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Apucarana, 11 de Agosto de 2020

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01/07/2020 05h46

Marcelo Belinati protocola recurso e vai editar decreto municipalPelo menos até domingo (05), funcionamento das atividades produtivas está mantido

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O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, concedeu uma entrevista coletiva, na tarde desta quarta-feira (1º), na qual abordou o decreto estadual que determina quarentena para sete regiões do estado, incluindo Londrina. O prefeito informou que a decisão estadual causou estranheza e que as medidas preventivas vem sendo respeitadas na cidade para controlar o avanço de Covid-19. Ele afirmou ter passado o dia reunido com a equipe técnica do Município, revisando os dados da pandemia em Londrina e em outras cidades do Paraná, atingidas ou não pelo decreto. O prefeito destacou que o Município apresentou hoje um recurso junto ao Governo do Estado. O objetivo é entender, com base em indicadores epidemiológicos, por quais motivos a quarentena foi imposta a Londrina.

O prefeito ainda apontou que o Município solicitou a exclusão da cidade neste processo de suspensão das atividades produtivas. Marcelo Belinati aponta que a situação da doença é mais grave em outras cidades que não foram afetadas pelo decreto. Um decreto municipal será publicado ainda nesta quarta-feira com a finalidade de dar mais tempo para que o setor produtivo possa se organizar. A partir de domingo, com exceção das feiras livres, o decreto estadual entrará em vigor, com a implantação da quarentena, caso a revisão não seja feita. Se o pedido do Município não for atendido, Londrina vai seguir a normativa estadual.  

Sobre o decreto, Marcelo Belinati destacou a ausência de tempo para as empresas, comerciantes e, até mesmo, o poder público se organizarem frente à suspensão das atividades. Ele ainda contestou a ausência de dados efetivos para justificarem a quarentena em Londrina neste momento. Durante o pronunciamento, o prefeito afirmou que a decisão do Governo do Estado considera toda a 17ª Regional de Saúde, não apenas de Londrina, mas que outras regionais, que também contam com o apoio das unidades de saúde da cidade, como a de Apucarana e de Ivaiporã, não foram afetadas pela decisão estadual. 

O prefeito pediu mais transparência e explicação por parte do Governo do Estado quanto à necessidade de quarentena em Londrina. Além disso, Marcelo Belinati pontuou que alguns problemas relatados para justificar a supensão das atividades não tem sido registrados em Londrina, como a falta de medicamentos sedativos e a taxa de ocupação de leitos de UTI se aproximando dos 100% (aqui em Londrina era de 44% nesta quarta-feira). Os dados da Secretaria de Saúde apontam que a taxa de positividade do novo coronavírus em Londrina, que mede o avanço da doença, está em 16%. Mais uma vez, o prefeito destacou que a cidade realiza testes para a infecção do novo coronavírus, o que permite ao Município saber o cenário da doença, o que permite, na avaliação dele, chegar a um cenário mais realista da doença. 

Marcelo Belinati indicou que Londrina construiu um cenário efetivo para o enfrentamento à Covid-19, considerando a ampliação de leitos, compra de medicamentos e contratação de profissionais da área da saúde. O prefeito reconheceu que o momento enfrentado é de tensão em todo o mundo, em virtude da doença. Ele ainda indicou que suspenderia novamente as atividades produtivas, caso julgasse necessário, mas, para o prefeito, este momento ainda não chegou. Na avaliação do prefeito, Londrina segue com condições para o enfrentamento à doença. 

Entenda o decreto - Entre as determinações do Governo do Paraná está a suspensão das atividades econômicas não essenciais, incluindo o comércio de rua, shoppings e galerias. A medida é válida por 14 dias, a partir desta quarta. Por meio de nota, o Estado reconheceu a autonomia dos municípios, após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), mas indicou entender que " medidas que colocam o sistema de saúde em risco de colapso podem ser questionadas”. O documento não indica quais seriam as sanções em caso de questionamento. Já o MPF (Ministério Público Federal), emitiu uma recomendação para que os municípios pertencentes à 17ª e à 18 regionais de Saúde do Paraná, regiões de Londrina e Cornélio Procópio, dêem o cumprimento imediato da quarentena imposta pelo governo estadual. Em caso de descumprimento das novas regras, o MPF adverte que pode entrar com ações judiciais contra os prefeitos.

Fonte: AN Notícias com Paiquerê FM