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Apucarana, 23 de Setembro de 2018

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13/09/2018 11h56

Delator diz que levou sacola com R$ 220 mil ao apartamento de Beto RichaTony Garcia, amigo do ex-governador, teve acordo de delação homologado pela Justiça a partir de gravações e mensagens de texto

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O empresário Antonio Celso Garcia, o Tony Garcia, afirmou em delação homologada pela Justiça que levou pessoalmente uma sacola com R$ 220 mil ao apartamento do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB).

Beto e a mulher, Fernanda Richa, foram presos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na terça-feira (11) sob suspeita de corrupção, fraude a licitação e lavagem de dinheiro. Ambos negam participação nos crimes.

O dinheiro, relatou Tony, era propina em troca de favorecimento a empresas em licitações do Patrulha do Campo, um programa do governo estadual para manutenção das estradas rurais.

“(...) fui com a sacola na casa do Beto. Daí joguei no pé dele: 'Tó'. 'O que é isso?'. 'É dinheiro'. 'Mas tá louco, você vai trazer esse dinheiro aqui em casa? A Fernanda tá aí'", disse o delator na delação.

Ainda conforme o depoimento do delator, Beto pediu que ele levasse o dinheiro para a casa do irmão do ex-governador, Pepe Richa, o que foi feito.

Tony Garcia é ex-deputado estadual e amigo de Beto Richa. O acordo de colaboração com o Ministério Público Estadual foi assinado em junho deste ano, com a apresentação de gravações e mensagens de texto.

Em troca da delação, Tony ganhou o benefício de não ser denunciado à Justiça pelo que contou.

Participação de Fernanda

Fernanda Richa, mulher de Beto, participava da lavagem de dinheiro desviado no esquema, de acordo com o Ministério Público.

Os promotores afirmam que a lavagem de dinheiro era feita por meio da compra e venda de imóveis. Fernanda Richa é sócia de diversas empresas do ramo imobiliário que teriam sido usadas para o crime, ainda conforme a investigação.
 

O delator Tony Garcia relatou a compra de um terreno com preço abaixo do comum, em prática que pode ser usada para disfarçar a entrada de dinheiro ilícito.

Tony disse que foi procurado pelo ex-governador para conseguir um valor menor em um lote de um condomínio de que a família do delator era sócia, mas quem apareceu para fechar a compra foi Dirceu Pupo Ferreira, representante de Fernanda, também preso na operação do Gaeco.

O lote, de R$ 1.950.000, foi vendido por R$ 1.700.000, afirmou o delator, sendo que foram dados dois terrenos em nome da família Richa. O lote foi revendido, posteriormente, por R$ 3.200.000, de acordo com Tony Garcia.

Compartilhamento de informações

Nesta quarta-feira (12), os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) Diogo Castor de Mattos e Carlos Fernando dos Santos Lima, que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato, reuniram-se no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, a reunião foi para “afinar a condição das investigações". "Os objetos, embora um pouco distintos, acabam fluindo pra mesma situação”, afirmou.

Segundo ele, há compartilhamento de informações e provas por causa de pontos comuns entre as investigações estadual e federal. Nelson Leal, ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR), que é delator na Lava Jato, por exemplo, foi ouvido pelo Gaeco na Operação Rádio Patrulha.

Investigação

A investigação do Gaeco é sobre o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais, batizada de "Rádio Patrulha".

De acordo com o MP-PR, apura-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

Outras 13 pessoas, além de Beto e Fernanda, foram alvos da operação.

O que dizem os citados

Beto Richa

Beto Richa afirmou, por meio da assessoria do PSDB, que está sofrendo muito e que enfrenta com serenidade e confiança qualquer acusação. Veja a nota na íntegra:

Enfrento com serenidade e confiança qualquer acusação, mas devo dizer que eu e minha família estamos sofrendo muito com o julgamento antecipado que nos está sendo imposto. Sou um homem público há mais de duas décadas, com a mesma honradez. Tenho a consciência em paz e sei que, no devido tempo, a verdade sempre se impõe.

Garanto a você, que me conhece e para quem exerço com responsabilidade a vocação que Deus me deu: nada devo e sigo confiando na justiça."

Fernanda Richa

O advogado de Fernanda Richa disse que ela é inocente e que confia na Justiça. A defesa disse ainda que Fernanda sempre esteve à disposição para contribuir com eficiência nas investigações a que foi chamada a responder e que a prisão é excessiva, inadequada e desnecessária.

Pepe Richa

A defesa de Pepe Richa informou que só vai se manifestar nos autos.

Dirceu Pupo Ferreira

O advogado Gustavo Alberine Pereira, que defende Dirceu Pupo, disse que considera a prisão absolutamente ilegal e desnecessária. "Vamos tomar as medidas legais e esperamos que a liberdade dele seja prontamente restituída", informou.

 

 

Fonte: AN Notícias com G1

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