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Apucarana, 24 de Junho de 2018

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26/02/2018 01h12

Nove anos após tragédia, Carli Filho vai a julgamento nesta terça-feira (27)Justiça teve que distribuir senhas para os interessados assistir o julgamento

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O Tribunal do Júri de Curitiba vai receber nesta terça-feira (27), a partir das 13h, um dos julgamentos mais esperados nos últimos anos: sete jurados vão decidir se o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, de 35 anos, assumiu ou não o risco de matar os jovens Gilmar Yared e Carlos Murilo de Almeida em uma colisão no trânsito na madrugada de 7 de maio de 2009.

Eleito deputado estadual aos 23 anos em 2006, sob o nome do pai – o ex-deputado federal Fernando Ribas Carli -, Carli Filho deixou a política logo após a tragédia. Hoje, vive recluso em Guarapuava, na região central do Paraná, reduto político da família.

Logo após o acidente – que matou os dois jovens na hora e deixou Carli Filho hospitalizado por um mês – as circunstâncias começaram a pesar contra o ex-deputado: ele estava com a carteira de motorista suspensa, com 130 pontos e 30 multas, das quais 23 por excesso de velocidade.

Havia consumido, com amigos, quatro garrafas de vinho antes de dirigir e trafegava, no momento do acidente, a uma velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, segundo a perícia, tanto que o seu carro, um Passat preto, decolou na pista antes de cair em cima do veículo em que as vítimas estavam.
 

Desde então, somente duas manifestações de Carli Filho vieram a público. Na primeira, quando falou à Justiça em 2010 – o vídeo só veio à tona em 2015 –, ele admitiu ter bebido com amigos no restaurante e, em seguida, disse não se lembrar de mais nada até acordar no hospital. Na segunda vez, em um vídeo gravado em 2016, ele se dirigiu às famílias das vítimas, explicou porque havia passado tanto tempo em silêncio e pediu perdão.

“Eu errei, sim. Eu bebi e dirigi. Meu Deus, se eu pudesse voltar atrás”, disse o ex-deputado.

A defesa de Carli Filho foi procurada, mas não quis se manifestar

Tentativas de adiar o julgamento

A defesa, que já havia conseguido adiar o julgamento duas vezes – a última em janeiro de 2016 –, tentou mais uma suspensão do júri popular. Desta vez, a justificativa seriam “dúvidas concretas quanto à imparcialidade dos jurados”, já que em Curitiba, segundo os advogados, a opinião pública está mobilizada contra o réu.

O habeas corpus foi tentado em todas as instâncias até ser rejeitado, na última sexta-feira, pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos argumentos da defesa é a popularidade da mãe de uma das vítimas. Após a morte do filho Gilmar, Christiane Yared (PR) virou ativista da segurança no trânsito e se tornou, em 2014, a deputada federal mais votada do Paraná, com 200 mil eleitores.

Passo-a-passo do julgamento

• Escolha do júri
O tribunal convocou 45 cidadãos, mas só sete serão sorteados para compor o júri.

• Testemunhas
Ambas as partes vão poder interrogar as testemunhas de acusação e de defesa.

• Acusado
É a vez de o júri ouvir Carli Filho, mas ele não é obrigado a comparecer

• Debates orais
Acusação e defesa falam por 1h30 cada e, se quiserem, há uma réplica e tréplica com 1h cada.

• Veredicto
Os jurados se reúnem em uma sala secreta, votam por cédulas e o juiz anuncia a sentença

Senhas esgotadas

Com a capacidade do Tribunal do Júri de Curitiba limitada a 200 espectadores, a Justiça teve que distribuir senhas para os interessados. Na última sexta-feira (23), pessoas começaram a chegar ao local ainda de madrugada. A primeira remessa – de 70 senhas – foi aberta às 8h, e a segunda e última, às 11h30, se esgotou em menos de uma hora.

Quem não conseguiu um número reclamou. A comoção social do caso foi usada pelo desembargador Clayton Camargo, do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná), para concordar com a defesa do ex-deputado e votar para tirar o júri de Curitiba.

“É notório que houve movimentação popular com protestos e até carreatas a pretexto de exigir a condenação do réu com o incentivo da assistente de acusação, hoje deputada federal Christiane Yared. E isso consubstancia clamor público, por evidente”, escreveu Camargo, que foi voto vencido

 

Fonte: AN Notícias com PR UOL

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