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Apucarana, 21 de Outubro de 2018

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03/10/2018 11h43

Condor e Havan pedem votos de funcionários para BolsonaroMPT alerta sobre proibição de coação

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou nota pública para alertar empresários e sociedade civil sobre a proibição de imposição, coação ou direcionamento político na escolha de empregados.

Ontem, uma carta assinada pelo presidente do Grupo Condor, Pedro Joanir Zonta, direcionada a seus colaboradores viralizou na internet. No documento, Zonta declara apoio a Jair Bolsonaro (PSL), faz críticas à esquerda e diz se comprometer em não cortar o 13º salário e férias de seus funcionários. Há algum tempo, Luciano Hang, dono das Lojas Havan, promove atos de campanha com seus colaboradores e lança ameaça de demissões caso Bolsonaro não vença as eleições.

Segundo o MPT, a prática fere o respeito e a proteção à intimidade e à liberdade do cidadão-trabalhador no processo eleitoral e pode caracterizar discriminação em razão de orientação política,  o que pode ser alvo de investigação e ação civil pública por parte do MPT. Esse tipo de ação é considerada uma coação psicológica, moral, econômica ou social do empregador em relação ao trabalhador, objetivando o direcionamento de votos de seus trabalhadores a determinado candidato ou partido político.

 

Leia na íntegra aqui.

“Se ficar comprovado que empresas estão, de alguma forma e ainda que não diretamente, sugestionando os trabalhadores a votar em determinado candidato ou mesmo condicionando a manutenção dos empregos ao voto em determinado candidato, essa empresa vai estar sujeita a uma ação civil pública, inclusive com repercussões no sentido de indenização pelo dano moral causado àquela coletividade”, explica o procurador-geral do trabalho, Ronaldo Curado Fleury.

As denúncias podem ser feitas no site do MPT.

Rede Condor

Procurada, a assessoria de imprensa da Rede Condor confirmou a autenticidade da carta assinada pelo presidente Pedro Joanir Zonta, mas diz desconhecer a forma como ela está sendo divulgada ou entregue para os mais de 12 mil colaboradores da empresa.
 

No texto, Zonta afirma estar preocupado com as eleições do próximo final de semana e declara seu voto em Bolsonaro porque ele “não tem medo de dizer o que pensa”, “protege os princípios da família, da moral e dos bons costumes”, “segue os valores cristãos”.

Abaixo, o texto segue com 11 razões para não votar na “Esquerda” entre elas o “fim da família”, “agravamento da crise econômica”, “transformação do Brasil em uma Venezuela”, entre outros.

Por fim, a carta termina com o comprometimento de que não haverá cortes no 13º salário e [no adicional de] férias de seus funcionários, uma referência a fala do candidato a vice-presidente na chapa com Bolsonaro, General Mourão, que afirmou que esses benefícios eram “uma mochila na costa do empresário [sic]”, e segue com pedido velado de voto em Bolsonaro.

“Acredito no Bolsonaro, votarei nele e peço que confiem em mim e nele para colocar o Brasil no rumo certo. Por tudo usso e muito mais, é Bolsonaro – 17”, finaliza a carta.

Havan

Antes apontada como propriedade de filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por boatos e robôs nas redes sociais, agora a rede de Lojas Havan também se manifesta, por meio de seu presidente, Luciano Hang, em apoio ao candidato Jair Bolsonaro.

Em vídeos na internet, Hang diz que fez pesquisas internas que apontam que 30% de seus 15 mil colaboradores votam em branco e nulo e segue com ameaças de demissões se seu candidato não for eleito.

“Depois, não adianta mais reclamar. […] Se você não for votar e lamentavelmente ganha a esquerda, e nós virarmos uma Venezuela, vou dizer para vocês que eu vou jogar a toalha. A Havan vai repensar o nosso planejamento e se eu não abrir mais lojas, você está preparado para sair da Havan? Você está preparado para ganhar a conta na Havan?”
 

Ontem, em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, Hang nega que tenha coagido os 15 mil funcionários da rede, uma vez que considera isso uma atitude antidemocrática.

“Jamais coagi […]. Você pode dizer em quem você acha que deve votar, mas nunca obrigar. Só tem duas opções agora: Bolsonaro ou PT. Eu vou rever o plano estratégico se a esquerda vencer e me preparar para deixar o país, como fizeram na Venezuela”, afirmou.

 

 

Fonte: AN Notícias com PR UOL

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