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Apucarana, 20 de Outubro de 2020

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11/12/2019 09h00

Médicos são presos por reaproveitamento de material cirúrgicoOrdens judiciais foram cumpridas no interior do Paraná: nas cidades de Campo Mourão, Ivaiporã e Francisco Beltrão

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Oito médicos urologistas são alvos de mandados de prisão temporária, nesta quarta-feira (11), em cidades do Paraná e Goiás. Eles são suspeitos de utilizar materiais cirúrgicos irregulares nos procedimentos. Cateteres e outro equipamentos, que deveriam ser descartados após uso único, eram utilizados em até 15 cirurgias.

Além dos oito mandados de prisão, a Polícia Civil cumpre 12 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais estão sendo cumpridas no interior do Paraná: nas cidades de Campo Mourão, Ivaiporã e Francisco Beltrão; e o estado de Goiás: em Goiânia e Rio Verde.

Além dos médicos, também são investigadas uma instrumentadora cirúrgica e a secretária de um dos profissionais. As investigações constataram que ambas tinham conhecimento da ilicitude dos procedimentos.

Os alvos da ação devem ser indiciados por associação criminosa, falsidade ideológica de documento particular e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

OPERAÇÃO AUTOCLAVE IDENTIFICA MÉDICOS

A ação desta quarta-feira é um desdobramento da Operação “Autoclave”, deflagrada no mês de setembro deste ano, no interior do Paraná. Na ocasião, a polícia desmantelou um grupo criminoso envolvido com a adulteração, através de esterilização ilícita, de materiais descartáveis já utilizados por médicos em cirurgias urológicas. A operação resultou na apreensão de um vasto material reprocessado.

Em continuidade às investigações, a polícia constatou que esses equipamentos cirúrgicos eram vendidos a médicos urologistas do Paraná e Goiás, com claro conhecimento de sua procedência irregular. Os materiais reaproveitados eram utilizados em cirurgias de pacientes particulares, resultando num lucro muito maior aos cirurgiões.

Conforme apurado, materiais que possuem um custo de R$ 1,2 mil eram adquiridos pelos profissionais da saúde por R$ 250 a R$ 300 e reutilizados muitas vezes. A polícia ressalta que todos os equipamentos eram completamente descartáveis e nenhum órgão responsável pela área autoriza esterilização e reuso dos mesmos.

Fonte: AN Notícias com PR UOL

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