Carregando...

Alerta!

logo “Carne Fraca” põe deputado e ministro do Paraná na berlinda - Notícias - AN Notícias “Carne Fraca” põe deputado e ministro do Paraná na berlinda - Notícias - AN Notícias

Apucarana, 20 de Setembro de 2018

SAIBA MAIS

Dia do Gaúcho - Dia de Santo André Kim e São Paulo Chong - Dia do Papeleiro - Dia do Coletor de Lixo - Santo Eustáquio -
23/03/2017 09h29

“Carne Fraca” põe deputado e ministro do Paraná na berlindaSérgio Souza (PMDB) nega ter indicado “chefe” de esquema; Gleisi cobra demissão de Osmar Serraglio

Diminuir texto Diminuir texto Diminuir texto

O deputado federal paranaense Sérgio Souza (PMDB) negou nesta quarta-feira (22) que tenha pressionado pela nomeação do ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, preso pela Policia Federal na operação “Carne Fraca”, acusado de chefiar um esquema de fraudes na fiscalização de frigoríficos no Estado. A negativa foi uma resposta à ex-ministra da Agricultura e senadora Kátia Abreu (PMDB/RO), que na véspera acusou Souza e o deputado federal licenciado e atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), de terem feito lobby em favor de Gonçalves mesmo depois de pesarem sobre ele processos administrativos por suspeita de corrupção.

“A pessoa de Daniel Gonçalves foi indicado pela bancada do PMDB do Paraná”, alegou Souza, em nota. “Por se tratar de mera indicação, compete ao Ministro (a) da Agricultura efetuar ou não a nomeação”, argumentou ele.

Sobre as declarações de Kátia Abreu, o peemedebista disse que “quem conhece a ministra sabe que ela não é de aceitar e muito menos ceder às pressões. Aliás, é necessário esclarecer que a então ministra Kátia Abreu foi quem pressionou para votar contra o impeachment da ex-presidente Dilma”, lembrou. “O trabalho da assessoria parlamentar compreende o acompanhamento de processos em órgãos do Governo Federal. Eventuais desvios de conduta, que foram apontados pela Operação Carne Fraca, deverão ser apurados e os envolvidos terão de prestar os devidos esclarecimentos”, defendeu o peemedebista.

Serraglio, por sua vez, alegou que a indicação do superintendente do ministério no Paraná teria sido feita pelo ex-deputado federal Moacir Micheletto (PMDB), morto em acidente de carro em 2012, e avalizada por toda a bancada paranaense. Desde que foi flagrado em escutas telefônicas feitas pela PF, chamando Gonçalves de “grande chefe” e pedindo a intervenção dele na fiscalização de um frigorífico do interior do Paraná, o ministro tem negado ligação com o esquema.

“Bandido”

As declarações de Kátia Abreu – que foi ministra da Agricultura do governo Dilma Rousseff – agravaram a situação de Serraglio. “Esse cidadão que foi nomeado tinha processos administrativos no Ministério e eu nunca vi em todo o período que lá estive e nunca tive notícias de uma pressão tão forte para não tirar esse bandido de lá. E eu tenho que ser sincera porque são dois deputados do meu partido”, afirmou ela.

Ontem, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) propôs a convocação do ministro na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O pedido não foi votado por manobra do presidente da CCJ, senador Edison Lobão (PMDB-MA), que alegou que o requerimento só poderia ser apreciado na sessão seguinte. 

Apesar de afirmar que a Operação Carne Fraca foi conduzida com “estardalhaço irresponsável”, prejudicando o setor produtivo, Gleisi argumentou que ela revelou o “envolvimento extremamente grave” de membros do governo nas irregularidades. Para a senadora, a participação do ministro da Justiça no episódio deveria ter causado sua imediata destituição do cargo. “É totalmente absurdo que, seis dias após a divulgação de gravações da Polícia Federal, em que o ministro aparece em conversa com o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, considerado líder do esquema de corrupção investigado na Operação Carne Fraca, a quem chama de ‘grande chefe’ e pede sua intervenção para resolver um problema em um frigorífico do Paraná, ainda esteja no cargo, sem se dar qualquer explicação sobre sua participação no esquema”, criticou.

O senador José Medeiros (PSD/MT) saiu em defesa de Serraglio, afirmando não ter ouvido na conversa grampeada nada que pudesse implicar o ministro, e acusando Gleisi de explorar o episódio por interesse político regional.

Oposição propõe CPI

A bancada de oposição ao governo Temer na Câmara Federal iniciou ontem a coleta de assinaturas para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar o envolvimento de membros do Executivo e de deputados nas denúncias de fraude na fiscalização de frigoríficos revelada pela operação “Carne Fraca”. No primeiro dia, os autores do requerimento, deputados Ivan Valente (PSOL/SP), Julio Delgado (PSB/MG) e Carlos Zarattini (PT/SP), conseguiram 90 das 171 assinaturas necessárias para a abertura da CPI.

Embora a maioria das assinaturas seja de parlamentares da oposição, há deputados de partidos da base do governo, como PMDB e DEM entre os que apoiam a abertura da investigação. De acordo com o texto, o objetivo é investigar os supostos crimes revelados pela operação e envolvimento de partidos e agentes públicos nas fraudes. O requerimento encontra resistência do setor ruralista da Câmara. No entanto, deputados afirmam que há descontentamento de alguns parlamentares dentro da bancada com o que chamam de monopólio das gigantes BRF e JBS no setor.

Fonte: AN Notícias com Bem PR

Galeria de Imagens