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Apucarana, 17 de Outubro de 2018

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07/05/2018 09h33

Lula completa um mês de prisão em CuritibaLula foi condenado no caso do triplex do Guarujá (SP)

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Há um mês, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegava à capital paranaense para dar início ao cumprimento da pena de 12 anos e um mês à qual foi condenado na Operação Lava Jato. O dia 7 de abril foi marcado por expectativa e tumulto, dando início a um mês de mobilização – e desentendimentos – em Curitiba.

Lula foi condenado no caso do triplex do Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato. Acusado de receber propina da construtora OAS por meio do imóvel, ele havia sido sentenciado, inicialmente, a nove anos e seis meses, pelo juiz federal Sérgio Moro, em primeira instância. Ao recorrer, teve sua pena confirmada e aumentada pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, para 12 anos e um mês.

Em abril, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável ao cumprimento da pena após a condenação em segunda instância, Lula teve sua prisão decretada por Moro no dia 5. Ele deveria se entregar até as 17h do dia seguinte, uma sexta-feira. Porém, optou por permanecer no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde foi cercado por apoiadores.

 

No sábado, dia 7 de abril, Lula participou de uma missa em homenagem à sua mulher, Marisa Letícia, pela manhã. Em discurso, confirmou que se entregaria à PF.

 

“Vou atender ao mandado deles. Quero transferir a responsabilidade a eles”, disse, e completou: “Todos vocês vão virar Lula e vão andar por esse país fazendo o que têm que fazer”.

O ex-presidente, porém, se entregaria apenas cerca de 7 horas depois, às 19h, após uma tentativa frustrada de deixar o prédio por volta de 17h. Sob custódia da PF, Lula foi levado à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde manifestantes o esperavam. Houve confronto em sua chegada, entre policiais e manifestantes contra e a favor do ex-presidente. Oito pessoas ficaram feridas.

Já no dia seguinte, apoiadores do ex-presidente anunciaram o início de uma mobilização que terminaria apenas com a liberdade de Lula. Teve início a vigília e o acampamento Lula Livre, que permanecem até hoje.

Em vídeo, gravado em São Bernardo do Campo antes da prisão, Lula explicou a decisão de cumprir o mandado. “Não tenho medo das denúncias contra mim porque sou inocente e não sei se meus acusadores são inocentes”.

Prisão em tempo recorde

22 minutos: foi este o tempo decorrido entre o recebimento, pela 13ª Vara Federal de Curitiba, do ofício do TRF4 autorizando a execução da pena e a decisão de Moro. Segundo o sistema de acompanhamento processual da Justiça Federal do Paraná, o ofício chegou às 17h31 do dia 5. Às 17h53 foi decretada a prisão.

A celeridade foi criticada, na época, por apoiadores do ex-presidente. O juiz federal respondeu às críticas durante entrevista, no dia 6 de abril, a uma emissora de TV chinesa, a CGTN America, pertencente à China Global Television Network.

Segundo o juiz, não havia razão para adiar o cumprimento da sentença. “Ele [Lula] foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção. É preciso executar a sentença. Simples assim. Não vejo qualquer razão específica para adiar mais”, disse o magistrado.

A vida na cela

Lula foi colocado em uma cela especialmente preparada para ele – um espaço de 15 metros quadrados no último andar do prédio, com cama de solteiro, mesa, banheiro e uma televisão, autorizada dias depois da prisão, para que o ex-presidente pudesse assistir ao jogo do Corinthians. Todos os dias, ele tem direito a duas horas de banho de sol.

As primeiras informações sobre o ex-presidente vieram de seu advogado, Cristiano Zanin, a única pessoa a vê-lo nos primeiros dias. Em entrevista, no dia 9 de abril, ele afirmou que o ex-presidente estava bem, sereno e que lia para passar o tempo. “Ele está bem, sereno, mas continua indignado por estar preso sem ter cometido qualquer crime. Nós seguiremos com todas as medidas jurídicas cabíveis para que essa prisão seja revogada”, disse Zanin.

Na primeira semana, foi definido que Lula não receberia visitas nas quartas-feiras, como os demais presos, mas, sim, às quintas-feiras, para preservar os familiares. A primeira visita da família aconteceu no dia 12 e, desde então, os filhos de Lula têm estado toda semana na capital.

As informações recorrentes são as de que Lula segue bem. Segundo sua filha, Lurian, que falou com a imprensa no dia 28 de abril, que o ex-presidente seguia bem. “Encontramos, mais uma vez, um Lula sorridente, despojado, lúcido, com a mesma aparência física que entrou lá. Disse que está no aguardo dos encaminhamentos, que acredita que a verdade vencerá, mas não tem ilusões. Aguarda que tudo virá no tempo certo”, informou Lurian.

Desde que foi preso, o ex-presidente tem se comunicado por cartas com seus apoiadores. Na primeira carta, lida pela senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, no acampamento, Lula reafirmava sua inocência e dizia ainda acreditar na Justiça. Aos manifestantes, o presidente falou “Eu ouvi o que vocês cantaram. Estou muito agradecido pela resistência e presença de vocês neste ato de solidariedade”.

 

Fonte: AN Notícias com PR UOL

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