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Apucarana, 14 de Dezembro de 2018

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01/09/2017 11h21

Delator diz que Ricardo Barros e Cida Borghetti ‘venderam cargo no governo do Paraná’O empresário afirmou que houve uma série de reuniões para tratar do assunto

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O nome do ministro da Saúde, Ricardo Barros, aparece no depoimento do dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, durante delação premiada fechada pelo empresário com o Ministério Público Federal (MPF), por conta das investigações relativas a Operação Quadro Negro, em que o empresário é suspeito de cometer fraudes em licitações de construção de escolas no Paraná. As informações são da Folha de São Paulo.

A colaboração ainda precisa ser homologada, mas conforme o relato do empresário, “Ricardo Barros teria participado da venda de um cargo lotado no gabinete da vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, que é casada com o ministro”. O cargo em questão seria na vice-governadoria, com salário de R$ 15 mil e teria sido prometido ao irmão de Cida, Juliano Borghetti, ex-vereador em Curitiba, que teria o direito de indicar alguém para essa função na vice-governadoria. O irmão de Cida chegou a ser preso pela Operação Quadro Negro em dezembro de 2015.

Ainda no depoimento de Souza, ele afirmou que “Juliano Borghetti disse não poder assumir o cargo público por conta da imagem desgastada, uma vez que se envolveu em uma briga de torcidas em Joinville”. “Disse que, entretanto, foi-lhe dado o direito à nomeação de um cargo na Vice-Governadoria, com salário de aproximadamente R$ 15 mil reais e me propôs a 'venda' dessa nomeação. Disse que eu poderia colocar meu filho Gustavo no cargo e em contrapartida eu pagaria ao Juliano uma quantia 'por fora'", diz trecho da delação.

Conforme o depoimento, “Juliano Borghetti teria falado a Souza que precisava falar com Ricardo Barros, que era na época, deputado federal. Segundo o empresário, o irmão de Cida disse que era Barros quem mandava”.

O empresário afirmou que houve uma série de reuniões para tratar do assunto. Os encontros ocorreram na vice-governadoria e no Diretório Estadual do Partido Progressista, em Curitiba.

O delator também destacou que em uma das reuniões, o próprio Ricardo Barros disse concordar com a proposta, mas que Souza deveria pagar para Juliano Borghetti os R$ 15 mil mensais. A proposta foi ‘aceita’ pelo dono da Construtora Valor, que indicou Marilaine Firmino para o cargo. Souza disse que “encontrou Barros três ou quatro vezes”.

"Nessas reuniões ele disse que colocaria a Mari na Sema e que, em relação aos contratos que eu ganhasse lá, a gente 'acertava' posteriormente, na época da campanha. Ele disse que não gostava de receber valores ao longo da execução das obras. Batemos o martelo e a Mari foi nomeada num cargo na vice-governadoria", diz outro trecho da delação.

Cida

O empresário também afirmou que “Cida Borghetti o teria chamado até seu gabinete e o agradecido pessoalmente por ter resolvido a situação do irmão”.

A pessoa indicada por Souza foi nomeada, e Juliano Borghetti teria recebido o dinheiro. Conforme o delator, “os pagamentos aconteceram no início de 2015, tendo sido repassados R$ 15 mil, por mês, durante três meses. Os valores foram entregues diretamente na sede da Construtora Valor”.

Notas

Ricardo Barros:

Pelas informações, trata-se de delação no âmbito da operação quadro negro.

Destaca que os fatos citados nada tem a ver com esta operação, pois Juliano trabalhou por três meses na Valor, empresa do pretenso delator, em período posterior às irregularidades citadas e anterior ao seu conhecimento público.

A operação Quadro Negro já virou inquérito e ação na justiça há mais de um ano. Todos os envolvidos já foram ouvidos e não houve qualquer citação ao ministro.

Quanto à insinuação de "troca de cargo" envolvendo a servidora Marilaine Firmino, a suposta acusação não procede, pois ela é funcionária de carreira do Estado e nunca trabalhou na Secretaria do Meio Ambiente.

Antes do episódio, ela ocupava cargo na secretaria de educação, foi nomeada em FG da vice governadoria, mas trabalhou efetivamente na casa civil. Depois, em abril, foi para a secretaria de administração, em março de 2017 alocada na secretaria de desenvolvimento urbano como ouvidora, e em julho de 2017 voltou para a secretaria de administração.

A menção à colaboração voluntária da empresa no período de campanha é no estrito cumprimento da legislação eleitoral à época.

O ministro já solicitou ao ministro do STF, Luiz Fux, a abertura de sindicância para identificar os autores do vazamento, conforme preconiza a lei. O vazamento prejudica os citados, na medida em que nem ele nem seus advogados tem conhecimento sobre o conteúdo efetivo da delação, e se ela de fato existe.

O ministro também solicitará, se ou quando, notificado a separação deste suposto fato envolvendo R$ 45 mil do conjunto da Operação Quadro Negro, pois não há efetivamente nenhuma conexão entre os fatos que, segundo o que se sabe da narrativa do delator ocorreram em períodos distintos.

Juliano, no ano passado, já fez sua declaração no processo judicial reafirmando sua condição de contratado pela empresa valor onde recebia salário.

O ministro esta à inteira disposição para esclarecimentos quando tiver acesso ao inteiro teor da suposta delação, reafirmando sua lisura no exercício da função pública.

Cida Borghetti:

A vice-governadora, Cida Borghetti, nega as afirmações da suposta delação e repudia a insinuação da troca de cargos.

Cida Borghetti afirma que os fatos supostamente citados pelo delator são posteriores às investigações da Operação Quadro, não tendo relação alguma com a citada investigação.

A funcionária Marilaine Fermino é servidora de carreira do Estado, onde ocupou funções nas secretarias da Educação, Casa Civil e Desenvolvimento Urbano. Atualmente está lotada na secretaria da Administração e Previdência. Ela nunca trabalhou na Secretaria do Meio Ambiente.

A vice-governadora esta à inteira disposição para esclarecimentos dos fatos.

Fonte: AN Notícias com Massa News

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