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Apucarana, 24 de Junho de 2018

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22/02/2018 01h38

Operação Lava Jato: corrupção aumentou a tarifa do pedágio no PRA ação tem por objeto a apuração dos crimes de corrupção, fraude a licitações e lavagem de ativos na concessão de rodovias federais no Estado

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A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de quinta-feira (22) a 48ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Operação Integração - em alusão ao Anel de Integração, trecho administrado por concessionárias de pedágio. De cordo com o Ministério Público Federal (MPF), empresas que administram rodovias no Paraná foram favorecidas para realizar o aumento da tarifa mesmo após estudos técnicos apontarem a possibilidade de redução.

Policiais federais, servidores da Receita Federal e membros do Ministério Público Federal participam da ação realizada simultaneamente nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

A Casa Civil do governo paranaense foi um dos alvos da PF. Seis pessoas foram presas temporariamente, entre elas, o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER/PR), Nelson Leal. Mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos na presidência do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER/PR) e na Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).

Ao todo, nos quatro estados, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e 07 mandados de prisão temporária.

Presos no Paraná:

Nelson Leal Júnior - diretor-geral do DER/PR Oscar Alberto Gayer da Silva - ex-funcionário do DER/PR Wellington de Melo Volpato - sócio da Eco Sul Brasil Construtora Helio Ogama - diretor-presidente da Triunfo Econorte Leonardo Guerra - administrador da empresa Rio Tibagi Sandro Antônio de Lima - funcionário da Econorte

Corrupção no Paraná

A investigação policial tem como foco a apuração de casos de corrupção ligados aos procedimentos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração.

Servidores públicos e empresas investigadas por corrupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato são os principais alvos da ação, conforme o Ministério Público Federal (MPF).

Carlos Nasser, funcionário com cargo em comissão da Casa Civil e um dos responsáveis pela coordenadoria política da pasta, também foi surpreendido pela operação.

Anel da Integração

Criado em 1997,  com 2,4 mil quilômetros, ele interliga as principais cidades do Paraná. São seis lotes de concessão de estradas federais por um prazo de 24 anos.

Tarifa

A investigação aponta que houve superfaturamento nos valores das obras das concessionárias citadas na operação. De acordo com o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), alguns itens chegaram a ser 89% maior em relação ao encontrado no mercado. O Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a pedir a redução da tarifa em 18%, com base em estudos técnicos, mas uma das empresas foi favorecida e conseguiu aumentar a tarifa em 25% - com termos aditivos e termo de ajuste.

Lavagem de dinheiro

Nas investigações se detectou o uso das estruturas de lavagem de dinheiro reveladas na Operação Lava Jato para operacionalizar os recursos ilícitos pagos a agentes públicos, principalmente através dos operadores financeiros Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran (ambos investigados na Operação Lava Jato).

Uma das concessionárias se utilizou dos serviços de Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran para operacionalizar, ocultar e dissimular valores oriundos de atos de corrupção. Dentre os serviços prestados por estes operadores está a viabilização do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos do DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, DER/PR – Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná e Casa Civil do Governo do Estado do Paraná.

A ação tem por objeto a apuração, dentre outros, dos crimes de corrupção, fraude a licitações e lavagem de ativos.

As ordens judiciais foram determinadas pelo Juízo Titular da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.
 

Os  mandados cumpridos são:

PARANÁ

Campina Grande do Sul/PR

01 mandado de busca e apreensão

São José dos Pinhais/PR

01 mandado de busca e apreensão

01 mandado de prisão temporária

Pinhais/PR

01 mandado de busca e apreensão

Curitiba/PR

18 mandados de busca e apreensão

02 mandados de prisão temporária

Toledo/PR

01 mandado de busca e apreensão

Matinhos/PR

01 mandado de busca e apreensão

Pontal do Paraná/PR

01 mandado de busca e apreensão

Ibiporã/PR

02 mandados de busca e apreensão

Jataizinho/PR

03 mandados de busca e apreensão

Londrina/PR

09 mandados de busca e apreensão

03 mandados de prisão temporária

Paranavaí/PR

02 mandados de busca e apreensão

SANTA CATARINA

Balneário Camboriú/SC

03 mandados de busca e apreensão

RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro/RJ

01 mandado de busca e apreensão

SÃO PAULO

São Paulo/SP

06 mandados de busca e apreensão

01 mandado de prisão temporária

Em nota, a Secretaria de Estado de Comunicação Social diz que:

"O governador Beto Richa determinou hoje a pronta instauração de processo de investigação para o esclarecimento de eventuais irregularidades apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, na chamada “Operação Integração”, que envolve a concessão de rodovias federais no Paraná. A investigação será conduzida pela Controladoria Geral do Estado.

Tanto os contratos quanto os aditivos relacionados ao chamado Anel de Integração foram conduzidos pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), que é o poder concedente. E todos terminaram submetidos ao crivo da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná – Agepar, que homologou seus termos. Os contratos originais do Anel de Integração foram assinados em 1997.

Quanto aos fatos que envolvem o sr. Carlos Nasser, esclarece que ele exercia a função de assessor político junto à Casa Civil, cargo de terceiro escalão, sem qualquer vínculo com o Gabinete do Governador.

Em razão disso, o governador determinou o seu imediato afastamento do cargo, até a apuração completa dos fatos."


 

Fonte: AN Notícias com R7

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