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08/02/2017 11h16

Governo faz apelo para que professores não façam greve no ParanáO secretário disse que o cenário econômico não é bom e a arrecadação do Estado não está se comportando

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O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, a secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, e o procurador-geral do Estado, Paulo Rosso, receberam a direção do sindicato dos professores para uma reunião no Palácio Iguaçu, no final da tarde desta quarta-feira (08). Rossoni fez um apelo aos sindicalistas para que a categoria, que tem assembleia marcada para este sábado (11), não deflagre nova greve, pois mais de um milhão de estudantes da rede estadual serão prejudicados. O início das aulas está marcado para o próximo dia 15.

“O governo não tem como avançar nas negociações. Temos que ter responsabilidade fiscal e orçamentária e não vamos recuar nas medidas que estamos adotando. Tudo que estamos fazendo, em várias áreas, e não só na educação, é no sentido de preservar o pagamento do salário dos servidores públicos”, disse Rossoni.

O secretário disse que o cenário econômico não é bom e a arrecadação do Estado não está se comportando conforme a previsão orçamentária. Ele reforçou, contudo, que as portas continuam abertas, independente da decisão que será tomada pela categoria, para o diálogo com o magistério.

“Se fizerem ou não a greve, nós vamos continuar conversando. Mas greve não traz recurso novo e prejudica muita gente”, ressaltou Rossoni. “Vivemos um momento de crise que exige o sacrifício de todos. Se não seguirmos firmes e determinados podemos cair na irresponsabilidade fiscal”, completou.

Rossoni afirmou que os prefeitos paranaenses também estão preocupados com a possibilidade de greve em razão do gasto com o transporte escolar, que pode aumentar caso haja paralisação neste momento e o ano letivo seja alongado. “Por isso, o apelo é em nome dos paranaenses”, disse o chefe da Casa Civil.

A secretária Ana Seres reforçou que as medidas tomadas pelo governo em relação à distribuição de aulas e à hora-atividade têm amparo legal. Ela destaca que as duas greves de 2015 geraram prejuízo próximo aos R$ 100 milhões aos cofres públicos. “Mas a maior preocupação é com o pedagógico, com nossos estudantes”, disse.

Fonte: AN Notícias com AEN

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