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Apucarana, 18 de Dezembro de 2018

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03/10/2018 11h24

França e Doria travam embate em São PauloDebate da Globo foi apimentado entre atual Governador e ex-prefeito de SP

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A cinco dias do primeiro turno das eleições de 2018, a disputa pelo governo de São Paulo teve nesta terça-feira 2, na TV Globo, seu último debate antes da votação. Participaram do encontro, mediado pelo jornalista César Tralli, sete candidatos: Márcio França (PSB), Paulo Skaf (MDB), João Doria (PSDB), Luiz Marinho (PT), Marcelo Candido (PDT), Professora Lisete (PSOL) e Rodrigo Tavares (PRTB).

Assim como nos quatro eventos anteriores, o foco dos postulantes ao Palácio dos Bandeirantes recaiu sobre as gestões do PSDB no estado, governado pelo partido desde 1995, e o tucano Doria, criticado por ter renunciado à Prefeitura de São Paulo um ano e quatro meses após tomar posse para concorrer em 2018.

O ex-prefeito e seu partido foram alvo, sobretudo, de dobradinhas feitas por Marinho e Candido. Em quatro ocasiões, o petista e o pedetista trocaram perguntas entre si a respeito dos governos do PSDB em São Paulo e os criticaram nas respostas, réplicas e tréplicas. Professora Lisete também atacava o tucano, referindo-se a ele sempre como “o candidato que abandonou a Prefeitura”.

O embate mais acalorado no encontro na TV Globo, contudo, se deu entre Márcio França e João Doria, que têm em comum a aliança com o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin. O bate-boca aconteceu no quarto bloco, quando o pessebista indagou o tucano sobre sua declaração de que, em um governo seu, a polícia vai “atirar para matar”.

Doria relativizou a afirmação, dada por ele em entrevista à Rádio Bandeirantes, e alegou que se referia a “situação extrema de enfrentamento”, em que os policiais tivessem a vida ameaçada. “Comigo é polícia na rua e bandidos na cadeia”, ressaltou o candidato do PSDB, em um dos bordões de sua campanha.

Diante da resposta do ex-prefeito paulistano, Márcio França disse que João Doria e suas propostas se baseiam somente em marketing. “Eu conheço você”, criticou o governador paulista, que se irritou com interrupções do tucano e rebateu: “Você não manda nas pessoas, não meça as pessoas por você”. “Tudo que você quer ou é do seu jeito ou ninguém pode falar”, continuou França. Ele lembrou ainda a propaganda da campanha de Doria que mostrava imagens suas obeso e afirmava que “parecem dois candidatos diferentes”.

João Doria alegou que o adversário é de esquerda, foi aliado do PT e o provocou, oferecendo-lhe Maracugina, um calmante. O bate boca continuou, com interrupções do governador à fala do ex-prefeito. “Estou respondendo a você e esclarecendo aos telespectadores que o Márcio França, do Partido Socialista Brasileiro, é um adepto da esquerda que defendeu o PT, defendeu o Lula e foi contra o impeachment da presidente Dilma”, ironizou o tucano.

Dobradinhas ‘Bolsodoria’

Acuado pelas críticas de Márcio França, Luiz Marinho, Marcelo Candido e Professora Lisete, o tucano procurou fazer dobradinhas com Rodrigo Tavares, candidato que representa a chapa Jair Bolsonaro-Hamilton Mourão na disputa paulista. Das quatro perguntas que João Doria fez a adversários no debate, três foram a Tavares, que escolheu o tucano para responder a outras duas questões.

A parceria entre Doria e o representante de Bolsonaro, sempre com perguntas amigáveis, acontece no momento em que aliados de Alckmin detectam em São Paulo o movimento “Bolsodoria”, isto é, eleitores dispostos a votar no deputado federal para presidente e no ex-prefeito para governador. O presidenciável tucano perde para o do PSL entre o eleitorado paulista, que o elegeu três vezes governador, enquanto João Doria lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes ao lado de Paulo Skaf.

A inflexão do discurso do ex-prefeito no sentido da “dureza” na segurança pública é vista como uma tentativa de aproximar seu perfil ao de Jair Bolsonaro e viabilizar sua candidatura, sobretudo entre os eleitores do interior paulista, onde o capitão reformado do Exército avançou.

Doria e Skaf, que, conforme indicam as pesquisas, devem disputar o segundo turno pelo governo de São Paulo, não tiveram embates. Os dois interagiram somente uma vez, quando o tucano questionou o emedebista sobre saneamento básico. Ambos concordaram em não privatizar a Sabesp, estatal paulista responsável pelo setor, e o emedebista criticou a gestão da empresa quanto a desperdício de água e falta de tratamento de esgoto.

Assim como João Doria, Paulo Skaf também buscou acionar Rodrigo Tavares. O presidente licenciado da Fiesp fez duas perguntas ao candidato do PRTB.

Fonte: AN Notícias com MSN Brasil