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28/10/2014 08h58

MPF do Paraná registra pelo menos 49 denúncias por discriminação nas redes sociaisA SaferNet, organização que acompanha crimes virtuais, já recebeu mais de 400 denúncias de todo País

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Em todos os estados do Nordeste, a presidenta Dilma Roussef do PT teve a preferência dos eleitores nestas eleições. Depois da definição do resultado na noite de domingo (26), manifestações preconceituosas contra a população da região invadiram as redes sociais. No Paraná, o Ministério Público Federal recebeu 49 denúncias entre domingo, dia da eleição, e segunda-feira sobre discriminação étnica-racial. A maioria, segundo o MPF, faz referência negativa a nordestinos. São comentários e postagens feitas no Facebook que devem ser apuradas pelos procuradores competentes em cada área correlata.

O MPF ressalta que essas 49 denúncias são relativas somente ao levantamento feito no site da instituição e que outras reclamações formais podem ter sido feitas. Nem todas as denúncias são procedentes. Elas dependem de apuração e investigação. Um balanço completo pode ser divulgado nos próximos dias.

Desde que foi confirmada a reeleição, a SaferNet, organização que acompanha crimes virtuais, já recebeu mais de 400 denúncias de todo País contra publicações feitas, principalmente, por usuários do twitter e do facebook. Quem afirma é o diretor-presidente da Safernet, Thiago Tavares. As páginas denunciadas na SaferNet com conteúdo preconceituoso contra os nordestinos já estão à disposição do Ministério Público e da Polícia Federal, que poderão abrir inquéritos. A pena para os responsáveis pelas publicações pode chegar a 5 anos de prisão.

OAB - A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) repudiou nesta segunda-feira (27) a onda de manifestações de discriminação contra nordestinos nas redes sociais após a confirmação da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Após a vitória, diversas mensagens preconceituosas e racistas proliferaram nas redes sociais. A OAB afirmou que "repudia veemente essas manifestações, contrárias ao conceito exposto na Carta Maior da construção de uma sociedade justa, solidária e fraterna". "O Brasil é uma nação plural, tolerante e respeitosa. Essas manifestações preconceituosas contra nordestinos advêm de uma minoria e merece ser repudiada pela sociedade brasileira", afirmou o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. A OAB também pede para que o cidadão que se sinta ofendido ou que testemunhe atos de preconceito denunciem ao Ministério Público Federal. DESEMPENHO Foram os eleitores dos nove Estados do Nordeste e Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, que garantiram a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) com o apertado placar de 51,6% dos votos válidos contra 48,4% do senador mineiro Aécio Neves (PSDB).

Entre os eleitores nordestinos, Dilma teve quase 72% dos votos válidos, um desempenho um pouco abaixo do conquistado por Lula em 2006, quando foi reeleito com 77% dos votos nordestinos. Tamanha liderança regional compensou o desempenho inferior de Dilma nas três regiões vencidas por Aécio: Sudeste, Sul e Centro-oeste. No segundo maior Estado em número de eleitores (10,7% do total), Dilma derrotou o mineiro Aécio por 52,4% a 47,6%. Embora em menor grau que o Nordeste, Minas também foi fundamental para o triunfo de Dilma. Em sua conta no Twitter, o humorista Hélio de la Peña criticou as ofensas aos nordestinos. "Não adianta chorar. Democracia é isso. Está na hora de a oposição aprender a fazer oposição. Tenho vergonha do que leio sobre os nordestinos. Nada falam de mineiros ou cariocas. Não é por aí".

Fonte: AN Notícias com Bem Paraná

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