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Apucarana, 12 de Dezembro de 2018

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10/10/2018 04h49

Roger Waters em SP: roqueiro chegou para causar no país ao criticar BolsonaroEx-Pink Floyd deixou o megalomaníaco palco armado no Allianz Parque, tal qual um zagueiro ao final de um clássico do futebol brasileiro

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O show de Roger Waters na noite de ontem, em São Paulo, já entrou para a História roqueira tupiniquim — assim mesmo, com H maiúsculo. Esqueça Axl Rose, Madonna e Kurt Cobain. Nenhuma estrela do rock causou tanto sobre nossos palcos como o baixista, vocalista e principal letrista do Pink Floyd, uma das bandas mais importantes do gênero em todos os tempos.

Já passava da meia-noite quando o senhor de 75 anos deixou o megalomaníaco palco armado no Allianz Parque, tal qual um zagueiro ao final de um clássico do futebol brasileiro: suado, ofegante e com aquele sorriso de quem fez um pênalti bizarro numa partida das antigas, sem essa coisa monocromática de torcida única.

Waters instaurou o Fla x Flu ao escancarar uma das características mais marcantes de sua obra: a crítica contundente contra o autoritarismo. Na noite de ontem, Trump, Merkel, May, Putin, Berlusconi e Netanyahu foram alguns dos seus primeiros alvos. Mas o pavio de verdade foi aceso aos poucos, estrategicamente, durante o intervalo de 20 minutos que dividiu o espetáculo.

O racha começou com a inclusão do nome de Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL, em uma lista exibida no telão com nomes de neofascistas espalhados pelo mundo. Foi o que bastou para que os urros brotassem. “Mito!!!” de um lado. “Ele não!!!” do outro.

Quatro fileiras abaixo da minha cadeira, vi um homem de meia idade indo para cima de outro sujeito. Nem sei de que lado cada um deles estava. Ignorância no talo, com direito a intervenção policial. Tenso. Para um nerd do rock como eu, ficou fácil sacar que era só o começo. Afinal, Roger Waters sempre soube causar quando o assunto é autoritarismo. Para ele, a questão é pessoal.

Fonte: AN Notícias com IstoÉ

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