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23/09/2015 09h50

Veja: bola de fogo vista no céu do Paraná pode ter sido um meteoro, aponta GedalRelatos estão concentrados no oeste do estado, na região próxima à fronteira com a Argentina e o Paraguai

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Um fenômeno astronômico deixou assustados os moradores da região oeste do Paraná na noite de quarta-feira (22). Relatos de que uma bola de fogo teria cruzado o céu pouco antes das 20 horas pipocaram nas redes sociais. As reações foram as mais diversas, de pessoas achando se tratar de um sinal do apocalipse a outros especulando se tratar de um meteoro.

Para o astrônomo Miguel Moreno, presidente do Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina (Gedal), a segunda hipótese é a mais provável. Ele disse ao JL, em entrevista por telefone na manhã desta quinta-feira (23), ter recebido relatos de diversas pessoas que afirmam ter visto o fenômeno.

“No Brasil, há dois grupos grandes de observação de meteoros, e infelizmente nenhum deles está no Paraná. Por isso, não temos filmagens consistentes sobre esse fenômeno. Mas já é possível dizer que a aparição desse meteoro foi muito próxima à região de fronteira do Paraná com a Argentina e o Paraguai, mais especificamente entre Palotina e Guaíra, onde se concentram os relatos”, disse.

A hipótese de que o brilho visto no céu foi causado por um meteoro também é reforçada pela velocidade e pela grande luminosidade provocada pelo fenômeno. Existe uma grande quantidade de lixo espacial flutuando pelo espaço – desde o início da corrida espacial, na década de 1960, houve mais de 5 mil lançamentos de foguetes no espaço, que deixaram para trás resíduos e fragmentos –, mas esses objetos caem mais devagar.

“Os meteoros caem a velocidades espantosas, de dezenas de quilômetros por segundo. Por isso, a queima é mais intensa. Às vezes, o que as pessoas veem como estrelas cadentes pode ser um pedaço de lixo espacial que entrou na atmosfera. O brilho é pequeno e muito rápido, diferente de um meteoro”, explicou Moreno.

Meteoro ou meteorito?

É comum haver confusão entre os termos meteoro e meteorito. O astrônomo do Gedal explica que ambas as palavras são usadas para o mesmo fenômeno: a diferença é se houve ou não queda de fragmentos na Terra. Há ainda uma terceira palavra, não tão conhecida fora do meio dos especialistas, que também é usada para descrever as rochas voadoras do espaço.

“Quando um pedaço de rocha desses está vagando pelo espaço é chamado de meteoroide. A partir do momento que ele é atraído pela gravidade da Terra, entra na atmosfera e passa a queimar e emitir brilho passa a se chamar de meteoro. Se dessa queima restar algum fragmento que caiu na superfície da Terra, esse fragmento se chama de meteorito. Nesse caso, pelo que já pudemos avaliar preliminarmente, deve se tratar apenas de um meteoro, já que não parece ter havido queda na Terra”, detalhou.

Meteoro assustou russos em 2013

Em fevereiro de 2013, um meteoro gigante explodiu ao entrar na atmosfera sobre a região da Rússia. Após a explosão, ondas de choques subsequentes estilhaçaram vidraças, feriram quase 1,2 mil pessoas e causaram cerca de 33 milhões de dólares em danos, segundo autoridades locais.

Fonte: AN Notícias com JL Londrina

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