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Apucarana, 23 de Outubro de 2017

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02/10/2017 11h48

"Sim" vence com 90% dos votos em referendo catalão na EspanhaCatalunha pedirá proclamação da independência após resultado

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O governo da Catalunha informou que 90% dos eleitores votaram "sim" pela independência da região e 7,8% votaram "não". Os dados foram apresentados pelo porta-voz da Generalitat (governo catalão), Jordi Turull.

No total, 2.262.424 pessoas votaram no referendo realizado neste domingo (1º).

Mais cedo, o governo catalão já havia anunciado que iria comunicar nos próximos dias o Parlamento regional os resultados da votação deste domingo (1º) para que aplique o previsto na lei catalã de referendo e proclame a independência caso o "sim" vencesse.

Em uma declaração institucional, o presidente catalão Carles Puigdemont defendeu que a Catalunha ganhou “o direito de ser um Estado independente” após o referendo deste domingo (1º), quando as pessoas foram convocadas a responder se queriam ou não que a Catalunha se transformasse em uma república independente.
 

Puigdemont argumentou que a Catalunha ganhou à força sua soberania e que as instituições catalãs têm o dever de respeitar e desenvolver o que disseram seus cidadãos. Ele ressaltou que milhões de pessoas se mobilizaram neste domingo e que, apesar das ameaças do Estado espanhol, elas têm direito de decidir seu futuro em liberdade.

Governo da Espanha

Já o presidente da Espanha, Mariano Rajoy, declarou que "não houve um referendo" e que todos os espanhóis constataram que o Estado de Direito se mantém “forte e vigente”. Além de não reconhecer a consulta, responsabilizou o governo autonômico catalão, promotor da iniciativa, de ter agido contra a convivência democrática.

Puigdemont denunciou as violações de direitos e liberdades derivadas da intervenção da Polícia Nacional e da Guarda Civil, que foram acionadas pelo governo central espanhol para impedir o referendo. Ele afirmou que as autoridades contabilizam mais de 800 feridos, dois dos quais estão em estado grave, segundo informações do Departamento de Saúde da Catalunha. "Queremos viver em paz", fora de um Estado "incapaz" de propor "algo diferente da força bruta", disse.

Segundo Puigdemont, alguns casos foram “claras violações” de direitos humanos, algo que definiu como uma das páginas mais “vergonhosas” da relação do Estado espanhol com a região autônoma. Por isso, além de defender que as agressões não fiquem impunes, apelou à União Europeia para que exerça sua autoridade e atua no caso.
 

Enquanto acompanhavam a apuração dos votos do referendo na Praça da Catalunha, em Barcelona, representantes de diversas organizações representativas, entre as quais a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Confederação Nacional do Trabalho (CNT), anunciaram que será realizada uma greve geral na próxima terça-feira (3).

Polícia fechou locais de votação

Mais cedo, as ruas da Catalunha, uma potência industrial e turística que responde por um quinto da economia espanhola, entraram em ebulição quando a polícia nacional fechou locais de votação fazendo uso de cacetetes e arrastando os eleitores para longe. A ação atraiu críticas em casa e no exterior.

"Eu proponho que todos os partidos políticos com representação parlamentar se encontrem e, juntos, reflitam sobre o futuro que todos enfrentamos", disse Rajoy em um pronunciamento televisionado. No entanto, manteve sua posição firme contra a independência catalã e elogiou a polícia.

A polícia de choque espanhola entrou em estações de votação em toda a Catalunha, confiscando cédulas e documentos de votação para tentar suspender um referendo proibido sobre a divisão da Espanha.

A polícia arrebentou portas para forçar a entrada nos locais de votação, enquanto catalães gritavam "Fora forças de ocupação" e cantavam o hino da rica região. Em um incidente em Barcelona, ??a polícia disparou balas de borracha.

O referendo, declarado ilegal pelo governo central da Espanha, lançou o país em sua pior crise constitucional em décadas e aprofundou um racha centenário entre Madri e Barcelona.

Apesar da ação policial, filas com centenas de pessoas foram formadas em cidades e vilas em toda a região para votar. Em um local de votação em Barcelona, ??pessoas idosas e crianças tiveram preferência na entrada.

"Estou tão satisfeito porque, apesar de todos os obstáculos que colocaram, consegui votar", disse Teresa, uma aposentada de 72 anos em Barcelona, ??que ficou em fila por seis horas.

Fonte: AN Notícias com R7