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Apucarana, 14 de Dezembro de 2018

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27/02/2018 05h11

Justiça prorroga prisão de investigados por esquema de corrupção nas estradas do ParanáA Operação Integração apontou que a Econorte, gerida pelo Grupo Triunfo, teria pago propina a agentes do DER-PR e da Casa Civil do governo do Paraná

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A Justiça prorrogou nesta segunda-feira (26), por mais cinco dias, as prisões de seis investigados na 48ª fase da Lava Jato – a chamada Operação Integração, que investiga corrupção em concessões de rodovias no Paraná. Eles foram detidos na última quinta-feira (22).

Estão presos Nelson Leal Júnior, diretor afastado do DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná), Oscar Gayer, agente aposentado do DER-PR, e quatro diretores de empresas investigadas: Wellington Volpato, (Ecosul) Hélio Ogama (Econorte), Leonardo Guerra (Rio Tibagi) e Sandro Lima (Triunfo Participações).

Na decisão, assinada pela juíza federal substituta Gabriela Hardt, consta o pedido do Ministério Público Federal (MPF) que “manifestou-se pela decretação da prisão preventiva” dos investigados (que não tem prazo de soltura) ou a prorrogação da prisão temporária, que foi a opção da Justiça.

Segundo a decisão, qualquer conclusão é “prematura” nesta fase da investigação, porém, “como apontado pelo MPF, há várias inconsistências nas versões apresentadas pelos investigados”.

“As medidas cautelares cumpridas apontaram ainda a existência de novos indícios, em especial documentos apreendidos, que aparentemente corroboram, ainda que parcialmente, as alegações já formuladas no pedido inicial pelo MPF”.

A juíza também ressalta que é preciso mais tempo para a análise dos materiais colhidos pelas autoridades. “Nesse contexto, entendo que o pedido subsidiário do MPF de prorrogação da prisão temporária de Nelson Leal Junior, Oscar Alberto Gayer da Silva, Wellington de Melo Volpato, Helio Ogama, Leonardo Guerra e Sandro Antônio de Lima, é justificável”.

“A medida concederá mais tempo à autoridade policial e ao MPF para melhor exame dos documentos já apreendidos”. A juíza afirma, ainda, que a liberdade dos investigados poderia colocar em risco a efetividade de novas diligências.

A Operação Integração apontou que a Econorte, gerida pelo Grupo Triunfo, teria pago propina a agentes do DER-PR e da Casa Civil do governo do Paraná em troca de favorecimentos. O esquema criminoso teria permitido, inclusive, o aumento das tarifas de pedágio no estado. Até o momento os investigados têm negado os crimes.

Fonte: AN Notícias com PR UOL