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21/02/2020 06h31

O derretimento da AntártidaAquecimento global faz com que as temperaturas no continente gelado superem 20°C, as mais altas da história

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Está cada vez mais difícil para os que negam o aquecimento global sustentarem suas posições.O mês de fevereiro na Antártida, o continente coberto por gelo e que pouco propicia o desenvolvimento de vida, está registrando as temperaturas mais altas da história para a região. No dia 9 de fevereiro, os termômetros do Terrantar, um projeto coordenado por pesquisadores brasileiros da Universidade Federal de Viçosa, registraram 20,75°C na Ilha Marambio da Península Antártica, situada na ponta noroeste do território miais próximo da América do Sul. Três dias antes, a temperatura chegou a 18,3°C. O recorde era de 17,5°C, de 24 de março de 2015.

Os pesquisadores do Terrantar não afirmam que as temperaturas excepcionalmente altas estão conectadas diretamente com o aquecimento global, afinal, foram medições feitas em um curto período de tempo e que podem representar alguma anomalia. Mas, sem dúvida, se trata de um sinal de alerta. Um dos cientistas, Márcio Francelino, disse que nunca havia presenciado temperaturas tão elevadas nos 17 anos em que esteve na região, e que chegou até a usar short e camiseta no dia 9, em que a temperatura ultrapassou os 20 graus. Consequência ou não da mudança climática, janeiro deste ano foi catalogado como o mês mais quente que se tem registro desde 1880, quando a Agência Americana de Administração Oceânica e Atmosférica começou a fazer medições. Os números comprovam um crescimento acentuado de 1,14 grau centígrado na temperatura global em relação ao século 20. De acordo com a instituição, a extensão de gelo no Oceano Antártico diminuiu 9,8% entre 1981 e 2020, de forma que 87% das geleiras da costa oeste do continente diminuíram de tamanho nos últimos cinquenta anos — a quantidade perdida de gelo cresceu seis vezes no período.

O clima mais quente numa região tão fria pode provocar eventos climáticos extremos em outros continentes, como chuvas fortes

Dias depois dos registros das altas temperaturas, o satélite europeu Copernicus detectou gigantescas rachaduras nas geleiras da Ilha Pine. O iceberg que se desprendeu do continente tem a extensão de 300 quilômetros quadrados, uma área gigantesca, equivalente ao tamanho da cidade de Belo Horizonte. De acordo com o Centro de Observação da Terra da Agência Espacial Europeia, que administra o programa, o desequilíbrio no sistema glacial está diretamente ligado ao aquecimento do planeta. Apesar do processo de derretimento ser natural, as taxas do fenômeno observadas na Antártida Ocidental, onde está situada a ilha, são maiores do que em qualquer época observada pelo satélite.
 

Fonte: AN Notícias com IstoÉ

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