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Apucarana, 24 de Outubro de 2020

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27/06/2019 00h04

À espera de Ratinho, docentes da UEL adiam greve; UEM decide pararCategoria tem esperança de receber proposta do governo do Estado até a segunda-feira (1º)

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Os professores da UEL (Universidade Estadual de Londrina) decidiram adiar a greve que começaria na manhã desta quarta-feira (26), à espera de uma proposta de reposição salarial prometida por Ratinho Júnior (PSD) para a segunda-feira (1º). A aceitação da oferta do governador será votada em outra assembleia marcada para a próxima terça-feira (2). 

 

À revelia de alguns professores, a UEL não deflagrou a greve. A decisão da categoria foi votada em assembleia convocada pelo Sindiprol/Aduel (Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região), que contempla os professores da UEL, da Unespar (Universidade Estadual do Paraná) de Apucarana e da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) em seus campi de Cornélio Procópio, Bandeirantes e Jacarezinho, na manhã desta quarta, no Pinicão (Anfiteatro Cyro Grossi). “Para que o governo não afirme que há intransigência do sindicato e para fortalecermos reuniões com outros sindicatos trouxemos essa proposta de não deflagrar a greve nesta quarta”, disse o presidente da entidade, Ronaldo Gaspar.

 

Está agendada uma nova assembleia na próxima terça às 14h para informar e discutir a deflagração da greve, condicionada pela apresentação da proposta do governo. Na última segunda-feira (24), o governo se comprometeu a apresentar a proposta de reposição da data-base dos funcionários públicos em até cinco dias. Segundo Gaspar, essa foi a primeira vez que o governo se pronunciou oficialmente sobre a data-base. Até então, não havia aventado qualquer possibilidade de reposição salarial até a reunião com membros do FES (Fórum das Entidades Sindicais do Paraná) nesta semana. "Ainda não sabemos o índice, mas nossa indicação é de reposição de 17% ou no mínimo de 4,94% e uma abertura de negociações sobre o restante da nossa defasagem salarial", disse. 

 

UEM 

 

Na contramão, a UEM (Universidade Estadual de Maringá) está com as portas fechadas desde a manhã quarta-feira (26). O Sinteemar (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá) decidiu, em assembleia não esperar a proposta do governo e iniciar a greve imediatamente. O presidente do sindicato maringaense, José Maria Marques, explica que a partir de agora o comando de greve será formado para dar corpo ao movimento. "Quando candidato, o governador dizia que iria fazer uma proposta para os quatro anos. Ao assumir, esqueceu disso. Não admitimos, a UEM fecha as portas até o governo nos atender." 

 

ENTENDA A GREVE

 

Proposta pela FES (Fórum das Entidades Sindicais do Paraná), a greve é resultado das negativas de negociações do governo com os sindicatos. Segundo os sindicalistas, foi somente após a paralisação do dia 29 de abril deste ano que o movimento sindical conseguiu apresentar ao governo números da data-base. Foi estabelecida uma comissão para avaliar a reposição com representantes da Sefa (Secretaria da Fazenda) e a FES. Mas, segundo os sindicalistas, o governo protelou a possibilidade de uma proposta concreta dessa comissão e não apresentou os números completos da arrecadação e gastos. 

 

De acordo com Renato Lima Barbosa, vice-presidente do Sindiprol/Aduel e professor de direito do trabalho, o governo tem que abrir as contas e seguir os princípios de boa fé e transparência. "Sabemos que o governo tem condições [de pagar], mas faz outras opções de gastos."

 

Barbosa ressalta que está em tramitação na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) um projeto de lei de reajuste anual ao Ministério Público, Tribunal de Contas Estadual e à própria Alep. "Por que esses poderes podem ter reajuste e o quadro geral não?", questiona. Em Londrina na semana passada, o governador Ratinho Júnior (PSD) descartou a reposição de 4% alegando que isso acarretaria em um acréscimo de R$ 1 bilhão, indisponível em caixa. Para isso, seria necessário aumentar impostos. 

 

Para apresentar a nova proposta de índices de valor de pagamento da data-base na próxima segunda, o governo colocou a condição, em contrapartida, que o movimento grevista fosse suspenso. A assessoria da Casa Civil do Estado argumenta que a greve é o fim da negociação com o governo. 

 

Segundo a Casa Civil, o governo está avaliando o que os sindicatos apresentam como receita e o que o governo entende como receita para gasto com pessoal. Pelos servidores, era possível repor 4,94% em maio e 1% em outubro e dezembro. Já os números do Estado divergem. O governo argumenta que a conta dos servidores está relacionada à arrecadação sem despesas. "Pedimos tempo para avaliar os números e dar um parecer. Pela lei orçamentária, o gasto com pessoal pode crescer até o patamar de 4%. Isso já é um crescimento vegetativo, com prêmios e anuênios já ultrapassa 4%, se conceder reajuste extrapolará", explica a assessoria. 

 

A retomada da negociação está condicionada ao fim do movimento grevista. "Se essas manifestações e greves forem paralisadas, o governo retoma a negociação, se não, não vai negociar com os grevistas". Questionada sobre a descentralização da greve, já que a UEM deflagrou, mas a UEL, não, a Casa Civil acredita que a grosso modo "a greve não existe porque nenhum serviço público foi afetado", já que ao final do dia de ontem apenas 3,4% das 1.243 escolas paralisaram totalmente.  

 

Nesta quarta-feira, no período da manhã, a Secretaria de Educação registrou adesão total à paralisação em 1,2% das 2.143 escolas estaduais e adesão parcial à paralisação em 31% das 2.143 escolas do Paraná. No Núcleo Regional de Londrina, foi registrada paralisação parcial em 28,6% das 122 escolas do Núcleo e paralisação total em apenas umas escola. Já a APP Sindicato acredita em 80% das escolas com paralisação parcial e 30% da categoria parada no Estado. A App realiza um ato às 16h em frente a Sefa.

Fonte: AN Notícias com Folha de Londrina

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