Carregando...

Alerta!

logo Vice de Bolsonaro, o general Mourão, critica índios, negros e mulheres chefes de família - Notícias - AN Notícias Vice de Bolsonaro, o general Mourão, critica índios, negros e mulheres chefes de família - Notícias - AN Notícias

Apucarana, 27 de Novembro de 2020

SAIBA MAIS

Dia Nacional do Combate ao Câncer - Dia da Infância - Dia de São Máximo e Dia do Técnico de Segurança no Trabalho -
23/09/2018 10h59

Vice de Bolsonaro, o general Mourão, critica índios, negros e mulheres chefes de famíliaGeneral Hamilton Mourão cria mais problemas do que soluções a Bolsonaro

Diminuir texto Diminuir texto Diminuir texto

Há um grave problema de hierarquia no comando da campanha de Jair Bolsonaro (PSL). Há um general que resiste a cumprir as ordens de seu capitão. Nas casernas, o general manda e o capitão obedece, mas na lógica da política é o capitão candidato à Presidência quem manda no general que escolheu para seu vice. Porém, desde que o capitão da reserva Bolsonaro levou uma facada e convalesce no hospital, seu vice, o general da reserva Hamilton Mourão, ensaia se rebelar e sair em voo próprio pelo front da batalha. E, nessa atabalhoada rebeldia, desfere com a língua golpes que, politicamente, vêm provocando aflições a Bolsonaro, quase equivalentes aos da recuperação da sua saúde.

A última pérola dita por Mourão agitou o comando da campanha do PSL. Em um debate promovido em São Paulo pelo Sindicato do Mercado Imobiliário (Secovi), ao tentar fazer a defesa da família tradicional, composta por pai, mãe e filhos, o general disse que famílias pobres onde os filhos “são criados pela mãe e pela avó” são “fábricas de desajustados” que acabam servindo ao narcotráfico. Mourão ignorou um triste dado da realidade brasileira. Atualmente, cerca de 11 milhões de lares são comandados por mulheres, pela ausência, por diversos fatores, da figura paterna. A declaração de Mourão provocou reação nas redes sociais e reforçou ainda mais a campanha das mulheres contra Bolsonaro.

Não foi a única vez em que Mourão desferiu golpes pesados com sua descontrolada língua. Ainda quando estava na ativa, ele manifestou-se a favor da hipótese de um golpe, cujos simpatizantes preferem agora chamar de “intervenção militar”. Numa palestra na Loja Maçônica Grande Oriente, em 2017, ele chegou a dizer que diante de uma situação em que os fatos são vistos com “temor e tristeza”, tal possibilidade seria possível. “A gente diz: ‘Por que não vamos derrubar esse troço todo?” Na época, o então ministro da Defesa, Raul Jungmann, chegou a cogitar uma punição. Desistiu diante do fato de que Mourão estava próximo a ir para a reserva.

Mais recentemente, já como vice de Bolsonaro, ele voltou a falar na hipótese de “autogolpe”, caso o governo verificasse a existência de uma situação de total “anarquia”. Sugeriu também a redação de uma nova Constituição por um grupo de “notáveis”, sem a eleição de uma Assembleia Constituinte. De seu leito, Bolsonaro preocupa-se com a desenvoltura de seu vice. Logo depois da facada, sem consultar ninguém da campanha, Mourão ameaçou ir à Justiça requerer a possibilidade de participar dos debates e entrevistas diante da impossibilidade de ida do candidato. A atitude do general irritou Bolsonaro, que decidiu colocar o deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS) para monitorar seus passos. Com um vice desses, ele não precisa de inimigos.

Fonte: AN Notícias com IstoÉ