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02/11/2014 10h14

Manifestações de junho de 2013 não tiveram impacto nas eleiçõesPadrão dos vencedores da campanha foi parecido com o de 2010

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Em junho de 2013, milhões de manifestantes saíram às ruas das grandes cidades do Brasil para protestar por melhorias nos serviços públicos e na qualidade de vida. A dimensão das manifestação teve um impacto negativo imediato na popularidade da classe política. A previsão era de que grandes mudanças ocorreriam durante o processo eleitoral. Pouco mais de um ano depois, os resultados das urnas mostram que as jornadas de junho tiveram um efeito muito pequeno, talvez nulo, nas eleições. Mais uma vez, PT e PSDB polarizaram a disputa presidencial. Governadores foram reeleitos ou elegeram sucessores na maioria dos estados, muitos no primeiro turno. Além disso, a taxa de renovação da Câmara Federal não se alterou significativamente em relação a eleições anteriores.

O primeiro indicativo de que pouca coisa mudou não está apenas na reeleição de Dilma Rousseff (PT) sobre Aécio Neves (PSDB), mas em como acabou o primeiro turno. Em 2010, PT e PSDB, juntos, fizeram 79,5% dos votos. Quatro anos depois, os dois fizeram 75,1% – ou seja, a polarização política na disputa presidencial, que ocorre desde 1994, se manteve inalterada.

Nas eleições para governador, a história se repetiu. A taxa de reeleição em 2014 foi ligeiramente menor do que a de 2010 e 2006 (61%, contra 65% e 71%, respectivamente) – longe de fugir do padrão. Além disso, a renovação foi maior em estados pequenos, distantes dos epicentros das manifestações. Nos grandes, a tendência foi de reeleição ou de eleição do candidato apoiado pelo atual governador. Nos dez maiores colégios eleitorais do país, em apenas três a oposição ganhou: Minas Gerais, Rio Grande do Sul (único estado que nunca reelegeu um governador) e Maranhão (mais em função do desgaste da família Sarney do que por qualquer outro motivo).

Na Câmara, o porcentual de renovação foi ligeiramente mais alto do que nas eleições passadas (44% contra 46%). Mas isso se deve mais ao número relativamente baixo de candidatos à reeleição (391, o menor desde 1990) do que ao desejo de mudança do eleitor. A taxa de sucesso dos deputados que tentaram a reeleição foi uma das mais altas da história: 69,8%, inferior apenas à de 2010, de 70,2%.

Discurso

Se nas urnas o eleitorado manteve o padrão de escolha das eleições anteriores, no discurso as jornadas colaboraram para pautar as campanhas dos principais candidatos. Aécio, por exemplo, focou sua comunicação no slogan da mudança – a começar pelo nome de sua coligação: Muda Brasil. No último debate, ele tentou se aproveitar da aversão manifestada nas jornadas de junho pelos partidos políticos dizendo que não era o “candidato de um partido, e sim de um sentimento de mudança”.

Dilma, por outro lado, mesmo sendo candidata à reeleição, teve na sua campanha o “muda mais” como palavra de ordem. Além disso, já no seu discurso de vitória, apontou para a necessidade de uma reforma política.

Fonte: AN Notícias com Gazeta do Povo

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