Carregando...

Alerta!

logo “Sou culpado, mas nunca tive a intenção de matar”, diz Carli Filho a júri - Notícias - AN Notícias “Sou culpado, mas nunca tive a intenção de matar”, diz Carli Filho a júri - Notícias - AN Notícias

Apucarana, 14 de Dezembro de 2018

SAIBA MAIS

28/02/2018 02h48

“Sou culpado, mas nunca tive a intenção de matar”, diz Carli Filho a júriarli Filho falou por menos de 10 minutos em seu depoimento ao tribunal do júri

Diminuir texto Diminuir texto Diminuir texto

O ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho falou por menos de 10 minutos em seu depoimento ao tribunal do júri, onde é réu por duplo homicídio com dolo eventual pela morte de Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida em acidente automobilístico na madrugada de 9 de maio de 2009.

“Eu errei. Eu bebi e dirigi. Foi o maior erro da minha vida. E esse erro teve consequências gravíssimas. Dois jovens morreram. Quero dizer aqui que sou culpado. Assumo minha parcela de culpa pelo que aconteceu, mas jamais tive a intenção de matar alguém”, disse o ex-deputado, que, evocou a tese de sua defesa. “Eu não podia prever o que ia acontecer. Jamais poderia imaginar que aquele carro passaria a minha frente, ninguém podia imaginar que um carro passaria a sua frente em uma via preferencial”, disse.

Carli Filho também questionou a denúncia e justificou os diversos recursos utilizados durante o processo. “Eu nunca fugi, nunca me furtei de nada durante o processo. Usamos sim o direito da ampla defesa, porque acreditamos que a denúncia contra minha pessoa não é correta. Eu jamais tive a intenção de matar alguém. Nunca saí de casa com a intenção de matar”.

O ex-deputado negou que estivesse participando de um racha e pediu virando-se para a plateia, pediu desculpas para as mães das duas vítimas. “Eu nunca tive a oportunidade de pedir desculpa para a dona Christiane e para a dona Vera. Eu quero hoje, do fundo do meu coração pedir desculpas pelo que causei”.

Depois do pronunciamento inicial do réu, o juiz lhe fez poucas perguntas, tentando extrair dele o que ele se lembrava do dia do acidente, o Ministério Público também fez alguns questionamentos, sobre o itinerário do ex-deputado, a suspensão de sua habilitação, os interlocutores das ligações que ele fez minutos antes do acidente, mas ele disse não se lembrar. A defesa não fez perguntas e a sessão foi encerrada, com o retorno dos trabalhos sendo marcado para as 9h desta quarta-feira, com as sustentações de acusação e defesa.

Fonte: AN Notícias com PR UOL

Galeria de Imagens