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15/08/2018 11h02

Refém é libertado e rebelião termina em Ibaiti no Norte do PRFamiliares dos detentos protestaram contra as más condições da cadeia

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Depois de mais de 12h, detentos encerraram uma rebelião na cadeia pública de Ibaiti (Norte Pioneiro), iniciada no final da noite de terça-feira (14). Os presos renderam um agente carcerário quando ele removia o lixo das celas na ala principal, que possuía 120 presos. Naquele momento a cadeia estava com 157 homens, quando a sua capacidade é para apenas 19 provisórios.

Com o refém, eles conseguiram sair das celas e fugiram. Alguns fugitivos contaram com o auxílio de motocicletas que estavam do lado de fora. Outros que não conseguiram escapar atearam fogo nos colchões na entrada da 37ª Delegacia de Polícia Civil.

Esta é a segunda fuga registrada na cadeia de Ibaiti. No dia 12 de fevereiro, 16 presos aproveitaram o plantão de Carnaval para fugir. Em janeiro deste ano, outras duas tentativas de fuga foram registradas pelos policiais. No ano passado foram 16 delas. Em dezembro do ano passado 21 presos conseguiram fugir. Uma viatura da polícia foi incendiada pelos rebelados. Ainda não há notícias de mortos ou feridos.

No início do ano, a seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Ibaiti já havia solicitado a interdição da cadeia pública por más condições e pela superlotação. Moradores próximos à delegacia conversaram com a FOLHA sobre o início da rebelião.

Em março deste ano, um relatório do TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) apontou que a inexistência de uma política pública para o setor carcerário, a falta de definição de atribuições e responsabilidades dos órgãos ligados ao setor e um baixo nível de governança são os responsáveis pelos atrasos nas obras de construção de penitenciárias, pelo agravamento da superlotação das cadeias públicas e pela deterioração das unidades penais.

A auditoria do TCE apontou que, conforme dados da Polícia Civil e do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), em 10 de dezembro de 2017 havia 10.7295 presos em carceragens de delegacias e cadeias públicas no Estado ocupando 3.618 vagas, um déficit de 7.111 vagas, ou índice de superlotação de 196,5%. Ao mesmo tempo, o sistema penitenciário possuía, naquela data, 19.345 presos para 17.793 vagas, um déficit de 1.552 vagas, ou 8,7% de superlotação.
Fonte: AN Notícias com Folha de Londrina

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