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Apucarana, 21 de Novembro de 2018

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01/11/2018 12h17

Dólar vai a R$ 3,72 e fecha outubro com maior queda em 28 meses Avanço de 0,87% da moeda norte-americana no pregão desta quinta-feira (31) não impediu perda de 7,79% da divisa nos últimos 31 dias

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O dólar terminou outubro com a maior queda porcentual ante o real desde junho de 2016, com o resultado da corrida presidencial brasileira levando a moeda a se afastar do pico do Plano Real, acima de R$ 4, para o patamar de R$ 3,70, com o qual deve continuar flertando por enquanto.

Nesta sexta-feira, a moeda trabalhou pressionada pela manhã, mas a alta perdeu força à tarde, embora tenha se sustentado até o fechamento sob influência do exterior.

No fechamento da sessão, o dólar avançou 0,87%, a R$ 3,7227 na venda, acumulando, em outubro, queda de 7,79%, a maior desde o recuo de 11,05% de junho de 2016.

Na mínima do dia, o dólar foi a R$ 3,6876 e, na máxima, a R$ 3,7456. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,6%.

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"Para o dólar cair mais daqui para a frente, é preciso algo mais concreto, notícias de medidas", comentou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo, para quem o término das eleições presidências voltou a aproximar o exterior do mercado local.

"Via de regra, o cenário externo se sobrepõe às questões locais e lá fora o viés é de valorização", emendou, ao acrescentar que além de monitorar fatores como a trajetória de alta do juro nos Estados Unidos, as novidades sobre o novo governo também seguirão no foco dos agentes no mês que tem início nesta quinta-feira.

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Os investidores estão no período de lua de mel com o governo eleito e, por enquanto, o que foi falado tem agradado, como a possibilidade de independência do Banco Central, intenção de votar a reforma da Previdência ainda este ano, redução do número de ministérios e uma superpasta chefiada pelo liberal Paulo Guedes englobando Planejamento, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Exterior

No cenário externo, além da trajetória de juros nos Estados Unidos, há cautela com os desdobramentos da guerra comercial, sobretudo com a China, já que paira sobre o país a possibilidade de novas tarifas pelos Estados Unidos se um acordo não for fechado, e com o crescimento global. Na Europa, a Itália e seu orçamento e o Brexit são os focos de tensão.

"O cenário global continua hostil, portanto a história brasileira depende apenas da agenda local e dos fluxos locais. Em outras palavras, os investidores globais não vão comprar o Brasil a menos que a situação [global] se acalme", comentou um diretor de Tesouraria de um banco estrangeiro.

Nesta quarta-feira de fechamento de mês, as bolsas norte-americanas subiram, se recuperando das vendas generalizadas recentes, e o dólar avançou ante as divisas de países emergentes, após a China divulgar dados mais fracos e os Estados Unidos, mais fortes — sobre o mercado de trabalho, reforçando as expectativas otimistas para o relatório do mercado de trabalho fora do setor agrícola na sexta-feira.

Fonte: AN Notícias com R7

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