foi decidido seguir com as investigações. “A assessoria da promotoria buscou identificação e localização dessas vítimas presentes no inquérito, seja através de pesquisa no sistema, até mesmo nas redes sociais, e conseguiu localiza-las. Entramos em contato e pedimos para que comparecessem na promotoria, fizemos o acolhimento e esclarecemos o nosso trabalho. A partir daí, colhemos os depoimentos”, detalhou Tarcila.

De acordo com o MP, o acusado atraía as vítimas, que tinham entre 15 e 17 anos na época dos crimes, com a promessa de benefícios materiais, como peças de skate, mas no momento em que os adolescentes iam retirar os equipamentos, o homem condicionava a entrega à realização de atos sexuais. Além disso, há suspeita de que os crimes eram registrados também em arquivos eletrônicos, o que motivou o pedido de um mandado de busca e apreensão, cumprido nesta semana.

“Conseguimos delimitar a investigação a ponto de sustentar uma acusação. Oferecemos a denúncia por exploração sexual, são três vítimas com casos bem provados nos autos, para pedido de busca e apreensão de eventuais equipamentos, e a prisão do acusado foi revertida para medida cautelar de afastamento do cargo e qualquer tipo de contato com criança e adolescente nestas atividades até que se concluam as investigações”, afirmou a promotora. Para Tarcila, caso sejam constatados conteúdos pornográficos nos aparelhos eletrônicos apreendidos, há a configuração de um novo crime. “Eventualmente isso pode nos conduzir até a identificação de novas vítimas, até mais atuais, que possam fomentar um pedido de prisão”.

Tarcila lembra, ainda, que a promotoria está aberta a novas denúncias, e que as vítimas terão o acolhimento necessário. “Estamos esperando que outras vítimas se manifestem, e saibam que podem se sentir desde logo acolhidas e seguras com o sigilo que envolve os fatos”, garantiu. As denúncias podem ser feitas pelo telefone (41) 3223-6264, ou presencialmente, na Avenida Iguaçu, 750.

Defesa

O advogado Ygor Salmen, responsável pela defesa, afirmou que pretende recorrer da decisão que levou ao afastamento do presidente, e fez duras críticas à forma como a investigação está sendo conduzida. "Encaramos essa decisão judicial como precoce, inclusive temerária, pois como a própria promotora afirma, se tratam de fatos de 2013. Somente em 2018, cinco anos após o suposto ocorrido, foi feito algo. Esse lapso temporal jamais poderia resultar no afastamento, não houve fato novo, são fatos antigos, não existe prova concreta e tudo que foi apresentado são elementos frágeis, baseados em depoimentos, faltando muito com a verdade e realidade", disse. 

Salmen indicou ainda a segurança do galpão – local em que os crimes teriam acontecido – como um dos motivos para a investigação ser considerada precoce. "Um exemplo é que o próprio galpão posto como local dos crimes é de extrema vigilância, com câmeras de monitoramento, e sequer foram solicitadas as imagens desse local. Vamos recorrer dessa decisão, e fica uma crítica à investigação, que é precoce, precária e preguiçosa", concluiu.

Fonte: AN Notícias com Massa News