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Apucarana, 25 de Maio de 2018

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08/05/2018 12h51

Lava Jato aponta propina de R$ 200 milhões a políticos do PMDB e PTForam presos na operação de hoje os ex-funcionários da Petrobras

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A 51ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Déjà Vu, deflagrada na manhã desta terça-feira (8), investiga o pagamento de propina de aproximadamente R$ 200 milhões devido a contratos fraudulentos entre a Petrobras e a construtora Noberto Odebrecht, de mais de US$ 825 milhões, firmados em 2010.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as provas apontam que o contrato foi direcionado à empreiteira por funcionários da estatal devido a promessa do pagamento de propina. Teriam recebido vantagens indevidas três funcionários da estatal e agentes que se apresentavam como intermediários de políticos vinculados ao então PMDB.

“No contrato foram identificados pagamentos para dois partidos. O MDB, que na época era PMDB e o Partido dos Trabalhadores (PT). Os intermediários dos pagamento de propina aos políticos, foram João Augusto Resende e Ângelo Lauria”, afirmou o procurador da República, Roberson Henrique Pozzobon

Ainda segundo o MPF, os valores foram pagos por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Além do pagamento em espécie, os procuradores identificaram a utilização contas em nome de empresas offshores com sede em paraísos fiscais.

Foram presos na operação de hoje os ex-funcionários da Petrobras Rodrigo Zambrotti Pinaud, Aluísio Teles Ferreira Filho e Ulisses Sobral Calile. “Foram encontrados milhões e milhões de dólares em contas de empresas offshores controladas por eles na Suíça”, disse Pozzobon.

Mario Ildeu de Miranda é alvo de prisão preventiva. Ele ex-executivo da Petrobras, acusado de ser o operador financeiro do esquema. “Foi uma cascata de pagamentos de propinas, passando de conta em conta, de modo que ela foi perfeitamente distribuída em camadas de forma a dificultar seu rastreamento e a investigação por parte do Estado”

O objeto do contrato era a prestação de serviços de reabilitação, construção e montagem, diagnóstico e remediação ambiental, elaboração de estudo, diagnóstico e levantamentos nas áreas de segurança, meio ambiente e saúde (SMS) para a estatal, em nove países, além do Brasil.

Divisão da propina 

Para os ex-funcionários da Petrobras, há provas de repasses de cerca de US$ 25 milhões. Esses valores foram transferidos em bancos estrangeiros de modo escalonado, em diferentes contas no exterior, objetivando dificultar o rastreamento de sua origem e natureza ilícitas.

Os elementos de prova colhidos indicam ainda que cerca de US$ 31 milhões foram destinados a agentes que se apresentavam como intermediários de políticos vinculados ao então PMDB. O pagamento neste núcleo se deu por meio da utilização de contas mantidas por operadores financeiros no exterior, que se encarregavam de disponibilizar o valor equivalente em moeda nacional, em espécie e no Brasil, ao encarregado pelo recebimento e distribuição do dinheiro aos agentes políticos.

Conforme destacado pelo procurador da República Roberson Pozzobon, “essa 51ª fase da Operação Lava Jato revela um caso em que, infelizmente, houve o ciclo completo da corrupção. Mediante a promessa e o efetivo pagamento de mais de R$ 200 milhões de propina em favor de diversos agentes públicos, operadores financeiros e representantes de partidos políticos, a construtora Odebrecht foi ilicitamente beneficiada antes e durante a execução de um contrato de mais de R$ 3 bilhões com a Petrobras”.

O procurador da República Júlio Noronha, integrante da força-tarefa Lava Jato em Curitiba, afirma que “o caso demonstra que o acordo de leniência e os acordos de colaboração potencializam as investigações. Com o acordo, um dos participantes do acerto criminoso revela o motivo do pagamento de propina. A hipótese investigativa é, então, confirmada por provas fornecidas pelo colaborador e pelas obtidas por outros meios, como a cooperação internacional. A investigação fica mais célere, completa e robusta”.

Mandados cumpridos: 17 mandados de busca e apreensão 3 de prisão preventiva 1 de prisão temporária

Ainda há um mandado de prisão em aberto, o investigado está no exterior. Os presos são encaminhados para a sede da Polícia Federal em Curitiba.

Fonte: AN Notícias com PR UOL