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13/02/2011 13h14

"Minha Casa" já é maioria dos financiamentos da CaixaMinha Casa, Minha Vida respondeu por cerca de metade dos financiamentos da Caixa

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O programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida respondeu por cerca de metade dos financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal no Paraná no ano passado, e por quase dois terços do total financiado pela Caixa no país. O banco bateu recorde histórico de contratações no estado, com R$ 4,8 bilhões, alta de 55% sobre o ano anterior. Desse total, R$ 2,5 bilhões foram direcionados para o programa federal, que desde abril de 2009 concede subsídio para famílias que ganham até 4,6 mil. Foram 46 mil unidades contratadas pelo programa no estado, das quais 13,5 mil somente em Curitiba, onde o Minha Casa, Minha Vida atingiu R$ 958 milhões em financiamentos. No total, a capital contratou R$ 2,3 bilhões em negócios imobiliários.

Em todo o Brasil, os financiamentos da Caixa também superaram as expectativas e fecharam o ano com R$ 77,8 bilhões, alta de 57% sobre 2009. O Minha Casa, Minha Vida respondeu por 66% do valor, com R$ 51,31 bilhões (936,5 mil unidades).

O aumento do crédito disponível, a redução das taxas de juros nos últimos anos e o crescimento do emprego impulsionaram o setor, segundo Hermínio Basso, superintendente da Caixa Econômica no Paraná. Desde 2004, o volume de contratações do banco – principal agente financeiro do setor, com 67% de participação – cresceu mais de 1.000%. “Para esse ano, projetamos no mínimo repetir os volumes do ano passado”, afirma.

A segunda fase do programa de habitação popular, que prevê construir 2 milhões de habitações em quatro anos, deve contribuir para manter os financiamentos em alta. Ainda não está definida qual a meta que será destinada ao Paraná nessa nova etapa. Na primeira, o estado respondeu por cerca de 5% das moradias contratadas.

Suely Molinari, gerente regional do banco, afirma também que não há uma definição sobre como vão funcionar as regras para contratação das novas faixas de preços dos imóveis. O governo anunciou um reajuste no teto dos valores dos imóveis em algumas cidades, como em Curitiba, onde ele passou de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Por enquanto, a Caixa não está contratando no novo valor (leia mais nesta página). O teto de renda passa, nessa segunda etapa, de R$ 4,6 mil para R$ 4,9 mil.

Terrenos

Para ter sucesso, o governo, no entanto, terá de driblar as dificuldades que já apareceram na primeira fase, como a forte valorização dos preços dos terrenos, que tem inflacionado as cotações dos imóveis e empurrado os empreendimentos para os bairros mais afastados.

Em função da forte alta dos preços e para verificar a formação de bolhas, o governo pretende criar um índice de acompanhamento de preços de imóveis, em parceria com o IBGE e a Caixa. Inicialmente a pesquisa será feita em cinco capitais. “Esse será um instrumento importante para monitorar o mercado”, afirma Suely.

Calote

Segundo a Caixa, a inadimplência no crédito habitacional fechou o ano em 1,3%, a mais baixa da história, e não há sinais de que ela volte a subir significativamente – o pico foi em 2009, quando, sob efeito da crise internacional, ela chegou a 2,1%. Mesmo apesar da escalada da inflação, o emprego e a renda devem segurar o indicador.

O crédito habitacional foi o principal motor dos resultados financeiros de 2010 do banco, que fechou o ano com lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, alta de 25,5% ante o ano anterior. O saldo total, considerando todas as operações de crédito, atingiu R$ 175,8 bilhões, com crescimento de 41,3% em 12 meses.

Fonte: Gazeta do Povo

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