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Apucarana, 23 de Setembro de 2018

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14/09/2018 01h02

Gaeco deve pedir para Beto Richa e outros investigados ficarem mais tempo presos Richa não abre a boca em audiência com autoridades nesta sexta-feira

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Depois de ouvir o primeiro depoimento desta sexta-feira (14 de setembro), prestado por Edson Casagrande, ex-secretário estadual e empresário, o coordenador estadual do  Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonir Batisti, revelou à imprensa que deve pedir ainda hoje à noite, no mais tardar amanhã, a prorrogação ou conversão das prisões (de temporária para preventiva) dos investigados na Operação Rádio Patrulha. Richa não se manifestou em depoimento nsta sexta-feira (14) para as autoridades e ficou calado.

Entre os presos e investigados na operação estão o ex-governador Beto Richa e sua esposa e ex-secretária estadual Fernanda Richa, que desde a última terça-feira (11 de setembro) estão detidos no Regimento de Polícia Montada, no Tarumã. Na tarde de hoje, os dois irão prestar depoimento ao Gaeco - estão na sede da entidade desde às 8h30 da manhã, inclusive.

Outro que foi preso no âmbito da operação é Pepe Richa, irmão do ex-governador, e o empresário Joel Malucelli, sogro de João Arruda e primo do candidato a vice-governador de Cida Borghetti, Coronel Malucelli, entregar-se às autoridades. Este último estava foragido, mas hoje se entregou às autoridades após retornar de viagem à Itália.

"Temos provas patentes e a pessoa admitir pouco interfere"

Na conversa com os jornalista, Batisti ainda revelou que a admissão ou não dos crimes pouco irá interferir no processo e nas investigações em andamento. Segundo ele, o Gaeco conta com "provas patentes" e está recengo "novas informações a cada momento.

“Algumas pessoas silenciaram, não quiseram declarar nada, especificamente, o ex-secretário Pepe Richa. Outras pessoas admitiram algumas coisas, que a rigor não é possível negar e acrescentaram algumas informações", disse o coordenador estadual do Gaeco. Há pouco, ao que tudo indica, foi vez do ex-governador usar o direito de não se manifestar.

Questionado ainda sobre o fato de o ex-governador e a ex-primeira dama ficarem presos em celas próximas, explicou que não deve atrapalhar, embora não seja a situação ideal.

“Eles não precisam dizer nada (Beto e Fernanda), podem combinar, dizer a mesma versão, isso não os afeta, ou seja, não os prejudica, e, portanto, essa situação (de ficarem próximos no Batalhao da PM) para nós é neutra. Isso é bom? Obviamente que não é bom de todo. Juridicamente vai refletir na hipótese de que a pessoa não precisava declarar nada, ou que seja combinado ou mentira, é um direito.”

Novas prisões em avaliação

Sobre a possibilidade de serem feitas novas prisões, Batisti explicou que a situação ainda está sendo avaliada diante do material e das novas provas que estão surgindo.

Segundo ele, o delator TOny Garcia, amigo de infãncia de Beto Richa e figura central para a deflagração da operação, teria procurado espontaneamente o Gaeco acompanhado de advogado em maio deste ano. “Ele (Tony) já tinha uma situação de colaboração na Justiça Federal e estava com alguma pendência. Então ele pretendia que isso tudo fosse resolvido.”

Fonte: AN Notícias com Bem PR

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