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Apucarana, 17 de Setembro de 2019

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20/08/2019 03h22

Lula completa 500 dias preso na Polícia Federal em CuritibaHoje fazem 500 dias que está preso na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense

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Lula não é apenas um político carismático, mas também um cidadão com visão de futuro, que sabe exatamente a profundidade do pântano em que pisa. Quando teve início ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e as denúncias de corrupção, ele reuniu a liderança política e deixou escapar: “temos que tomar cuidado com essa república de Curitiba”. O ex-presidente acabou sendo hóspede desse fria cidade e hoje fazem 500 dias que está preso na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense.

Em sua longa travessia, da roça sertaneja de Garanhuns, no interior de Pernambuco, de onde saiu com sete anos de idade, provavelmente em um pau-de-arara, até São Paulo e ao Palácio do Planalto, foi uma história de vida que o transformou em um dos líderes políticos mais admirados do Brasil e grande parte do mundo. Hoje, passa seu pior momento, mas ainda tem uma legião de admiradores que lhe dão bom dia e boa noite em frente a Polícia Federal.

Lula viu seu mundo desmoronar quando percebeu que havia fechado um cerco em sua volta constituído por políticos, juristas e a própria mídia. Essa força, ainda incipiente e que mais tarde veio a se chamar de Lava Jato, tinha a clara intenção de destituí-lo do poder e jogá-lo no ostracismo da política.

Neste período, o maior líder político do Brasil lutou com um câncer, perdeu a esposa e continua na luta pela liberdade e pelo seu retorno na política. Lula é alvo de uma guerra que provavelmente não terá fim, tanto são as investidas contra seu patrimônio político.

Mas não dobra os joelhos e vem suportando a esses bombardeiros com seu pequeno exército de admiradores. Sua situação jurídica não vai terminar agora, pois a cada dia abrem-se novas janelas de denúncias e envolvimento de corrupção e formação de quadrilha. Sua defesa tem se virado nos trinta para destruir tais denúncias que a cada vez mais se aprofundam.

Denúncias do delator

As recentes delações do seu ex-ministro, Antonio Palocci, foi mais uma apunhalada nas costas do ex-presidente. Segundo disse a procuradores da Lava Jato, foram 16 empresas em transações supostamente criminosas que chegam a mais de R$ 330 milhões de reais, sendo boa parte pagamento de propinas ao PT e a parlamentares de outros partidos. Como Lula foi e continua sendo a maior liderança do PT, essa conta cai em seu colo.

Durante esses 500 dias em que está preso em Curitiba, a defesa de Lula vem tentando provar que se trata de prisão política ou até mesmo uma punição ao maior líder político do país. A defesa, como a militância, apenas querem provas sobre as denúncias, tanto em relação ao apartamento do Guarujá e do sítio de Atibaia. Só isso.

O grande aliado da defesa de Lula surgiu há pouco mais de 50 dias: o site americano Intercept que, através de mensagens captadas por rackers dos telefones celulares do ministro da Justiça Sergio Moro e do procurador da República e coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, vem denunciando manobras para prender e manter Lula preso. Embora os acusados neguem, há um longo caminho na Justiça a ser percorrido.

A gelada República de Curitiba

Nestes 500 dias em que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não permaneceu sozinho um dia sequer. Uma legião de admiradores, inconformados com sua detenção, fazem vigília dia e noite no entorno da sede da Polícia Federal, no bairro do Santa Cândida, na capital paranaense.

Bom dia Lula…Boa noite Lula. Essa é a rotina do grupo de militantes do PT que se revesa na gelada Curitiba. Ali montaram barracas, mini restaurante, salas de discussão política e encontros com entidades de defesa dos Direitos Humanos. É uma pequena comunidade que pretende ficar instalada até a saída do ex-presidente.

É na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em um pequeno quarto, com uma televisão e uma mesa com alguns livros, que Lula tem passado todos esses dias. Frequentemente recebe líderes políticos, religiosos, artistas e seus advogados, para um bate-papo sobre sua situação jurídica e política e sobre o país. Tudo aos olhos, distante, dos militantes da vigília.

Fonte: AN Notícias com PR UOL

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