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Apucarana, 25 de Maio de 2018

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14/05/2018 09h37

Sérgio Moro determina abertura de inquérito contra Beto RichaDe acordo com o despacho do juiz, o inquérito deve investigar supostos pagamentos de propina ao ex-governador

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Responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba (PR), o juiz federal Sérgio Moro assumiu as investigações sobre o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) firmou, em 3 de maio, o novo entendimento sobre foro privilegiado. Agora titular do caso, Moro determinou que a Polícia Federal instaure inquérito para investigar a denúncia de que Richa recebeu R$ 3 milhões da Odebrecht como contrapartida ao favorecimento da empresa na licitação da PR-323, rodovia no noroeste do Paraná.

Em seu despacho, Moro fixou prazo de 30 dias para a PF e o Ministério Público Federal (MPF) reiniciem as apurações

Veja o inquérito na íntegra 

De acordo com o despacho do juiz, o inquérito deve investigar supostos pagamentos de propina ao ex-governador em 2008, 2010 e 2014. A suspeita é de que nos anos de 2008 e 2010 o repasse do dinheiro tenha acontecido para bancar as despesas eleitorais de Richa e, em 2014, a uma “possível contrapartida a intervenção do Governo do Estado para limitar a concorrência para a duplicação da PR-323”.

STJ manda processo contra Beto Richa para Moro e Justiça Eleitoral

Moro defendeu que o processo é de competência da Justiça Federal. “Em tese, se o fato se confirmar, pode estar configurado crime de corrupção, que é especial em relação ao crime de realização de doações eleitorais não-contabilizadas. Nesse caso, isso excluiria a competência da Justiça Eleitoral, pelo princípio da especialidade. Caso se trate de corrupção, entendo que há elementos de conexão suficientes para justificar provisoriamente a competência da Justiça Federal”, despachou o juiz.

 

Na última quinta-feira, a revista IstoÉ publicou transcrições de uma conversa gravada entre o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, e o diretor de uma construtora, em que Roldo estaria tentando demovê-lo da ideia de participar da licitação, que já estaria prometida para a Odebrecht.

Delação

De acordo com ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Júnior, na campanha de 2014, foram autorizados repasses de R$ 4 milhões, mas apenas R$ 2,5 milhões foram pagos efetivamente em três parcelas ao longo do mês de setembro. Ele contou que um diretor da Odebrecht foi procurado em Curitiba pelo tesoureiro da campanha de Richa, que pediu a contribuição. Haveria uma contrapartida para a empresa, referente ao projeto de duplicação da PR-323. A Odebrecht integrou o consórcio da obra, que nunca saiu do papel.

Odebrecht relata pagamentos via caixa 2 de R$ 2,5 milhões para campanha de Richa “Nunca recebi dinheiro da Odebrecht”, diz Richa sobre Lista de Janot Outro lado

A defesa do ex-governador Beto Richa informa que existe um recurso pendente de julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão que determinou a remessa da investigação para a Justiça Federal. A defesa entende que, com o julgamento deste recurso, deverá ser reformada a decisão proferida, determinando a remessa para a Justiça Eleitoral, nos mesmos moldes de decisões de casos similares.

Fonte: AN Notícias com PR UOL

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