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16/03/2017 12h26

Professores estaduais e municipais seguem em greve nesta quintaMais de 65% das escolas foram afetadas no 1° dia

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Mesmo com o fim do Dia Nacional de Mobilização contra as reformas trabalhista e da Previdência, os professores municipais e estaduais seguem em greve a partir desta quinta-feira (15). Em nível estadual, os professores protestam contra a resolução do governo Beto Richa que altera as distribuições de aula e reduz a hora-atividade. Já em Curitiba, a categoria pede a implantação total do novo Plano de Carreira. A discussão da database acontece tanto no Palácio Iguaçu, quanto no Palácio 29 de Março. Entre escolas municipais e estaduais, pelo menos 65% das instituições foram afetadas.

Nesta tarde, balanço da Secretaria Estadual da Educação (Seed) apontou que 63% das escolas do Paraná foram afetadas de alguma maneira pelo Dia Nacional de Mobilização. Ao todo, segundo a Seed, 58% das instituições tiveram funcionamento parcial, 5% não abriram as portas e 37% funcionaram normalmente. Pela manhã, a APP-Sindicato chegou a divulgar um balanço de 90% de escolas fechadas.

“Estamos em greve por tempo indeterminado até que o governo estadual nos apresente uma proposta decente. As negociações não estão avançando. Eles nos chamaram para conversar de última hora e não aceitamos. Queremos propostas concretas de avanço”, disse a secretária de Finanças da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes.

No início da semana, o secretário-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, disse que o Estado não tem como avançar na pauta corporativa. “Estamos fazendo todo o esforço para manter as finanças do Estado em equilíbrio, apesar da crise nacional, e pagar os salários em dia, o que os outros estados não estão conseguindo fazer. São onze milhões de paranaenses que pagam impostos para mantermos a máquina pública e temos que administrar da maneira mais responsável possível”, disse.

Nas municipais

Nas escolas municipais, segundo o Sindicato dos Servidores do Magistério (Sismmac) informou que a adesão chegou a 95%. Por sua vez, a Prefeitura de Curitiba disse que 68% das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) foram afetados, sendo 42% sem atendimento. Das 185 escolas municipais, 32 tiveram atendimento parcial e 111 amanheceram fechadas. Dos 206 CMEIs, 89 funcionaram e 73 tiveram atendimento parcial.

*Após a publicação da reportagem, a Prefeitura divulgou novo balanço: Das 185 escolas municipais, 101 não funcionaram e 39 tiveram atendimento parcial. Dos 206 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), 90 funcionaram e 88 tiveram atendimento parcial. 

“Vamos tentar que representantes da prefeitura nos recebam e nos mostrem avanços na database, que é dia 31 de março, além de outros itens como a contratação de profissionais. Estamos nesta luta contra as reformas e já decidimos que não voltamos ao trabalho nesta quinta”, disse Franciele Costa, da diretoria do Sismmac.

Segundo a Prefeitura de Curitiba, a postura de diálogo com os servidores do magistério municipal está mantida. Confira nota da administração municipal:

Desde o início desta gestão, a administração busca meios de honrar os compromissos assumidos pela gestão anterior com os servidores, como o pagamento da última parcela do Plano de Cargos, que deveria ter sido quitada em dezembro de 2016.

Só na área da Educação, a dívida herdada da gestão anterior é de R$ 140 milhões. O pagamento a fornecedores como os de limpeza, manutenção, alimentação escolar, transporte é indispensável ao andamento das atividades nas unidades escolares.

Para que os servidores tenham condições adequadas de trabalho, a Secretaria da Educação manteve o pagamento do regime integral de trabalho (RIT) em todas as situações em que há necessidade.

O RIT garante a dobra do salário dos servidores que têm sua carga horária estendida de 20 horas para 40 horas semanais.

Também está mantido o difícil provimento aos servidores. Os que recebem a gratificação recebem até 30% do salário inicial de carreira.

Para facilitar o trabalho dos professores regentes, os estudantes em inclusão considerados de alta ou altíssima prioridade têm agora atendimento individualizado.

Além disso, as unidades escolares estão recebendo nesta semana os recursos do fundo rotativo referente ao bimestre fevereiro-março. Serão transferidos para a conta das escolas cerca de R$ 2,7 milhões.

Já está em andamento o processo que levará ao chamamento de mais de 700 servidores entre profissionais do magistério (docência I, docência II e educação infantil) e inspetores.

Motoristas e cobradores de ônibus também seguem em greve nesta quinta-feira (16). Com decisão judicial, 40% da frota deve circular em horários normais e 50% da frota nos picos.

 

Fonte: AN Notícias com Banda B

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