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Apucarana, 12 de Novembro de 2018

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07/09/2018 01h32

Bolsonaro foi esfaqueado enquanto era carregado por apoiadores em Juiz de Fora (MG)Previsão é que permaneça na UTI por uma semana

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O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi esfaqueado na tarde desta quinta-feira (6) enquanto era carregado por apoiadores durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Ele fazia passeata na rua Halfeld, um calçadão no centro do município, quando sofreu o atentado.

O candidato foi levado à Santa Casa local e até o fechamento desta edição seu estado era considerado grave, porém, estável. Bolsonaro estava consciente e já respirava sem ajuda de aparelhos. A facada deve obrigar os demais candidatos a se submeterem a normas mais rígidas de segurança, o que pode ter impacto direto na campanha eleitoral.

O suspeito de ser o esfaqueador, que estava no meio de centenas de militantes do candidato, foi detido após o ataque e levado à delegacia da Polícia Federal da cidade. Ele foi identificado pela PF como o servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira, 40 (veja box). A Polícia Civil mineira informou haver ainda um segundo suspeito de ter agido contra o deputado, mas não forneceu detalhes. Afirmou apenas que o homem foi abordado e deverá ser interrogado. A Polícia Federal em Juiz de Fora (MG) instaurou inquérito para investigar o ataque.

Para a Polícia Militar, o ataque ao deputado foi premeditado. Os policiais estão atrás de telefones celulares, documentos ou qualquer outra pista que possa esclarecer se o autor do crime agiu sozinho ou se teve ajuda. O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), afirmou que Oliveira não "parecia um sujeito equilibrado". "Colocamos todo o aparato de segurança do Estado à disposição para elucidar o caso", disse.

Na hora do ataque, 15 agentes da PF estavam cuidando da segurança do candidato. Os protocolos do setor de Proteção a Dignitários da Polícia Federal, responsável pela segurança dos presidenciáveis, determinam que em casos como o do atentado a Bolsonaro faz-se uma reavaliação para estipular um novo "grau de risco". Na teoria, alguns delegados chamam este evento de "fato revolucionário", que muda o cenário de atuação da PF. Segundo eles, essa reavaliação está sendo feita para ser empregada nas próximas agendas dos candidatos.

ESTADO DE SAÚDE
Em coletiva realizada na noite desta quinta-feira, médicos da Santa Casa de Juiz de Fora afirmaram que, em princípio, Bolsonaro deverá ficar internado por pelo menos um período de uma semana a 10 dias, mas ressaltaram que se trata de uma estimativa.

Segundo publicou o portal UOL, participaram da coletiva os cirurgiões Cícero Rena, Luiz Henrique Borsato e Gláucio Souza e o presidente da Santa Casa, Renato Vilela Loures. De acordo com eles, Bolsonaro chegou ao hospital em "choque", em estado grave e com pressão muito baixa devido à perda de sangue. "Ele deu entrada no hospital com sinais de choque e hemorragia interna de caráter de urgência, volumosa, de uma veia do abdômen", explicaram.

Eles informaram que a faca causou uma lesão grave em uma veia abdominal, que leva sangue para o intestino e provocou a hemorragia, que foi controlada. O candidato foi submetido a uma colostomia, que é a ligação direta entre o intestino e a pele, para que as fezes cheguem direto a uma bolsa colada ao corpo. O objetivo é evitar que o intestino ferido sofra com infecções. Há ainda a chance de Bolsonaro ficar com uma ileostomia, ou seja, uma comunicação do intestino e o exterior através da barriga, mas a decisão ficou para o futuro.

O candidato deve permanecer na UTI por cerca de uma semana. Se tudo correr bem, em três ou quatro semanas ele poderá, em tese, voltar às atividades cotidianas. Ou seja, o candidato dificilmente participará de todas as atividades da campanha do primeiro turno.
Fonte: AN Notícias com Folha de Londrina

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